quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

E começou a campanha eleitoral!

Começou ontem, ainda que não oficialmente, a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2009. Ao anunciar na Assembleia da República aumentos aos abonos de família atribuídos a famílias monoparentais, e um ajuste das pensões de reforma - depois de substituir dois Ministros - veio o 1º Ministro, dar o «pontapé de saída», na estratégia que adoptou com vista a obter nova maioria absoluta.

Ao afastar os Ministros, pretendeu desculpabilizar-se das politicas pouco populares por eles levadas a cabo, afastando-se assim do rótulo de reformador sem escrúpulos. Todos nós sabemos porém, que as medidas de fundo, que quer o Ministro da Saúde quer a Ministra da Cultura agora afastados tomaram, tiveram origem no próprio 1º Ministro.

Na Cultura, a generalidade das medidas nem foram descabidas: substituíram-se poderes instalados, resultantes dos «lóbis» que dominam o sector e que conduziram à saída do director do Teatro Nacional Dª Maria, do director do Teatro Nacional de S. Carlos (que auferia de vencimento mais do que o próprio 1º Ministro!) e da directora do Museu de Arte Antiga.
Cortes à «subsidiodependência» do «lóbi gay», que domina o sector do teatro, da dança e do cinema, também foram importantes, embora tenham enfurecido os parasitas do costume, nestas áreas.

Na Saúde foi mais abrangente o Ministro!
Embora tenha tocado ao de leve os «intocáveis» Médicos e Enfermeiros, as medidas dirigiram-se mais à população em geral, com o aumento das taxas moderadoras e o terrorista encerramento de Maternidades, Urgências Hospitalares e Centros de Saúde, sem alternativas consistentes.
O conceito de Estado Social foi totalmente subvertido, e a Constituição desrespeitada, porque é bom lembrar, que esta determina que a Saúde deverá ser tendencialmente gratuita. Assistimos precisamente ao contrário, com Correia de Campos/Sócrates.

Ao substituir estes dois Ministros, o chefe do Governo agiu cirurgicamente em duas áreas determinantes: Os «lóbis» - sendo o da Cultura um dos mais influentes da sociedade Portuguesa - e o «populacho», que depois de ser encurralado por esta política de Saúde, vai considerar óptimo tudo o que venha a seguir. Um bocado como a história do tipo que dava marteladas na cabeça, e doía muito, mas quando a dor passava, a sensação de alivio, proporcionava um grande prazer.

Ficamos expectantes a aguardar por mais medidas eleitoralistas, feitas a pensar na falta de agilidade mental, que caracteriza a generalidade da carneirada.
Anseio por saber se este cavalheiro que foi para a Cultura, vai dar a mão aos intelectualóides chulos de esquerda que grassam nessa área, ou os vai entreter com promessas até às eleições.
Curiosidade também em redor da Médica Pediatra que vai para a pasta da Saúde! Levará ela a cabo - por exemplo - um dos projectos de Correia de Campos, que é o de encerrar o Hospital Pediátrico de Dª Estefânia? Constituiria uma das maiores ironias da longa história de disparates da 3ª República, mas desta gente espera-se tudo!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Na Saúde tudo na mesma

Pronto, um dos piores - senão o pior - Ministro da Saúde que alguma vez houve em Portugal já lá foi. Demitiu-se, de livre vontade, dizem as notícias. Pouco importa, ou talvez não. Importa de certeza, saber se tudo aquilo que ele fez no exercício das suas funções vai ser anulado pelo novo Ministro que há-de vir.

As maternidades, os hospitais e centros de saúde, voltam a abrir? Ou Correia de Campos veio apenas para fazer o trabalho sujo, para agora ir embora para um "job" qualquer, e ficar tudo na mesma? Se é o caso então mais valia deixá-lo ficar para que assumisse as suas responsabilidades.

Claro que não podia ser deixado ficar porque foi ele que se demitiu... pois, trata-se na verdade de uma muito conveniente "demissão". Ainda por cima pedida pela chamada oposição, o que é mais curioso. Com adversários daqueles não há-de o Sócrates andar descansado. São todos iguais, é o que é!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sondagem: Quem ordenou o atentado de 1908?

Em relação aos autores materiais do crime de 1 de Fevereiro de 1908 não há dúvidas: Manuel dos Reis Buiça e Alfredo Luís da Costa foram efectivamente os assassinos que, pelas próprias mãos, mataram o rei D. Carlos I e o infante D. Luís Filipe. Já no que toca à questão de saber se houve mandante ou mandantes do ataque e, no caso afirmativo, quem foram essas pessoas ou organizações, as respostas já se dividem. Dúvidas persistem. Desde a Carbonária à Maçonaria, passando por dissidentes monárquicos, várias são as hipóteses apontadas como as responsáveis pelo sucedido no Terreiro do Paço. Segundo Maria Alice Samara, “não há um único papel ou fonte que prove o que seja” relativamente a esse mistério. É um dado adquirido que ambos os regicidas eram membros da Carbonária Portuguesa, mas pouco mais é provado. “Mesmo dentro do movimento republicano, havia várias facções diferentes: radicais, moderados, populares, burgueses”, destacou a historiadora especialista no período da I República. Conspiração? “A Carbonária era um grupo com relativa autonomia e estes homens podem ter decidido tomar a atitude pelas próprias mãos”, revelou a historiadora, não sem sublinhar que “mesmo tendo isto em conta, há ainda espaço para a hipótese de ter havido, de facto, uma conspiração política”.

Apoio a Natalidade

Saudações, venho por este meio comentar convosco, pois defendem os valores familiares, acerca dos excelentes subsidios de incentivo à natalidade.

Uma familia com um I.R.S. de 12 mil euros/ano, com dois filhos um de 4 e outro de dois, tem direito à magnifica quantia de 25 euros mensais!!!

De facto com estes grandiosos incentivos, a natalidade só irá aumentar se o socrates contribuir pessoalmente.
Julgo que é interessante denunciar estes casos do dia-a-dia de tantos Portugueses, quando o primeiro-ministro fala de melhores apoios ao incentivo à natalidade.
Cumprimentos,
F.B.

Infelizmente meu caro Fialho,os políticos do sistema estão mais preocupados em defender os interesses do lobby gay, do que preservar e promover os valores da família.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Resultados da Sondagem sobre Terrorismo

Considera Portugal um alvo preferencial do terrorismo?

Sim, somos um alvo interessante - 7 (20%)
Não, isso é tudo propaganda - 22 (64%)
Talvez, eles atacam toda a gente - 5 (14%)

Votos apurados: 34

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Há menos doentes em Portugal?

«O número de camas nos hospitais (lotação praticada) era de 37330 em 2005, o que traduz uma diminuição 2360 face a 1990, revelam estatísticas do INE sobre a capacidade de internamento no sector. O relatório do Instituto Nacional de Estatística indica que, desde o início da década de 90, a oferta de camas nos estabelecimentos de saúde recuou de 4,3 por cada 1000 habitantes, para uma taxa de 3,6 camas/1000 habitantes no final de 2006.»

A pergunta que podermos fazer: haverá menos doentes em Portugal? Será de acreditar que há menos doenças e menos gente doente? O que há é um pior Serviço Nacional de Saúde. Claro que o Governo dirá que o que há é uma melhor gestão. Poderia ser verdade se não continuasse a haver pessoas abandonadas pelos corredores dos hospitais. Continuamos a ficar horas (cada vez mais) nas salas de espera. Fecham-se hospitais, maternidades, e centros de saúde, mas as marcas dos automóveis pagos pelos contribuintes continuam a ser as mesmas, Audi e Mercedes. O Ministro da Saúde passeia-se num desses.

Bastonário dos Advogados fala de crime sem castigo na hierarquia do Estado

«O Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, afirmou hoje que há pessoas em cargos de destaque na hierarquia do Estado que praticam crimes e não são punidas por isso.(...) “O fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal. Há aí uma criminalidade em Portugal muito importante, da mais nociva criminalidade para o Estado, para a sociedade, e que andam aí impunemente e alguns deles andam aí a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português,” disse Marinho Pinto

Marinho Pinto foi jantar com José Sócrates esta semana, a propósito de discutir a Justiça. A quem se refere Marinho Pinto quando fala em "pessoas de destaque na hierarquia do Estado"? Foi o primeiro-ministro que, perdoe-se a expressão, bufou adversários? Ou foi Marinho Pinto que não gostou da sobremesa e então insinua-se contra Sócrates? É que há que lembrar o caso Freeport, por exemplo, em que José Sócrates foi acusado de desviar umas centenas de milhar de euros. De que falava o Doutor Marinho Pinto afinal? Atirar assim para o ar que há corrupção toda a gente sabe fazer, mas Marinho Pinto devia concretizar um pouco mais, pois ele tem acesso a informação que o vulgar cidadão não tem. E, se quer dar a ideia que "confronta o sistema", então que assuma o confronto, não devia deixar as coisas a pairar no ar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Façam-se novos Dicionários

A sabuja comunicação social cá do rectângulo, anda estranhamente (ou talvez não!) silenciosa com este projecto de lei dos «Verdes». É de facto incómodo, convenhamos:

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8e17aed38ba774642b33fc.html

E é incómodo, fundamentalmente por incluir uma proposta de alteração à defenição do termo casamento - defenição essa, que tem vindo a ser construida ao longo de milhares de anos, pelo próprio funcionamento da sociedade - e que agora se pretende alterar (literalmente) por decreto.

Será que receiam pouco apoio por parte da opinião pública, e é por isso que andam tão silenciosos no que respeita ao «cozinhado» que andam a fazer?

Ao longo da história o conceito de casamento foi-se construindo a si próprio em função daquilo que foi, é e será SEMPRE o seu objectivo primordial: gerar descendência, em resultado da união de duas pessoas de sexo diferente!
A toda a restante panóplia de relações inter-humanas, pode-se chamar tudo aquilo que se quiser, mas casamento, aplica-se exclusivamente ao contrato entre duas pessoas de sexo oposto com o propósito de constituir familia, gerando filhos.

Estranha-se as sistemáticas alusões ao descalabro da natalidade, vindas do poder politico, quando simultâneamente se coloca à consideração da Assembleia da República, a questão de alterar uma defenição milenar, só para satisfazer o capricho de um «Lobi».

Sim capricho, porque a lei actual autoriza as uniões de facto, que conferem direitos legais aos parceiros em todo um conjunto de situações práticas, pelo que esta obcessão pelo casamento, só pode radicar em traumas, que vêm afinal consubstanciar as teorias, que classificam a homosexualidade como uma doença: Excentricidades histéricas de bichonas enfeminadas.

No meio de tanto fundamentalismo apaneleirado, apetece cada vez mais subescrever este postal do José Maria Martins: http://josemariamartins.blogspot.com/2007/12/vagina-o-meu-testamento-minha.html

E desculpem lá por contiunuarmos a preferir mulheres boas e louras!!
Enquanto não for obrigatório - também por decreto - casar com um gajo de blusa de lycra «a la preservativo» e sapatinhos daqueles largos à frente, que até parece que foram feitos para virar hamburguers, vamo-nos entretendo a colocar em prática os rituais com que a natureza dotou as espécies, para se auto-preservarem.

Se o incómodo for muito, digam!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Vieira da Silva defende idade de reforma superior

«O ministro [socialista] do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, defendeu ontem que as empresas devem apostar no prolongamento da vida activa e na valorização do saber dos trabalhadores mais velhos, evitando assim a saída precoce do mercado de trabalho.»

Pois nós defendemos idade de reforma igual à do Paulo Teixeira Pinto. Negócio privado? Não, os Bancos até pagam menos impostos que as restantes empresas, e um Banco é uma instituição ao serviço dos clientes, porque se o maior banco português serve para andarem a encher os bolsos à custa dos clientes então não precisamos deles para nada. Para isso já temos a Caixa e as varas que lá andam.

PS: há uma coisa que custa a compreender, Ferro Rodrigues, o envolvido no caso Casa Pia, era Ministro do Trabalho e da Segurança Social. Agora este aparece como Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social. Será que, silenciosamente, já estão a fazer o enterro da Segurança Social?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Reformas de ex-gestores do BCP superam custos da OPA ao BPI

É este o título do Jornal de Negócios de hoje, que fez as contas e chegou à conclusão que as reformas de gestores como Paulo Teixeira Pinto (48 anos) atingem os 70 milhões de euros, mais que os 65 milhões que custou a operação da OPA sobre o BPI.


E ainda dizem que "Portugal tem os reformados mais pessimistas da Europa", num estudo em que "Portugal aparece entre os países onde as condições financeiras dos reformados são tidas como as mais difíceis. Seis em cada dez reformados têm uma pensão inferior ao último salário e sete em cada dez activos pensam que terão um decréscimo do rendimento."

Pergunta: será que, como defendem alguns, os privados deverão mesmo ser deixados em paz, para que «auto-regulem o mercado»? É daquele tipo de «auto-regulação», do BCP, de que falam os políticos que defendem a economia de mercado? É que o Paulo Teixeira Pinto também já foi do Governo, do PSD, no tempo de Cavaco Silva. Os gestores, como o Jardim e os seus filhos e afilhados, recebem aos milhões e nem juros pagam. Mas nós pagamos, em juros, spreads, taxas.

No fundo isso da «economia de mercado» é uma espécie de «socialismo» ao contrário: em vez de serem os ricos a contribuir para os pobres são os pobres a contribuir para os ricos. É o socialismo invertido.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alerta terrorista

Não sei em que planeta estes gajos vivem, mas parece que acreditam mesmo, quando dizem isto:

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9dd5b1f62fbdc041dd50bb.html

Existe actualmente em Portugal, um problema sério com alertas!

A Protecção Civil - que é um organismo quase tão omnipresente neste País, quanto a ASAE - bombardeia-nos com alertas de grande diversidade cromática, por tudo e por nada!

Vão à janela, vêem umas nuvens mais escuras - «espetam-nos» com o alerta vermelho; vão ao Supermercado às compras e está mais um bocado de vento no parque de estacionamento (que até é num descampado) - afinfam-nos com o alerta amarelo; não limpam as lentes dos óculos antes de sair de casa, e acham que está nevoeiro - aplicam-nos com o alerta laranja. Porra, já não tenho mais paciência para andar tão alerta, por tudo e por nada, e isto é coisa para me vir a fazer mal aos nervos.

Agora meteram naquelas cabeças de alcachofra, que os terroristas - essa entidade virtual sem contornos defenidos - tinham planos para atacar Portugal... e «toma lá» mais um alerta!
Presunçosos e cagões, já nós sabíamos que a matilha do poder era, agora que isso já lhes tinha afectado a mioleira a este ponto, é surpreendente, apesar de tudo.

A infância destes gajos do Governo, merecia uma análise cuidada do ponto de vista psicológico, porque quer-me parecer que a explicação para estas e outras imbecilidades, estará aí.
Provávelmente passaram-na a brincar sózinhos com bonecos tipo os «GI Joe's», e interiorizaram aquele conceito de «Liberdade», vendido pelos Americanos, enquanto comiam o pão com «Tulicreme».

Acredito também que alguns tenham brincado com «Nenucos», «Pequenos Póneis» e «Barbies», o que não lhes pode ter feito nada bem, também.
De um ponto de vista hetero, a «Barbie» até pode ser um brinquedo interessante para rapazes, porque proporciona aos miudos, a primeira visão de uma gaja nua,e até com um minimo de verdade anatómica. O mesmo já não se pode dizer de mudar as fraldas ao «Nenuco», ou pentear os «Pequenos Póneis». Isso é mesmo uma cena «muita gay».

Eu quando era puto, brincava com outras coisas! Quando era com carrinhos, arranjava sempre um boneco com cara de otário para fazer de policia sinaleiro e atropelava-o furiosamente até o desmembrar. Era o meu carácter «subversivo» a germinar. Deve ser por isso que não sou convidado para o Governo e acabei no PNR, mas pelo menos não tenho alucinações com terroristas que não existem, ou que na remota possibilidade de existirem mesmo, nem sabem onde é Portugal.

Resultados da sondagem sobre o Referendo

O Governo fez bem em recusar um Referendo ao Tratado que vai substituir a Constituição Portuguesa?

Sim, sem sombra de dúvida - 6 (8%)
Não, Portugal não está à venda - 57 (82%)
Talvez, não me importo com isso - 6 (8%)

Votos apurados: 69

domingo, 20 de janeiro de 2008

Democracia da treta

Se os cinco partidos políticos com assento parlamentar estivessem realmente preocupados com a qualidade da democracia, faziam leis no sentido de punir as promessas eleitorais não cumpridas, não andavam preocupados com o número de filiados dos outros partidos. Isso seria realmente uma mudança, para melhor, na qualidade da democracia portuguesa.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Quando o populismo sai à rua

Anunciou o chefe do comité central que, em Março, o partido da foice e do martelo vai realizar uma manifestação contra a Lei dos Partidos. Já veio tarde, cinco anos depois, agora que vai sendo falado nos corredores da Assembleia que PS e PSD estão dispostos a alterar essa Lei.

Cabe perguntar onde estava o Jerónimo quando em 2003 essa Lei foi aprovada na Assembleia? Preocupado com o preceito que obriga ao «voto secreto», por lhe interessar que não fosse obrigatório ser secreto, para assim poder «controlar as (suas) massas». Ele que agora se demonstra bastante preocupado com o secretismo dos militantes, pois.

O populismo tem destas coisas, mais engraçadas quando são feitas por comunistas que assinam em nome da democracia. E ganham contornos de piada quando se anunciam protestos para reclamar um resultado que eles, por fazerem parte do sistema e andarem nos meandros deste, muito provavelmente já conhecem.

No fundo o que vão fazer é tentar recolher os louros de uma alteração à Lei pela qual não fizeram absolutamente nada, sobretudo no parlamento onde têm assento, ao longo destes 5 anos em que essa Lei esteve em vigor. Há coisas mesmo com piada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Os génios não são carneiros

Morreu ontem Robert James Fisher, o mais genial jogador de Xadrez de todos os tempos.

Conhecido mediáticamente por Bobby Fisher, era também apelidado por alguns de «Mozart do Xadrez», em função da sua precocidade, já que era práticamente imbativel aos 6 anos, foi campeão Americano aos 13 e foi-lhe atribuida a categoria de «Grande Mestre Internacional», aos 15.

Foi Campeão Mundial em 1972, derrotando a lenda Russa Boris Sapssky, depois de ultrapassar nas sucessivas eliminatórias até à final, um conjunto de Grandes Mestres Russos, com esmagadores 6-0, em partidas à melhor de 10.

Quebrou a hegemonia Soviética na modalidade, e foi utilizado como bandeira dos Americanos na Guerra Fria, papel que sempre recusou, porque não era Comunista nem Capitalista. Era simplesmente Bobby Fisher.

Tornou-se altamente impopular junto do sistema politico Norte-Americano ao proferir declarações anti-sionistas e em que denunciava a influência desse sionismo, no modelo económico e politico da América e do Ocidente.

Transformou-se assim, numa figura incómoda para a classe politica, que gostam de ser fotografados ao lado dos ícones do desporto, mas o «Grande Bobby», não pertencia ao clube dos mentecaptos que se deixam utilizar inocentemente pelos predadores do poder!
Com os seus 187 de Q.I., foi sempre uma voz não alinhada pelo politicamente correcto.
Ao contrário daquilo que se diz, não foi ostracizado. «Auto-ostracizou-se», porque recusou ser marioneta de gente a quem não reconhecia capacidades para o utilizarem e subalternizarem.

Acedeu jogar uma reedição da final de 1972, com Spassky, 20 anos depois, e mesmo tendo estado inactivo nesse período - ao contrário do seu adversário, que se manteve em competição regular -
venceu com facilidade.

Aquando do ataque à Sérvia por forças da NATO - naquele que se constituiu como um dos mais vergonhosos atentados à soberania dum País Europeu, de que há memória - Fisher apoiou incondicionalmente o Governo Sérvio, defendendo a legitimidade óbvia da Sérvia em preservar o Kosovo, como parte integrante do seu território.

Passou a foragido procurado pela justiça Americana, e viveu erráticamente em Hotéis por todo o País.
Acabou por ser detido no Japão, onde foi detectado porque jogava Xadrez por computador e jamais perdia, mesmo contra programas informáticos.
A Islândia - país onde tinha vencido a histórica final que o consagrou Mundialmente - ofereceu-lhe imediatamente asilo politico e foi aí que passou o resto da sua vida.

Desapareceu fisicamente ontem, 17.01.2008! O génio, esse ficará para sempre entre nós. No meu imaginário, permanecerá eternamente como um dos maiores desportistas da história!

R.I.P. Grande Bobby!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Pequeno apontamento para memória futura

A chamada Lei dos Partidos foi aprovada por PSD e CDS. O ante-projecto foi apresentado por Alberto Martins do PS. Nesse ante-projecto não vinha mencionada nenhuma alínea de 5.000 militantes.

Pelos vistos está na moda aprovar leis sem que ninguém saiba quem incluiu determinados artigos. Isso está a acontecer com o novo Código Penal e a questão do crime continuado. Não se conhecem as actas, dizem eles.

Quanto à Lei dos Partidos, quem incluiu aquela alínea foi Vital Moreira, que curiosamente agora vem dizer estar contra essa Lei socializante. Era a ver se pegava? Fazem-se leis sem se saber se podem ser aplicadas? Fazem-se leis sem qualquer sentido para depois serem aplicadas só a alguns?

Tal como dissemos neste blogue a propósito dos Juízes do Tribunal Constitucional: assim também nós sabemos ser "constitucionalistas".

sábado, 12 de janeiro de 2008

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Sun Tzu Zocras: A arte da Mentira

Mentir é uma arte que não aproveita a qualquer um. Por exemplo, em Portugal, ser fiel ou mentiroso dá direito a subir na carreira pública. É 'Simplex' e faz parte de um programa chamado 'Novas Oportunidades' ou, em inglês técnico, 'jobs for the boys'. Mas quando se é Chefe à custa de mentiras, convém que os serviços também acompanhem o ritmo, senão pode dar barraca. E vai daí acontecem cousas destas:

A NAER- Novo Aeroporto S.A, é a empresa responsável pelos estudos, pagos por nós, para a escolha da localização do novo aeroporto. Reparem, por estudos, não por promover opção 'a', 'b' ou 'c', ou empresa privada 'd', 'e', ou 'f'.

Alguns blogues como o Povo de Bahá e o Blasfémias descobriram que, durante alguns meses, na sua página de internet surgia como cartaz promocional ('banner') a seguinte imagem:


Ontem, 10 de Janeiro, a mesma página aparecia em branco com uma mensagem "em actualização". Quando voltou a ficar em linha a referência à OTA tinha desaparecido:


Lá está, neste caso pode dizer-se que a empresa criada pelo Governo não teve a arte de mentir, nem pretendia, pois em boa verdade apenas ocultou. Por outro lado também se pode dizer que foram a correr corrigir a mentira, que sem saber andaram a divulgar durante meses, e vai daí toca de corrigir o erro. Porreiro, pá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Despertando a consciência colectiva nacional

«De ambientes próximos do Palácio Chigi [NdT: sede do governo], centro nevrálgico de direcção dos serviços de informação italianos, faz-se notar que a não autenticidade do vídeo é provada pelo facto de Osama Bin Laden nele [vídeo] confessar que a Al Qaeda teria sido responsável pelo atentado de 11 de Setembro às duas torres em Nova Iorque, enquanto que todos os meios democráticos da América e Europa, e em primeiro plano os do centro-esquerda italiano, sabem muito bem que o desastroso atentado foi planeado e realizado pela CIA e pela Mossad com a ajuda do mundo sionista para colocar sob acusação os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir seja no Iraque, seja no Afeganistão» - Francesco Cossiga

Francesco Cossiga, italiano, professor catedrático de Direito Constitucional na Universidade de Sassari, o mais jovem Secretário de Estado da Defesa no 3º Governo de Aldo Moro, o mais jovem Ministro do Interior, o mais jovem presidente do Senado italiano e, por fim, o mais jovem Presidente da República… senador vitalício.

Francesco Cossiga, também responsável máximo pela reestruturação dos serviços secretos italianos, conhecedor e conivente com a acção em Itália da rede Gládio, organização paramilitar ali estabelecida pela CIA e pelos serviços secretos britânicos (e em vários outros países europeus, com outras designações) para salvaguarda e avanço dos interesses políticos e económicos da “NATO” sobre a Europa.

Um homem, portanto, que independentemente do juízo valorativo que sobre ele seja feito, se movimenta nas mais altas esferas da informação e do poder…

Texto publicado e retirado do blogue O Fogo da Vontade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

[Vídeo] Sócrates e o referendo


«Sócrates comunicou ratificação parlamentar ao PS - A não realização de um referendo ao Tratado de Lisboa terá sido aplaudida por grande parte dos presentes na Comissão Política Nacional» - Portugal Diário


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Balanço

Como é de bom tom e prática corrente, também nós aqui nos Blogs «Terra Portuguesa», vamos fazer um pequeno balanço da nossa actividade, nestes poucos meses a bater com as falangetas no teclado.

Criados em Agosto de 2007, enquanto andava eu em ausências sabáticas do Movimento, surgiram um conjunto de Blogs de apoio ao PNR, criados básicamente com o propósito de divulgar iniciativas e actividades locais, directa ou indirectamente ligadas ao Partido e ao Nacionalismo.

Rápidamente, os Núcleos do PNR aderiram ao projecto, e num curto espaço de tempo tinhamos um conjunto de blogs, que têm sabido misturar a autonomia de cada um, com a interacção de todos, em prol do interesse comum.

Em tempos de crise, tal como a prostituição de luxo, os automóveis topo de gama e as mansões e condominios fechados, também nós temos tido elevada procura!
Falámos de coisas pouco ortodoxas mas muito sérias, que foram desde orgasmos femininos a bicicletas, de exposições de arte a seios siliconados.
Também falámos de vez em quando de Nacionalismo.

Ao público feminino que nos visitou, as nossas desculpas pelo excesso de «conversa de gajo», mas se até as lésbicas escolhem mulheres parecidas com homens, vocês decerto vêem nisso um traço inquestionável da nossa tolice tipicamente masculina e perdoam. Nada a fazer! Nascemos assim!

Um excelente 2008, para os leitores dos «Terra Portuguesa», são os votos da equipa!

«Politicamente Incorrecto - Futebol»

João Viera Pinto, ex: jogador do Benfica e Sporting actualmente a representar o Braga, jogador envolvido em polémica desde a agressão a um arbitro e agora envolvido na burla com a sua transferência para Alvalade.

João Viera Pinto, lúcido e sem papas na língua dá uma entrevista ao jornal público em que responde a algumas perguntas:

Como vê a naturalização de estrangeiros para jogar na selecção?

Sou contra os estrangeiros na selecção, porque uma selecção deve ser genuína e deve haver um fio de identificação entre os jogadores e entre o grupo e a equipa técnica. Não sou daqueles que gostam de ganhar a qualquer preço.

Eusébio nasceu em Moçambique e é um símbolo da selecção. É um caso comparável?

Estamos a falar de Moçambique, Angola e Guiné, ex-colónias portuguesas até há pouco tempo e com ligação forte à cultura do nosso país. Quem não tem familiares ligados a essas terras? O Brasil é diferente, porque os brasileiros não se identificam com a pátria portuguesa. Sinceramente, não acredito que o povo português seja a favor de tantos brasileiros - já lá estão dois, mais o treinador e ainda se fala na possibilidade de mais naturalizados. Lá porque uma selecção se dá bem, não somos obrigados a imitá-la. O tempo vai mostrar que não é a melhor política.

Porquê?

Portugal tem produzido atletas fora de série e é pena não os aproveitar na selecção. Temo pelo futuro do sector da formação porque estão a chamar estrangeiros para posições onde o talento português abunda.

João Vieira Pinto talvez seja mais uma vitima dos críticos que irão enxovalhar-lhe de rótulos racistas e xenófobos assim como Figo e Rui Costa foram quando entrou o «português» Deco para a selecção nacional.

Entretanto o que conta afinal de tudo é que temos um presidente da federação «nacionalista», nunca mais os nacionalistas vão-se esquecer das palavras do actual dirigente da FPF.

«Eu como nacionalista nunca me naturalizaria» - Palavras acerca da naturalização de Deco.

João Pinto veio só a dar mais ênfase a algo que muita gente sabe e que uns enfrentam-na sem medos e outros fazem questão de olhar para o lado.

Estamos a maltratar o que de bom tem esta nação. Relegamos os nossos para segundo plano quando esta em cima disso o interesse do capital.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Comunicado do Tribunal Constitucional

«(...)Uma vez que esta lei não fixa os meios a utilizar pelos partidos para que o Tribunal Constitucional possa vir a verificar a não redução do número de filiados a menos de 5.000, entendeu que serão pois considerados todos os elementos que, respeitando naturalmente os preceitos constitucionais e legais, sejam adequados a habilitar o Tribunal Constitucional a verificar o cumprimento do requisito referido na lei. E acrescentou que os elementos em apreço se não destinam a qualquer tratamento ou utilização que exceda a referida finalidade(...)» - http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/imprensa0214.html

Isto é uma não-resposta. O Tribunal Constitucional limita-se a constatar que a Lei não prevê quais os meios e então não ajuda a esclarecer, dizendo apenas que deve ser respeitada a Lei. Assim também eu sabia ser Juiz!

«Moralismos»

Cigarrinhos para rir!

Ontem o País deitou-se muito mais tranquilo e dormiu ao som das celestiais harpas, que ao final do dia, um informal Ministro das Finanças «tocou», em Conferencia de Imprensa.
De camisa desabotoada, cabelo revolto e cara de quem acabara de regressar de uma «rave party», informou-nos que, quer as Finanças Públicas, quer a Economia Nacional, vão entrar a partir de agora em exponencial crescimento e que os sacrificios, resultarão doravante, em folguedos:

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=272671&idselect=9&idCanal=9&p=200

Tenho sérias dúvidas quanto às substâncias que se andam a fumar nos Conselhos de Ministros, de modo a produzir semelhantes declarações no final!
Tabaco não é concerteza, até porque os membros do Governo são pessoas cumpridoras da Lei e tementes ao longo braço da ASAE.

Não sei como fará o Governo para fazer escapar Portugal aos inevitáveis reflexos disto:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075217.html

Ou disto:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075213.html

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075108.html

Se até a mais saúdavel economia da UE - a Grã-Bretanha - está perante prespectivas pouco animadoras, não percebo donde vem o optimismo do Governo, personalizado pelo titular da pasta das Finanças, naquela surreal Conferência.

Por sua vez os Estados Unidos, modelo e referência da lógica económica na qual Portugal se insere, prepara-se para uma recessão, que só encontra paralelo no inicio do século passado. A queda anunciada, tem sido adiada pelo Banco Central, com sistemáticas injecções de capital no mercado financeiro, e que têm funcionado como a morfina num doente com cancro: alivia momentâneamente a dor, mas não evita o avanço da doença.

Perante esta realidade, as quiméricas declarações de ontem do alucinado Ministro, tomam laivos de demência e imbecilidade, ao tentar fazer crer aos Portugueses, que vão caminhar ao arrepio dos países que funcionam como barómetros, das ecónomias do ocidente.

Roosevelt, Presidente dos Estados Unidos em 1929, aquando da Grande Depressão, afirmou : «Quando a América espirra, a Europa apanha uma gripe!»
Confirmou-se! A recessão Europeia de então, conseguiu ultrapassar a Americana.

Desta feita o que nos vale é termos o Teixeira dos Santos!!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Vencer os desafios em 2008

Argumentos dos que defendem a partidocracia

Os «pequenos partidos» gastam dinheiro aos contribuintes. Nenhum dos chamados «pequenos partidos» - porque assim os resolveram chamar - recebe subvenções do Estado. Mas pagam as mesmas multas, e seguem as mesmas regras, que o Tribunal Constitucional aplica aos partidos com representação parlamentar. E recebem, estes sim, subvenções estatais - a pergunta é: para quê?!

Os «pequenos partidos» ocupam tempo de antena. Se isso fosse realmente um problema - que não é - seria simples. Eram alteradas as regras do tempo de antena, a solução nunca seria extinguir os partidos. Mas também as associações de professores do sul e os sindicatos de metalúrgicos do norte ocupam tempo de antena. E ninguém falou nesses tempos de antena, só usam esse argumento tratando-se dos partidos incómodos, ou pequenos como lhes resolveram chamar.

Os «pequenos partidos» representam poucos cidadãos. Todos juntos, esses partidos representam em votos mais de 100.000 pessoas. O MRPP, por exemplo, teve perto de 50.000 votos nas últimas autárquicas. Movimentos ou associações há, esses sim sem lógica de existência, que facilmente preenchem o requisito dos 5.000 filiados. Alguém se lembra do Movimento do Doente? Ou então, que tal transformar o Benfica não em um mas em 1200 partidos políticos?

Os pequenos partidos têm poucos militantes. Os partidos não são obrigados a ser partidos de massas, à boa maneira soviética. Um partido pode ter 100 membros e ser incomensuravelmente melhor que um partido com 10.000 assinantes por correspondência. Aliás, o mais provável até é que assim aconteça. De qualquer forma, foi o Partido Socialista que teve necessidade de sequestrar umas centenas de reformados nas últimas eleições intercalares, em Lisboa, para compor o ramalhete dos 'eufóricos' festejos de António Costa.

Os pequenos partidos têm que apresentar resultados. A eficácia das associações políticas, sejam partidos, movimentos, ou outra coisa qualquer, avalia-se nas sondagens. Sejam elas eleições públicas ou estudos privados. Mas uma simples sondagem não tem qualquer consequência prática se não for traduzida em poder. É para isso que servem as eleições, para dar poder a quem alcança eficácia junto dos eleitores. Quem não alcança, não o recebe, tão simples quanto isso e já um bom preço a pagar.

Há muitos quadrados no boletim de voto. Há incomparavelmente mais na declaração de IRS, esta é obrigatória, e tem de ser feita todos os anos.

sábado, 5 de janeiro de 2008

A prioridade dos média


Ainda bem que só se fala de pessoas importantes que já deram o seu elevado contributo ao país.

Claro que estamos a falar desse grande Manuel Fernandes e do seu mestre Miguel ambos ex: jogadores do Benfica. Ao que se sabe o tal «Manuel» andou à chapada numa discoteca quando acompanhado de um já calejado nestas andanças o tal «Miguel».

Visto isto não se seria de esperar que o grande «Bum» das preocupações jornalísticas é o futuro do craque do atira o copo de wiskey à cabeça do outro.

Não se faz qualquer referencia a quem de justiça deu o seu contributo a Portugal, António Matias, atleta olímpico e era actualmente seleccionador nacional de judo feminino faleceu ontem após ter-se sentido mal, queixando-se de dores de cabeça. Não resistiu mesmo após várias tentativas de reanimação acabando por falecer no balneário.

É bom reflectirmos um pouco porque maltratamos os nossos, exemplo disso é o caso Maddie versus caso Rui Pedro, ou casos como o de Fehrer...

António Matias RIP

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Assassinaram o Dakar!


Aconteceu o impensável! A organização do Rali Lisboa-Dakar, acatando ordens directas do Governo Francês, cancelou unilateralmente a mais mitica prova de automibilismo todo-o-terreno, do Mundo.

Alegadas ameaças de terrorismo da abstracta Al-Qaeda, estiveram na origem desta inusitada decisão. Isto na versão oficial.

Dificilmente alguém com neurónio e meio acredita nesta versão, sempre tão conveniente para justificar inúmeras jogadas politicas, aos mais variados niveis.

Mas mesmo que os terroristas tenham efectivamente feito a ameaça, o chamado Mundo civilizado, acabou de capitular perante esse hipotético terrorismo. O precedente está aberto, e daqui em diante, o céu será o limite para os tais terroristas e mais nenhum evento desportivo de grandes dimensões, ficará a salvo deste tipo de chantagem.

Para além de que, o espirito do Dakar, foi totalmente subvertido, uma vez que o perigo e o risco, eram parte integrante da filosofia inerente à origem do próprio Rali.

Nos primeiros tempos, sem GPS, sem telemóveis e sem qualquer apoio informático, a prova era uma verdadeira aventura, cujos participantes tinham plena consciência, que corriam risco de vida.

O Dakar atravessou Países Africanos em guerra civil, equipas foram alvos de ataques de bandoleiros, viaturas participantes na prova pisaram minas terrestres e pilotos andaram perdidos no deserto à beira da morte. Houve carros que terminaram etapas completamente esburacados por terem sido metrelhados. Tudo isto ajudou a construir o mito do Dakar.

Mas é perfeitamente óbvio que a eventualidade de ataques terroristas, foi um simples e patético pretexto para o Governo Francês exercer represálias sobre o seu congénere da Mauritânia, em resultado de um recente incidente, que se deu neste País, e onde um grupo de turistas Franceses foi assassinado, por assaltantes.

Seria na Mauritânia, que decorreriam mais etapas da prova (8), bem como o unico dia de descanso, donde se pode aferir, o que representaria para um País pouco próspero, como é o caso, a realização da prova: uma mais valia rara. O que sucedeu foi uma punição Francesa, nada mais.

Ao longo do dia e depois de conhecida a decisão, foram surgindo em surdina, outras teorias, todas elas mais plausiveis que a absurda tese da ameaça terrorista.
Falou-se de pressões das seguradoras junto do Governo Francês, receosas -eles sim - de um possivel ataque à caravana, o que os colocaria perante despesas astronómicas. Falou-se ainda na pressão de lobbies, que pretendem «desviar» o rali para outras paragens do Globo. Falou-se de muita coisa, sendo o terrorismo a «besta negra» útil, que servia na perfeição para agitar à frente dos olhos do povo.

Como aqui escrevi num postal recente, e nessa ocasião referindo-me ao doping, os eventos desportivos, tendem a ser exclusivamente, pólos de interesse politico-económico, onde aqueles que deveriam ser os principais agentes do processo, são cada vez mais secundarizados. O exemplo de hoje foi flagrante.

Só quem é ou foi atleta, pode avaliar a falta de respeito que se praticou sobre pessoas, que se prepararam e fizeram sacrificios impensáveis para muita gente, para amanhã poderem finalmente partir da Praça do Império em Lisboa, rumo a Dakar no Senegal, sabendo de antemão que nos 9800 Km que medeiam entre as duas capitais, encontrariam toda a espécie de perigos.

Imagino-me a mim no Hawaii, na véspera do Campeonato do Mundo de Triatlo IronMan, depois de me preparar 6 meses, e um dia antes, dizerem-me que «ah e tal, a Al-Qaeda, acabou de ligar e diz que vai-te pôr uma bomba na bicicleta!».
Quem é que quer saber disso, com os niveis de adrenalina «a mil»?!?

Todos temos de morrer!
Pelo menos assim morria feliz!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

«Diz-se que é uma espécie de bebedeira»

O partido, Amigos Da Pinga (ADP) apela à consciencialização para os exageros ao volante. Se conduzir sob o efeito do leite meio gordo mimosa não conduza.

Só quando José Diogo despertou o interesse dos jornalistas no local e quis impedir, com modos ameaçadores, que fosse fotografado é que o agente reconheceu quem tinha mandado parar e ‘soprar no balão’.

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Fonte CM

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Votação secreta para quê?...

Com a notificação do Tribunal Constitucional aos partidos políticos, a exigir a prova da existência de 5.000 filiados, está em risco o próprio conceito de democracia e o seu princípio do voto secreto. Para quê manter esse preceito e, depois, aparecer um orgão nomeado pelo poder político (TC) a exigir saber quem são os membros de determinado partido?!