segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lisboagate: Câmara de Lisboa dá 3200 casas por cunha

A Câmara de Lisboa atribuiu 3.200 casas por cunha, segundo a edição deste sábado do Expresso. Em causa estão moradias, palácios, lojas ou apartamentos dados à Câmara Municipal de Lisboa como contrapartida de benefícios atribuídos a cooperativas de habitação. Segundo o semanário, o esquema existe há mais de 30 anos e contemplou amigos, artistas, jornalistas, familiares, entre outros. O Expresso revela ainda que “tem sido o vereador da Habitação, ou os seus serviços — quando não o próprio presidente da Câmara —, a conceder aquelas habitações de forma directa”. A média das rendas cobradas é de 35,48 euros, mas desconhece-se a percentagem das que são pagas. Estas casas fazem, segundo o Expresso, parte do chamado Património Disperso e, segundo um estudo da Universidade Lusófona, “a CML não sabia, nem sabe, do que é dona”. (Fonte)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Canoas voltam a encher o Tejo

A Real Regata de Canoas do Tejo realiza-se no próximo dia 4 de Outubro, com início na Praia de Pedrouços (praia a jusante da Torre de Belém no Concelho de Oeiras) às 15 horas, estando a Linha de Chegada colocada no Montijo, junto ao Cais dos Vapores, onde as primeiras embarcações deverão chegar cerca das 17 horas.

A Regata será efectuada de acordo com o Regulamento de 1845 da Real Regatta de Canoas.

Antecedendo a Regata, às 12h30, terá lugar a Inauguração da Exposição Permanente da Marinha do Tejo, no Museu de Marinha, com a presença das tripulações das embarcações que se encontram inscritas no Livro de Registos da Marinha do Tejo, o qual, a partir desse dia, ficará exposto ao público naquele Museu.

A Direcção da ANMPN está a colaborar com a APAETT - Associação dos Proprietários e Arrais das Embarcações Típicas do Tejo, com o CNN - Centro Náutico Moitense e com a ANS - Associação Naval Sarilhense na organização da Real Regata de Canoas, que pretende recriar, pela terceira vez, a Real Regatta de Canoas, evento que era efectuado anualmente, no início do mês de Outubro, desde 1845.(Fonte)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Câmara de Lisboa: há pelo menos 20 anos palco de corrupção e enriquecimento ilícito

«A chefe de gabinete do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa [Marcos Perestrello, vice de António Costa] tem, há cerca de 18 anos, uma casa arrendada pela autarquia a custos controlados. Isabel Soares, antiga presidente da Gebalis (a empresa municipal que gere a habitação social na capital) e actual membro do staff de Marcos Perestrello, já nem sequer habita a casa, situada em Telheiras, mas ainda lá tem o seu filho a viver, que paga 350 euros mensais de renda. Durante o mandato de Pedro Santana Lopes (entre 2000-2004), Isabel Soares tentou adquirir a casa, a um preço abaixo do valor de mercado, tendo entrado com o processo nos serviços competentes da CML. O processo acabou por ser aprovado, a data da escritura marcada, só que depois a aquisição acabou por ficar suspensa. (...) O presidente da CML [Santana Lopes] não aceitou e vetou essas aquisições". (...) Mas Isabel Soares não é a única na mira de Helena Lopes da Costa. A actual deputada do PSD garante que Ana Sara Brito, actual vereadora da Habitação e Acção Social, era "uma das pessoas que pedia mais casas, em reuniões da câmara". A actual vereadora de António Costa "era presidente da Junta de Freguesia da Encarnação e muito activa a fazer pedidos". (...)» - Fonte DN

domingo, 21 de setembro de 2008

Lisboa vista por baixo

A cidade de Lisboa tem, no seu subsolo, toda uma outra urbe por descobrir. Todavia, raramente está aberta à visita do público em geral. Porém, por ocasião das Jornadas Europeias do Património, as galerias romanas da Rua da Prata estarão abertas nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro.

Este monumento, raramente visitável devido às condições de acessibilidade, abre este ano apenas durante estes três dias, entre as 10 e as 18 horas. O público pode visitar gratuitamente e sob a orientação de técnicos do Museu da Cidade um monumento que faz parte do imaginário lisboeta. Paralelamente, dia 25, o Museu da Cidade apresenta uma sessão de trabalho com profissionais de várias áreas implicados no estudo das Galerias Romanas, para mostrarem os resultados dos estudos efectuados no local.(Fonte)

sábado, 20 de setembro de 2008

Espólio arqueológico nacional aguarda despejo sem ter nova casa

A construção do novo Museu dos Coches deveria arrancar este mês. Foi isso que foi avançado na apresentação, a 9 de Julho, do projecto que vai crescer nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército, em Belém, onde actualmente estão guardados os tesouros da arqueologia nacional, o espólio do ex- Instituto Português de Arqueologia. Mas o Ministério da Economia, responsável pela obra, não diz quando arrancarão os trabalhos. E o Ministério da Cultura ainda não sabe onde vai colocar a arqueologia. A hipótese da Cordoaria Nacional surge como provável.

A morada desta autêntica gruta de Ali Babá dos tesouros arqueológicos nacionais fica na Avenida da Índia, nº 136, em Lisboa. É para lá de um enorme portão verde, mesmo em frente à estação da CP de Belém que se concentram, por 12 mil metros quadrados de área, centenas de contentores com os mais importantes achados realizados em território nacional. Tudo começa ali e tudo acaba ali na arqueologia. Mas poucos sabem o que ali se guarda. À espera de ser despejado daquele local, onde vai crescer o futuro Museu dos Coches, este autêntico tesouro continuam à espera de ordem do ministro da Cultura para ser encaixotado rumo a uma nova casa.

Primeiro é preciso conquistar a simpatia do CIPA, o cão de guarda adoptado pelo pessoal do Centro de Investigação em Paleoecologia Humana, que lhe deu o nome. Passa-se então o portão das instalações do antigo Instituto Português. Mas não se imagina o que todo aquele espaço guarda.

Visitado quase em exclusivo por investigadores, os armazéns de depósitos arqueológicos, a biblioteca de arqueologia, a mais importante a nível nacional, e o espólio do Centro Nacional de Arqueologia Náutica (CNAS), estendem-se por vários edifícios dispersos por corredores de terra batida que parecem não terminar. Como se de uma pequena aldeia se tratasse.

Em pleno núcleo histórico de Belém, a escolha para a construção do novo Museu dos Coches, ali vizinho, acabou por recair nesta cobiçada fatia de terra, o que implica mudar de lugar centenas de contentores de material arqueológico, algum de muito delicada conservação, toda a base de dados da Arqueologia Nacional, com os dados sobre os 26 mil sítios arqueológicos registados em todo o território de Portugal continental.

Os terrenos por onde hoje se estende o espólio do extinto Instituto Português de Arqueologia (cuja fusão com o Instituto Português do Património Arquitectónico, IPPAR, deu lugar ao Igespar em 2002), foram comprados ao Exército no início da década de 1990, já a pensar numa nova casa para o muito concorrido Museu dos Coches. Mas, na indefinição sobre o arranque desse projecto, foi o IPA que acabou por descer, em 1998, do Palácio da Ajuda, onde estava instalado, para ocupar aquele lugar.(Fonte)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cinco assaltos à mão armada na madrugada de hoje na Grande Lisboa

Cinco assaltos à mão armada, em que foram roubadas duas viaturas de grande cilindrada, dois postos de combustível e um café, registaram-se hoje de madrugada na região da Grande Lisboa, revelou à agência Lusa fonte policial.

A série de roubos, entre as 01:00 e as 05:00, começou em São Marcos, Cacém, onde três homens armados e encapuzados, numa viatura de marca Audi, assaltaram um café.

O mesmo grupo assaltou depois a bomba de gasolina da Repsol, na Segunda Circular, em Lisboa (sentido aeroporto-Benfica), obrigando o funcionário de serviço a entregar o dinheiro, sob ameaça de armas.

De acordo com a mesma fonte policial, os três assaltantes roubaram ainda um segundo posto de combustível, em Caneças, recorrendo ao mesmo método.

Logo ao início da madrugada a Polícia de Segurança Publica recebeu uma queixa de roubo com recurso a armas de fogo (carjacking) de duas viaturas, um Mercedes e um Audi, na zona dos Olivais.

Estas viaturas foram posteriormente conduzidas para as Caldas da Rainha, a cerca de 100 quilómetros da capital, e utilizadas numa tentativa de assalto à caixa de Multibanco instalada num Minipreço.

Os assaltantes não conseguiram carregar o equipamento tendo fugido do supermercado, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana.

As verbas roubadas nos diferentes assaltos não foram divulgadas, nem pelas forças de segurança nem pelos proprietários dos postos de abastecimento de combustíveis.(Lusa)

Cais das Colunas devolvidas ao Tejo

Os pilares do antigo cais do Terreiro do Paço, em Lisboa, regressaram para junto do Tejo mas ainda se encontram cobertos com telas brancas.

Retirados há 12 anos para permitir ao Metropolitano estender a sua rede até Santa Apolónia, o Cais das Colunas e a escadaria de pedra que desce até ao rio só estarão acessíveis ao público em meados de Setembro, quando o Metropolitano de Lisboa concluir as obras e retirar o estaleiro que ali foi montado.

Até lá, pouco há para ver a não ser um aterro e uma vedação que demarca a distância entre as colunas que dão nome ao cais no topo sul da Praça do Comércio.

Situado em frente ao Terreiro do Paço, o também chamado Miradouro do Cais das Colunas oferece uma vista plana sobre o Tejo, Cacilhas e Almada. A designação de Cais das Colunas, um património com dois séculos, deve-se à existência de dois pilares monolíticos erguidos nos extremos.(Fonte)