quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Mais de 400.600 crimes registados em 2006, Lisboa no topo

Mais de 400.600 crimes foram registados pelas autoridades em 2006, com os municípios de Lisboa, Porto e Sintra no topo da lista, segundo os Anuários Estatísticos Regionais hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os documentos, que compilam as indicações estatísticas nacionais à escala regional e municipal, o município com maior número de crimes registados é o de Lisboa (43.078), seguido do Porto (15.086) e dos concelhos de Sintra (12.714), Almada (7.584) e Setúbal (7.190).

Com uma taxa de criminalidade (crimes por cada 1.000 habitantes) a rondar os 38 em termos nacionais, o concelho de Albufeira (160) é o que mais se afasta desta realidade, muito devido ao afluxo de população para esta zona do país durante o Verão.

Também com uma taxa de criminalidade muito superior à média nacional estão os concelhos de Porto Santo (91,8) - com 403 crimes registados pelas autoridades em 2006 - e Lisboa (84,5).

Já o município de Loulé tem uma taxa de 77,6, o Porto 66,2, o de Lagoa 64,4, Castro Marim 61,9 e Setúbal 58,7.

Os crimes contra o património (roubo por esticão na via pública e o furto de veículos) dominam o panorama da criminalidade nacional de 2006, com mais de metade do total (213.797), tendência que se mantém nos municípios com maior número de crimes registados.

Entre os crimes contra o património, o mais detectado pelas autoridades é o furto de veículos.No ano de 2006 foram registados mais de 20 mil crimes de condução de veículos com taxa igual ou superior a 1,2 gramas/litro de sangue (g/l) e o maior valor em termos municipais vai para Lisboa, com 1.496.

Nas restantes posições da lista estão os concelhos do Porto (959), Albufeira (731), Cascais (603), Vila Real (488), Leiria (429) e Sintra (416).

Quanto à duração média dos processos nos tribunais judiciais de 1ªinstância, a media nacional para os processes cíveis é de 30 meses e para os penais 12.

Os municípios que mais se afastam destes valores são Lisboa, no caso dos cíveis (50 meses), que é o concelho do país onde estes processos mais tempo demoram a resolver. Bem longe quanto à demora dos processos cíveis estão Almada (36 meses) e Ourique (35), apesar de igualmente acima da media nacional.Quanto aos processos penais, o município onde eles demoram mais tempo a resolver é o do Seixal (23 meses), com quase o dobro da média nacional, seguido de Santarém (22 meses), Santa Maria da Feira (20), Lisboa (19), Lourinhã (18) e Porto (17).(Fonte)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Boas Festas !

O Blogue "Lisboa Terra Portuguesa" vem desejar a todos seus leitores,amigos e colaboradores um Feliz Natal !

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vinte e cinco séculos de história em exposição no Castelo S. Jorge

O Castelo de São Jorge, em Lisboa, terá, a partir de sexta-feira, um núcleo museológico que dará a conhecer 25 séculos de história através de objectos descobertos em investigações arqueológicas naquele monumento.
"O acervo tem a ver com as escavações que desde 1997 temos vindo a fazer por toda a área do castelo, que inclui a zona monumental e a zona da freguesia onde se fizeram numerosas intervenções arqueológicas", disse à agência Lusa a arqueóloga Ana Gomes.
O Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, que abre ao público na sexta-feira, faz parte do projecto de "Musealização da Praça Nova" do castelo da capital, que só estará concluído no primeiro trimestre de 2009, com assinatura do arquitecto Carrilho da Graça.
O núcleo, que tem projecto arquitectónico de Victor Mestre, é o resultado de mais de dez anos de escavações arqueológicas, numa parceria entre a autarquia de Lisboa, a EGEAC (Empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa) e o IGESPAR.
A concretização do projecto custou cerca de dois milhões de euros, sessenta por cento dos quais financiados pelo Programa Operacional de Cultura, disse à Lusa a gestora do Castelo de São Jorge, Teresa Oliveira.

Em exposição permanente vai estar um espólio que "percorre praticamente o período da pré-História, que tem a ver com a Idade do Ferro, praticamente até ao século xx", subllinhou a arqueóloga, dando conta de que são perto de 25 séculos de história acessíveis ao público.
Entre os cerca de mil objectos arqueológicos contam-se azulejos, facas, alfinetes de peito e de cabelo, loiças, serviços de cozinha e até espólio associado ao Hospital dos Soldados.
Quem visitar o núcleo museológico do castelo, repartido por duas salas principais, "terá sobretudo uma ideia nova sobre o espaço da Alcáçova [zona de defesa dentro de um castelo]. É como se estivesse a fazer uma viagem que vai desde o período da Idade do Ferro, desde o povoado até à cidade do século XX", acrescentou Ana Gomes.
Teresa Oliveira referiu que um dos objectivos deste espaço museológico, que terá também um serviço educativo, é conquistar mais visitantes portugueses.
"Temos cerca de um milhão de visitantes no Castelo de São Jorge, dos quais 95 por cento são estrangeiros. Um dos objectivos é cativarmos aqui o público nacional e com a abertura destes dois núcleos isso vai ser possível", disse.(Fonte)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aprovado hotel em prédio devoluto que ardeu na Av. da Liberdade

"A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira a operação de loteamento e o projecto de arquitectura do edifício devoluto que ardeu há quatro meses na Avenida da Liberdade e que será um hotel, noticia a Lusa. O presidente da Câmara, António Costa (PS), anunciou a aprovação das propostas que vão permitir ao promotor iniciar a obra, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal. Há quatro meses um incêndio destruiu por completo o edifício nº29/41 da Avenida da Liberdade e afectou também outros prédios, entre os quais o nº 21. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), explicou na altura que o proprietário do prédio efectuou em 2005 um pedido de emparcelamento e em 2006 um projecto que a autarquia não pode licenciar devido à falta de um documento a entregar pelo promotor. As áreas apresentadas no projecto não coincidiam com as do registo predial, num processo que corre na 9ª Conservatória Predial de Lisboa. O projecto é um hotel de quatro estrelas que terá de preservar a fachada de acordo com um parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, IGESPAR." - Fonte

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Aquaparque: Sá Fernandes acusado de invasão ilegal

«Em resposta às acusações dos proprietários do terreno onde se localizava o Aquaparque, que acusam José Sá Fernandes de ter invadido ilegalmente o recinto, o vereador invoca o «interesse público» para forçar a entrada, sem decisão judicial. Está marcada para sexta-feira a audição de testemunhas no âmbito do processo judicial que Sá Fernandes interpôs contra os proprietários do terreno (Aventura em Lisboa - Parque Temático de Diversões) para obter autorização para entrar no recinto mas, segundo, o autarca a sessão não se deve concretizar. José Sá Fernandes é acusado, pelos proprietários do antigo Aquaparque, de ter invadido ilegalmente a propriedade. «Já não há necessidade», disse o vereador com o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes à Agência Lusa, admitindo que entrou no terreno sem estar resolvido judicialmente o conflito que o opõe à empresa Aventura em Lisboa.(...)» - Fonte Sapo