sábado, 16 de maio de 2009

Celebração do Cinquentenário do Santuário de Cristo Rei

Programa de Lisboa

Sábado, 16 de Maio

11 h Visita de Nossa Senhora de Fátima aos Doentes Hospital da Estefânia.
11 h 30 Memória de Jacinta passagem Igreja Paroquial de Anjos.
12 h Chegada da Imagem de Nossa Senhora - Tempo de Oração Igreja de São Nicolau.
14 h Concentração da multidão Praça do Comércio.
15 h 30 Recepção a Nossa Senhora e recitação do Terço Praça do Comércio.
17 h Missa presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo Praça do Comércio.
19 h Cortejo de embarcações no Tejo, acompanhando a Imagem de Nossa Senhora para Almada.

Programa de Almada

Sábado, 16 de Maio

20 h Procissão de velas Cacilhas.
22 h Vigília nocturna Igreja Paroquial de Almada.

Domingo, 17 de Maio

10 h Missa presidida pelo Bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis Igreja Paroquial de Almada.
11 h Visita da Imagem de Nossa Senhora à Associação Vale de Acór Almada.
12 h Tempo de Oração Seminário de Almada.
13 h 30 Com Nossa Senhora e Relíquias de Santa Margarida a caminho de Cristo Rei Procissão nas ruas de Almada.
16 h Celebração Aniversaria do Cinquentenário presidida pelo Enviado Especial de S. S. o Papa Bento XVI,Cardeal D. José Saraiva Martins, Santuário de Cristo Rei.(Fonte)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Militantes do cds e do PS terão burlado Câmara de Lisboa

Pela justificação dada à Polícia Judiciária, praticamente saiu a sorte grande a Jorge Lopes. Desempregado, com a 4ª classe, no Verão de 2006 um administrador--executivo da Gebalis lembrou-se de lhe pagar 38 mil euros. E para tal, o socialista Mário Peças só queria que ele trabalhasse uns tempos – fiscal "secreto" de muros, pinturas de exteriores ou colocação de tampas de esgoto. Tudo no máximo de dez obras, as únicas que a empresa municipal geriu em bairros sociais de Lisboa até Fevereiro de 2007.

"Uma fábula" para o pobre Jorge Lopes, concluiu a PJ no relatório final a que o CM teve acesso – não tivessem os 38 mil euros ido parar directamente à conta de Ismael Pimentel, amigo pessoal do administrador da Gebalis e ex-deputado do CDS. Foi ele quem supostamente apresentou Jorge Lopes a Mário Peças, conforme consta na investigação por falsificação de documento, burla, corrupção e gestão danosa.

A actual administração da Gebalis descobriu em Junho passado que pagou 38 mil euros a um funcionário-fantasma – no dia em que Jorge Lopes ligou para a empresa a dizer que não pagava impostos por trabalhos que nunca fez. E a contabilidade da Gebalis, que descobriu provas dos dois cheques de 19,6 mil euros e 18,8 mil euros, chamou a Judiciária.

Mário Peças, entretanto constituído arguido, diz que precisava na altura de um fiscal de obras "secreto", à revelia da Gebalis. Por isso pediu ajuda ao amigo Ismael, que até gostava de ser ele a fazer o trabalho mas, por causa da política, teve medo de que o acusassem de "clientelismo". Recomendou então Jorge, pessoa a quem já dera pequenos trabalhos e de quem tinha pena por ter dificuldades na vida.

O pior é que Jorge Lopes nunca terá visto um tostão – segundo a PJ este foi um esquema "de Mário Peças e Ismael Pimentel para retirarem mais de 38 mil euros ao erário público". Mas, "com a ganância", descuidaram-se com Jorge Lopes, que deu origem à investigação e meteu os pés pelas mãos na PJ: nem sabe explicar quantas obras o mandaram fiscalizar, nem diz onde, ou que obras eram. Não estranhou 38 mil euros por tão pouco e diz que Pimentel lhe ficou com o dinheiro todo para saldar uma dívida.

EMPRÉSTIMO SEM PROVAS
Ismael Pimentel justificou ter os 38 mil euros na sua conta, que seriam do trabalho ‘secreto’ de Jorge Lopes para o amigo Mário Peças, da Gebalis, com o facto de este lhe dever dinheiro. Mas o ex-deputado não sabe quanto, nem tem provas das dívidas: nada está escrito, não há qualquer registo. Simplesmente emprestou dezenas de milhares de euros a um homem, que conheceu quanto este deu apoio numa campanha do CDS-PP, "acompanhando a viatura de propaganda sonora". Auxilia-o, mandando-o fazer recados às finanças, aos bancos ou tarefas agrícolas. Chamado à PJ, Jorge confirma tudo e diz que nem sequer estranhou, de repente, ser pago a 38 mil euros por um trabalho para o qual não tem qualificação. Mais: não soube levar os inspectores da PJ a qualquer obra que supostamente tenha fiscalizado. E não explica porquê. O CM tentou ontem falar com Mário Peças, Ismael Pimentel e Jorge Lopes, mas até à hora de fecho desta edição não foi possível.

PORMENORES

Mário Peças tem 67 anos. Ligado ao PS, foi nomeado administrador da Gebalis em 1995 e reconduzido em 2003. Em 2004, acabou por ser nomeado administrador-executivo da empresa.

Ismael Pimentel, 48 anos, foi líder concelhio da Amadora do CDS e deputado no Parlamento.
Fonte:C.M

domingo, 10 de maio de 2009

População da Ajuda vive em clima de medo

Os moradores da Ajuda, em Lisboa, saíram ontem à rua para exigir uma esquadra da PSP na freguesia. Dizem estar fartos de viver com medo e acusam a Câmara e o Governo de "falta de vontade política".

Nem a chuva que ontem se abateu sobre Lisboa impediu que cerca de uma centena de moradores se concentrassem na Rua das Açucenas para protestar contra a inexistência de uma esquadra policial. É uma luta já com mais de 10 anos, "uma história já longa", como disse ao JN Joaquim Granadeiro, o presidente da Junta e Freguesia.

A reivindicação começou em meados da década de 90. "Nessa altura", explicou Granadeiro, "a razão invocada era a de que não havia espaço". Na viragem do milénio, contudo, a Câmara Municipal de Lisboa construiu, no âmbito do PER (Plano especial de Realojamento), um conjunto de prédios na Rua das Açucenas. Em simultâneo, o então ministro da Administração Interna, Severiano Teixeira, reconheceu a necessidade de uma esquadra e a autarquia disponibilizou um espaço. "É uma loja com dois pisos mas que está vazia desde essa altura", explicou o presidente da Junta. Foi nesse local que a população se reuniu ontem, colando cartazes na montra a simular uma esquadra.

"A criminalidade tem aumentado e sente-se insegurança na rua", prosseguiu Joaquim Granadeiro, referindo que abundam cada vez mais os casos de "roubos por esticão na rua ou assaltos a casas e lojas".

Na freguesia da Ajuda, onde vivem cerca de 20 mil pessoas, existem, segundo o autarca, "bairros com problemas sociais muito graves, onde se assiste a situações de roubo, venda de droga e prostituição", citando os casos concretos do Bairro do Caramão, Bairro 2 de Maio ou o Bairro do Casalinho. De cada vez que sucede um problema, os moradores são obrigados a chamar a polícia de Belém ou do Calvário (freguesia de Alcântara). "Precisamos de policiamento de proximidade", alertou Joaquim Granadeiro, sublinhando que parte significativa da freguesia é bastante idosa. "São pessoas que trabalharam a vida inteira e merecem ter descanso nos anos da reforma".

"Já se vai ouvindo gente a dizer que se o governo não mete cá a Polícia, fazemos nós de Polícia", afirmou, por seu turno, Vítor Pereira, porta-voz do grupo de moradores. "Não estamos de acordo com isso mas percebemos a revolta da população", acrescentou.

Todavia, na sua óptica, o Governo "continua de costas voltadas para uma população que trabalha, que produz riqueza mas que quase todos os dias é assaltada". Vítor Pereira citou ainda casos que frequentemente ocorrem junto ao pólo universitário: "Quando anoitece, as alunas são assaltadas ou abordadas com atitudes e gestos menos correctos".

O porta-voz dos moradores ameaçou ainda convocar uma manifestação à porta do Ministério da Administração Interna e considerou que António Costa, "tem muita força de vontade mas pouca vontade de fazer força". (Fonte)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PJ aos tiros em centro comercial

Três homens foram detidos pela PJ, em Lisboa, que se viu obrigada a disparar devido à resistência dos suspeitos de um assalto efectuado esta quarta-feira no Fundão.

Um dos assaltantes foi atingido e continua a monte um quarto elemento do grupo, diz a força policial em comunicado, contrariando as primeiras informações da GNR, que davam conta de apenas dois suspeitos.

Depois do assalto à mão armada, os quatro homens, com idades entre os 23 e os 40 anos, fugiram numa viatura, que foi interceptada pela PJ e pela PSP junto ao Centro Comercial Fonte Nova, em Lisboa.

«Ao serem abordados, os detidos ofereceram resistência (tendo um deles conseguido pôr-se em fuga), pelo que a Polícia Judiciária se viu na necessidade de utilizar armas de fogo, atingindo, sem gravidade, numa perna, e após vários disparos de intimidação, um dos fugitivos, com o objectivo de o imobilizar», pode ler-se no comunicado.

Um dos três assaltantes ainda fugiu para um cabeleireiro, tendo ameaçado as pessoas presentes, no entanto as forças policiais conseguiram detê-lo de imediato.

«Aos detidos foi apreendida a viatura automóvel em que se transportaram, a qual tinha sido roubada, há pouco tempo atrás, de forma violenta. Foi ainda apreendido um revólver devidamente municiado, relógios e objectos em metais preciosos ainda etiquetados», acrescenta a PJ.

As buscas para encontrar o quarto elemento do grupo prosseguem. Os outros três, todos com antecedentes policiais e criminais pela prática de crimes violentos contra o património, serão presentes às autoridades judiciárias, a fim de serem interrogados judicialmente e lhes ser imposta medida de coacção processual adequada. (Fonte)