domingo, 28 de junho de 2009

117º aniversário do Ascensor da Bica


O Elevador da Bica, ou Ascensor da Bica, é um funicular localizado na Rua da Bica de Duarte Belo, na Bica, em Lisboa. É propriedade da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, e estabelece a ligação entre o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo, defrontando uma das encostas mais íngremes da cidade. A concepção é do engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard, também responsável pelos elevadores da Glória, do Lavra e de Santa Justa, e foi inaugurado a 28 de Junho de 1892.

Com mais de um século de existência, é o ascensor mais típico da cidade de
Lisboa e, embora não tenha a mesma afluência do Elevador da Glória, constitui nos dias de hoje uma das principais atracções turísticas da capital portuguesa.
Devido à sua enorme importância histórica e cultural, o elevador foi classificado de
Monumento
Nacional em Fevereiro de 2002.


Descrição

As duas carruagens, idênticas e numeradas 1 e 2, são compostas por três compartimentos de piso horizontal, desnivelados e de acesso independente. Os compartimentos anterior e posterior contêm os respectivos postos de comando. As entradas e saídas de cada compartimento fazem-se por portas munidas de cancela
pantográfica, do lado ocidental de cada carruagem.


O elevador tem capacidade para transportar 23 passageiros, dos quais 9 sentados e 14 em pé.
O Elevador da Bica, inaugurado em 28 de Junho de 1882, circula pela rua da Bica de Duarte Belo, que tem início na Calçada da Bica Pequena e vai cotovelar o Bairro Alto na desembocadura do Largo do Calhariz. Pensa-se que a família Belo era a mais importante do sítio e possuía nos seus terrenos uma nascente, fonte ou bica, que dando serventia à população ribeirinha, deverá ter estado na origem do nome desta calçada. Este elevador era inicialmente movido pelo sistema de contrapeso de água (o carro que ia iniciar a descida enchia um reservatório de água, situado no tejadilho; com a força resultante deste peso suplementar, aliada à força gravitacional do plano inclinado, rebocava o carro da subida) e pelo sistema de tramway-cab. Em 1896 passou a mover-se a vapor e, posteriormente, em 1914 procedeu-se à sua electrificação. Nesse mesmo ano sofreu um acidente e esteve parado durante nove anos.
Oásis Alfacinhas - Guia Ambiental de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa

Horário de funcionamento

07h00 - 21h00 (de 2.ª a Sábado)
09h00 - 21h00 (Domingos e Feriados)

Classificação

Monumento Nacional (Decreto-lei 5/2002, Diário da República 42, 1.ª série-B, de 19/02/2002)

Feira de artesanato de Lisboa

Arrancou ontem a FIA – Feira Internacional de Artesanato na FIL, em Lisboa. Com três pavilhões, é a maior feira de artesanato da Península Ibérica, e conta este ano com mais de 600 expositores, artesanato de 42 países dos cinco continentes e tasquinhas. Marrocos é o país convidado em destaque na feira que se prolonga até dia 5 de Julho. (C.M)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mais um escândalo na C.M.L

A contratação de militantes do PSD para a Gebalis – empresa que gere as casas sociais – e a participação na construção do estádio do Benfica são dois dos 29 processos relativos à Câmara Municipal de Lisboa que estão ainda em inquérito na Unidade Especial de Investigação, coordenada por Maria José Morgado, e na 9ª secção do DIAP de Lisboa, dirigida por Teresa Almeida.

Segundo um balanço ontem divulgado pela procuradoria-geral da República, desde Julho de 2007 – data da criação da equipa especial por determinação de Pinto Monteiro – 65 casos foram distribuídos para investigação, e até ao momento 33 já foram concluídos: 10 com despacho de acusação e 23 arquivados.

Os inquéritos incidem sobre factos ocorridos durante os mandatos de Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues e já levaram à audição de 206 pessoas, entre audições de testemunhas e interrogatórios, e à constituição de, pelo menos, 13 arguidos: designadamente Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho, Eduarda Napoleão, Helena Lopes da Costa, administradores da Gebalis, um arquitecto e um fiscal.

A equipa da Unidade Especial de Investigação contou com a colaboração de dois arquitectos para a realização de perícias na área do urbanismo e, sublinha, aliás, as "diversas dificuldades enfrentadas" devido ao "elevado volume de processos camarários a analisar (2949) e à manifesta complexidade da matéria em causa". No total, cerca de 50 por cento dos processos foram concluídos com um saldo de 12 por cento de acusações. Em causa estão crimes de corrupção, peculato, abuso de poder e prevaricação.

Segundo apurou o CM, no caso das contratações para a Gebalis, os investigadores depararam-se com a contratação de cerca de 30 militantes do PSD em 40 que entraram na empresa. No entanto, a situação não será única, no caso das escolhas políticas, podendo haver outros casos. (C.M)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estradas portuguesas com má visibilidade à noite

Cerca de metade de 59 troços de estradas portuguesas apresentam muito má visibilidade à noite, sendo a Segunda Circular, em Lisboa, um dos piores exemplos, revelou, esta quarta-feira, um estudo sobre a sinalização horizontal da rede rodoviária nacional.

O estudo, promovido pela Associação Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalização (AFESP), citado pela agência Lusa, analisou as marcas rodoviárias em cerca de 2400 quilómetros de estradas espalhados pelos 18 distritos do país.

O critério de escolha dos troços que formaram a amostra teve em conta a sua relevância, em termos do volume de tráfego e da sua importância na rede rodoviária.

O coordenador do estudo e auditor de Segurança Rodoviária, João Almeida, explicou à Lusa que o objectivo do trabalho foi ter «uma radiografia da situação nas estradas em termos de visibilidade nocturna comparativamente com os limites definidos pelas normas».

No total, cerca de 75 por cento das marcas rodoviárias não cumprem ou estão em risco iminente de deixarem de cumprir os fins a que se destinam, pelo que deve ser prevista a sua imediata reposição, refere o estudo.

Segundo João Almeida, «há troços em bastante mau estado», entre eles a Segunda Circular. «Sem dúvida que é uma das vias que apresenta piores resultados. Nem era preciso medir, bastava olhar», comentou.

Há outros troços na zona de Lisboa que também apresentam resultados «bastante maus», como a estrada 294-4, que liga o IC 19 à auto-estrada de Cascais (A5) e tem um trânsito muito intenso porque serve um conjunto de zonas de instalações industriais.

No mesmo estado encontram-se a Estrada Nacional (EN) 8 que liga Lisboa a Torres Vedras e troços da EN 109 nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.

Há ainda outros exemplos como a EN 119, em Santarém, a estrada que liga o Fogueteiro a Sesimbra e o IC1, entre Marateca e Alcácer do Sal.

João Almeida salienta que esta sinalização tem uma «função primordial» e que é dos equipamentos de uma estrada «mais barato de manter».

O trabalho, que decorreu entre Janeiro e Maio, foi realizado através da medição dinâmica da visibilidade nocturna (retro reflexão) das marcas recorrendo a um equipamento específico que simula o que é observado pelo condutor quando circula de noite com as luzes na posição de médios.(Tsf)

sábado, 13 de junho de 2009

Marchas populares: Marvila cede o ceptro a Alfama e Castelo

Marvila, o bairro vencedor do Concurso de Marchas Populares de Lisboa de 2008, cedeu a primazia a Alfama e Castelo, vencedores “ex-aequo” da edição de 2009.Várias foram as classificações “ex-aequo”, facto que foi salientado com satisfação pelo júri como sinal da “qualidade global sempre crescente” das marchas. Fonte:Lusa Créditos fotos :Egeac