quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PSP de Lisboa detém nove ilegais

A PSP de Lisboa deteve, esta quarta-feira, nove imigrantes ilegais, no âmbito de uma operação que resultou ainda na apreensão de alguns telemóveis, uma arma de alarme e mais de uma centena de cartões de operadoras telefónicas.
Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informa que a operação policial "Vendaval", que envolveu cerca de 30 agentes, decorreu entre as 15:00 e as 17:00, no Largo de São Domingos, em Lisboa, e visava detectar pessoas em situação irregular em Portugal.
Das acções de fiscalização efectuadas a estabelecimentos e das abordagens na rua resultaram nove detenções por situação ilegal e perto de 15 notificações para comparência no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
A PSP apreendeu seis telemóveis, uma arma de alarme e cerca de 120 cartões das diversas operadoras telefónicas.(Tsf)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Taxas moderadoras vão aumentar em Fevereiro

As consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde vão ser mais caros já a partir do próximo dia um de Fevereiro, segundo a actualização das taxas moderadoras publicada no Diário da República do dia 15 de Janeiro. As cirurgias de ambulatório são as únicas que vão sofrer uma descida do preço.

Segundo a Portaria n.º 34/2009 a actualização dos preços da saúde em Portugal deve-se ao facto das taxas moderadoras estarem desactualizadas a nível do valor e da tipologia dos actos. A partir do próximo mês uma consulta num hospital central vai passar a custar quatro euros e 50 cêntimos, nos hospitais dsitritais aumenta para dois euros e 85 e nos centros de saúde os utentes vão pagar mais dez cêntimos, ficando o preço a dois euros e vinte. Nas urgências o pagamento da taxa deixa de ser feito consoante a tipologia do hospital e passa a ser cobrada consoante se trata de uma urgência polivalente (9,40€), urgência básica e médico-cirúrgica (8,40€) ou em centros de sáude (3,70€).

No internamento, o paciente passa a pagar 5,20€ nos primeiros dez dias enquanto que o serviço domiciliário sobe 20 cêntimos, para 4,70€. A cirúrgia de ambulatória é a única que não vai sofrer alterações. Neste caso a taxa moderadora vai sofrer uma ligeira descida: custa agora 5,20€ quando anteriormente custava dez euros. O governo quer que este ano mais de metade das cirúrgias sejam feitas em regime ambulatório, ou seja, sem internamento, uma forma de, segundo o ministério da saúde, reduzir as listas de espera.(Expresso do Oriente)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Assaltantes roubam casa de Mariano Gago com a mulher no quarto

Um grupo de assaltantes invadiu o apartamento do ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, na Costa do Castelo, em Lisboa. A mulher do governante estava sozinha em casa e, doente na cama, na segunda-feira de manhã, nem se apercebeu de que lhe estavam a revirar a casa toda, tendo os ladrões fugido com um casaco valioso de Mariano Gago, segundo o Correio da Manhã.

O prédio não tinha vigilância policial, que é devida a membros do Governo. O Correio da Manhã apurou que Mariano Gago prescindiu de policiamento no edifício onde vive com a mulher e a filha, depois de ter protagonizado um incidente com um agente da PSP – numa altura em que era ainda ministro do Governo de António Guterres.

De resto, logo após o assalto, o comando da Divisão de Segurança a instalações da PSP repensou o policiamento ao prédio, colocando de imediato um polícia em permanência à porta.
A entrada dos assaltantes no edifício ter-se-á dado pelas traseiras. Os ladrões saltaram o muro de acesso a um pátio e depois terão entrado no rés-do-chão com acesso a dois apartamentos, ambos propriedade de Mariano Gago. E seguiram precisamente para a casa onde o ministro vive com a família, noticia o CM.

Doente há alguns dias, a mulher de Mariano Gago estava acamada num dos quartos da residência. Desconhece-se se os assaltantes terão detectado qualquer presença em casa, tendo antes optado por entrar num dos outros quartos.

Depararam-se desde logo com o guarda-roupa do governante e não se preocuparam em causar muitos estragos. Reviraram só algumas peças de roupa e fugiram pelo sítio por onde tinham entrado com um valioso casaco de Gago.

A primeira pessoa a aperceber-se do crime foi a empregada de limpeza da família, quando chegou, chamando de imediato a PSP. Uma brigada de investigação criminal recolheu todos os vestígios no local e está já a procurar os suspeitos.
SOL

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Casas sem instalações sanitárias estão paredes-meias com hotéis de luxo

Paredes-meias com hotéis e habitações de luxo em Lisboa, existem casas em que os moradores partilham a sanita com o vizinho num vão de escada ou num pátio devido à falta de saneamento básico.

Só em Alcântara existem cerca de meio milhar de famí­lias que vivem nestas condições, mas estes casos espalham-se por outras freguesias da cidade, como Campolide, Ajuda e Beato.

A cerca de 500 metros de um dos melhores hotéis de luxo naquela freguesia lisboeta, existem dois prédios de trás andares em que os moradores vivem em condições miseráveis.

No patamar de cada andar existe uma retrete onde os moradores despejam os dejectos. O cheiro, que já não é sentido pelos inquilinos, é incómodo para quem entra nos edifícios, onde o perigo espreita em cada degrau das escadas, que estão quase em ruí­na, assim como as paredes, que já não têm estuque e de onde sobressaem os fios de electricidade.

No segundo andar de um prédio da Travessa do Giestal mora Irene Lemos, 85 anos. Ali criou quatro filhos, uma tarefa difícil para quem não tinha sanita, nem banheira.

«Dava-lhes banho em alguidares grandes. Era um trabalhão, mas andavam sempre asseados», contou à agência Lusa a idosa, muito franzina, mas com um olhar de quem não desiste de um sonho: «Ter uma casa de banho dentro de casa».

Com o passar do tempo, o facto de não ter instalações sanitárias tornou-se penoso: «Tem sido difícil viver assim, mas ultimamente tem-se agravado devido à idade», confessou Irene Lemos, enquanto mostrava a casa.

Debaixo do lava-loiça tem um balde que despeja no final do dia. Na sala tem uma máquina de lavar, cuja mangueira obrigou a fazer um buraco na porta para poder despejar a àgua na sanita do prédio.

Nas traseiras do mesmo hotel, vive Júlia, mãe de duas crianças, uma delas ainda de colo.
O pátio onde vive tem dois sanitários comuns para os moradores, mas as condições não são as melhores.

«Os meus filhos fazem as necessidade num bacio em casa, mas eu e o meu marido vamos à casa de banho na rua seja de noite ou de dia», disse Júlia à Lusa, contando ainda que toma banho em casa da mãe ou da sogra porque a casa de banho do pátio «não tem muitas condições».
«É muito triste viver assim», disse em tom de desabafo, apelando às autoridades para olharem para estas situações: «Em vez de andarem a fechar casas com casas de banho davam-nas a quem precisasse delas».

Num prédio de gaveto na Rua da Cascalheira, em Alcântara, Lucinete Galego, 87 anos, luta diariamente para fazer a higiene diária com o medo que o tecto lhe caia em cima.

Para remediar a falta de casa-de-banho, o marido da idosa, que entretanto já faleceu, instalou na cozinha, muito exí­gua, uma sanita, um lavatório e um chuveiro, que agora não pode utilizar porque o tecto está em risco de ruir.

«Agora tenho de encher um balde e lavo-me como os gatos», contou com graça, revelando que gostava de ter «tudo arranjadinho para fazer a sua vida normal», apesar de já não poder sair à rua devido à idade, mas também ao elevado estado de degradação em que as escadas de madeira do prédio se encontram.

Durante uma visita à freguesia de Alcântara, o presidente da Junta de Freguesia, José das Neves Godinho, disse à agência Lusa que as estimativas apontam que há cerca de 500 famílias a viver nestas condições.

Muitas famílias têm condições sanitárias porque foi a Junta de Freguesia que as instalou, inicialmente fazendo balneários em zonas descentralizadas da freguesia e depois instalando casas de banho nas próprias casas, referiu o autarca.

«Como se vê, há zonas ricas junto de zonas paupérrimas. Pátios miseráveis ao lado de coisas muito ricas e isso entristece-me bastante», sublinhou, considerando «inadmissível» a existência destas situações na capital do país.

Segundo o autarca, esta situação afecta principalmente idosos, mas também jovens que têm de voltar para casa das famí­lias por não terem condições para alugar ou comprar um casa na cidade.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2005, indicam que quatro por cento da população de Lisboa - que segundo o Censos 2001 é de 555.797 habitantes - não tem acesso a sistema de esgotos.

De acordo com o Censos 2001, existiam 12.767 pessoas que não tinham sanita no alojamento e 62.828 tinham-na fora de casa.
SAPO/LUSA

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Acusado de tráfico no caso ‘Máfia da Noite’ era professor de ginástica do Primeiro-ministro

Quando Alexsander Batuli foi despedido do ginásio Clube VII, em Lisboa, "foi feito um abaixo-assinado para ele voltar para o ginásio. Muita gente assinou, inclusive o primeiro-ministro". José Sócrates estava longe de imaginar, em 2007, que o seu professor de ginástica era arguido no processo ‘Máfia da Noite’ – acusado de associação criminosa e tráfico de droga, com ligações ao alterne.

Júlia Almeida, mulher do suspeito brasileiro, descreveu ontem no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, o que o marido lhe contara: "O primeiro--ministro até convidou o Alex para jantar, para que ele o ajudasse a montar um ginásio no palácio [de S. Bento, a sua residência oficial]".

Júlia é companheira de Alexsander há oito anos. No seu testemunho confirmou que o arguido consome cocaína e anabolizantes. E deu a entender que as gramas de ‘coca’ que a PSP lhe apreendeu no Audi A3 seriam para consumo e não para venda. Mais: alegou ainda que Alexsander deixou em 2007 o health club e centro de fitness Clube VII por incompatibilidade com a nova administração. Ora, segundo uma escuta telefónica realizada pela PSP, Alex terá sido despedido do clube de fitness por orgias e drogas.

A testemunha reforçou o empenho do companheiro na sua carreira profissional, professor de ginástica. E garantiu que ela nunca consumiu cocaína e que "barritas" – termo muito utilizado nos telefonemas trocados entre ambos – "são mesmo barritas de cereais, proteicas".

O CM contactou ontem o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, que recusou fazer quaisquer comentários.(Fonte)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gestores acusados por buraco de 6 milhões



A Gebalis, a empresa gestora dos bairros municipais de Lisboa, pediu uma indemnização de 5,9 milhões de euros por danos patrimoniais e não patrimoniais a três dos seus antigos gestores, entre Março de 2006 e Outubro de 2007.



Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa, já acusados pelos crimes de peculato e administração danosa, vêem agora a Gebalis mover-lhes uma acção cível em que a empresa municipal acusa os ex-gestores de gastos sumptuários, designadamente em refeições nos melhores restaurantes do país e estrangeiro, noticia o «Correio da Manhã».



De acordo com a empresa, que invoca os argumentos da acusação criminal, os demandados utilizaram dinheiro público «a seu bel-prazer» em benefício próprio ou de terceiros das suas relações pessoais ou profissionais, «num quadro de uma gestão desadequada, imprudente e descontrolada, ao invés de o colocarem ao serviço da actividade prosseguida».




A gestão ruinosa terá agravado ainda mais a débil situação da empresa, que todos conheciam. Além disso, acrescenta a Gebalis na acção movida, os três ex-gestores «são o exemplo da gestão ruinosa de que a «voxpopuli» fala a respeito dos dinheiros públicos, denegrindo a imagem e reputação» desta empresa municipal



Os cerca de 40 mil euros gastos em refeições bem como algumas das viagens realizadas nada tinham a ver com a actividade da empresa.(Fonte)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Chuva de tiros em Lisboa



Os festejos da passagem de ano levaram a excessos em vários bairros de Lisboa. Os tiros para o ar são já uma tradição, mas ilegais. Desta vez, ao contrário do ano passado, não há registo de vítimas. No Bairro do Armador, em Marvila, o novo ano é recebido ao som de balas, algumas, de armas automáticas.

Durante largos minutos, as armas não tiveram descanso. O som repete-se por todo o bairro, esta noite, tal como nos últimos anos. Quem vive no bairro já não estranha.

Desta vez, as balas foram inofensivas. Há um ano, um homem foi atingido perto do coração, enquanto falava ao telemóvel, mas sobreviveu. Menos sorte teve uma menina de 9 anos, que vivia num bairro vizinho. Foi atingida por uma bala perdida e teve morte imediata.

Durante uma hora, a SIC percorreu o Armador e os bairros circundantes. Não encontrou nenhum carro patrulha, nenhuma autoridade que pusesse fim ao tiroteio. Disparar para o ar nestas circunstâncias é ilegal, mesmo que arma esteja licenciada. (Fonte)