quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Férias de vereadora Socialista impedem aprovação de orçamento

Insólito. A votação do orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2011 foi adiada porque a vereadora das Finanças, do PS, está de férias.

O diploma estava para ser votado no dia 4 de Janeiro, mas já não vai ser possível.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Votos de Feliz Natal

Neste dia tão especial dedicado à família, o Lisboa Terra Portuguesa deseja a todos os seus leitores e colaboradores um Santo Natal cheio de saúde e felicidade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lisboa continua à espera de jardim prometido há dez anos pela CML

Esta foto ilustra bem o estado em que se encontra – uma verdadeira vergonha – a Rua Eduardo Malta, transversal da Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, em Lisboa.

Para este local está projectado um jardim há dez anos! Mas o jardim, pelos vistos, não passa da fase de projecto. Se não há dinheiro para a construção do jardim, no imediato, impeçam ao menos, como fizeram à dois anos, que esta vergonha se propague. De dia são arrumadores e viaturas um pouco por todo o lado; à noite é prostituição descarada.(Correio da Manhã)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Oficiais da PSP acusam câmara de Lisboa de querer dinheiro das multas

O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) classificou ontem de "escândalo nacional" a possibilidade de o controlo do trânsito em Lisboa e no Porto deixar de ser assegurado pelas Divisões de Trânsito da PSP e passar a ser efectuado pelas respectivas polícias municipais.

Num comunicado assinado pelo presidente do SNOP, António Resende da Silva, o sindicato lembra que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, acusou a PSP de não se coordenar com a Polícia Municipal quando, recentemente, terá sido o próprio autarca a declinar responsabilidades na organização da Cimeira da NATO. "As motivações, se escondidas, parecem ficar claras. Porque mal-grado para algumas pessoas, nunca a PSP fará caça à multa, perseguindo os cidadãos para, quem sabe, resolver os problemas financeiros de qualquer câmara municipal", refere ainda aquela estrutura sindical, insinuando desse modo que a eventual transferência dos serviços de fiscalização do trânsito mais não é do que uma tentativa por parte dos municípios para obterem receitas.

"Tapem buracos"

"Se as câmaras de Lisboa e Porto quiserem exercer as competências de trânsito poderão começar por tapar os buracos existentes em diversas artérias, limpar os colectores, melhorar a sinalização e a iluminação, pôr os radares a funcionar e pôr a Polícia Municipal a fiscalizar o estacionamento", diz ainda o comunicado.

O SNOP tece depois considerações quanto ao facto de as polícias municipais serem constituídas por pessoal oriundo da PSP, considerando que tal situação decorre de naquelas o ordenado ser superior. Ao mesmo tempo os municípios são acusados de ficar com um efectivo para cuja formação não contribuíram.

Por fim, o sindicato dos oficiais da PSP esclarece que, ao contrário do que tem vindo a ser dito, a percentagem camarária para as multas de trânsito não é de 30 por cento mas sim de 55 por cento, montante que, dizem os sindicalistas, está fixado desde Outubro de 2008.

Municípios preferem não comentar

A Câmara de Lisboa não quis comentar as acusações do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP). Contactado pelo PÚBLICO, o vereador Manuel Brito , que tem estado nos encontros que a autarquia tem mantido com o Ministério da Administração Interna sobre esta matéria, escusou-se a reagir às posições do sindicato, alegando que as negociações ainda não terminaram. Recorda, no entanto, que a Associação Sindical de Profissionais de Polícia da PSP vê com bons olhos a transferência da regulação de trânsito dentro das cidades de Lisboa e Porto para a Polícia Municipal. O comandante da Polícia Municipal de Lisboa, André Gomes, preferiu igualmente não comentar as objecções do SNOP. A Câmara do Porto também não respondeu às perguntas. (Público)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lisboa em risco de perder calçada portuguesa

O típico pavimento é conhecido como calçada portuguesa, mas são poucos os portugueses que apostam no seu potencial. . No futuro, arriscamo-nos a que sejam profissionais de outros países a ensinar aos portugueses os truques deste pavimento. Em Lisboa, a sua área deverá encolher durante a próxima década

Foi criada uma escola municipal, há 24 anos, para que a arte não morresse. Há apenas quatro anos, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciava que queria duplicar o número de calceteiros. Em Dezembro desse mesmo ano, a autarquia colocou uma estátua em homenagem a estes profissionais. Actualmente prevê-se uma diminuição da calçada portuguesa em nome da comodidade.

Este é o sentido do novo Plano Director Municipal (PDM), para os próximos dez anos, que admite a substituição do característico pavimento português por um mais confortável para caminhar. "Não estão ainda determinados os locais onde iremos intervir, mas obviamente que a calçada portuguesa não será retirada dos bairros históricos." A garantia foi dada por Fernando Nunes da Silva, vereador da mobilidade da CML. Ao DN, o autarca salientou ainda que "aquilo que existe em algumas urbanizações recentes são várias pedras juntas, isto é, simulacros de calçada."

Porém, a falta de comodidade não é o único problema a estar na base desta substituição. Até porque, segundo Luísa Dornellas, chefe da Divisão de Formação da CML, "uma calçada [portuguesa] bem feita não é má para os saltos das senhoras, e pode até ser confortável".

Mas, quando se trata de locais inseguros para os lisboetas, a substituição do pavimento parece ser consensual. "Não sei em concreto o que prevê o PDM, mas duvido que haja uma substituição da calçada apenas por conforto. O que me parece razoável é que, em alguns pontos, a calçada seja trocada por pôr em causa a segurança dos cidadãos. Refiro-me por exemplo a locais com grande inclinação."

Ainda assim, Luísa Dornellas lembra que a calçada portuguesa tem, pelo menos, cinco vantagens sobre os outros pisos normalmente utilizados nas grandes cidades: "Em primeiro lugar tem robustez, durabilidade e é feita com materiais sustentáveis, ou seja, as pedras podem ser reutilizadas" afirmou a especialista, salientando que, "além de o tradicional pavimento português ser muito importante para a imagem da cidade, é de fácil lavagem e tem uma grande capacidade de absorção de águas pluviais."

Em nome do conforto ou da segurança, a verdade é que a calçada portuguesa parece estar "em vias de extinção". A substituição foi justificada com a maior comodidade de outros pisos, na esperança de que isso ajude à fixação de mais famílias e empresas em Lisboa.(DN)