sábado, 27 de março de 2010

Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia

A Câmara Municipal de Lisboa e a Administração do Porto de Lisboa lançaram hoje o concurso público de concepção para a elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, num investimento de 25,5 milhões de euros e que ficará operacional em 2013.

A nova estrutura terá uma área total de 7790 metros quadrados e deverá corresponder a um conceito “friendly”, tendo em consideração os aspectos de conforto, acessibilidade, flexibilidade e rapidez nos serviços prestados aos passageiros, e adequar-se ao tráfego actual e futuro, de forma a proporcionar a Lisboa o aumento significativo dos cruzeiros que começam e terminam no seu porto, diz um comunicado do Porto de Lisboa.

A entidade refere ainda que o projecto deverá ter em conta a relação com o edificado de carácter da zona, designadamente os edifícios da Alfândega, o Museu Militar e a Estação de Santa Apolónia.

O futuro terminal também tem de ter em consideração a proximidade do centro histórico, as ligações a espaços públicos ribeirinhos e a criação de uma praça, no seguimento do edifício da Alfândega de Lisboa, que enquadre a entrada e a saída do novo terminal, sem esquecer as ligações aos transportes públicos. A zona de estacionamento prevista para o terminal é de 500 lugares para ligeiros e 80 para autocarros e uma praça de táxis para 50 viaturas.

A APL prevê para este ano que sejam realizadas 319 escalas e movimentar 460 mil passageiros e para 2011 a entidade recebeu até à data pedidos para 236 escalas. O número de passageiros de cruzeiros em Lisboa registou de 2005 a 2009 um crescimento médio de 15%, para 415 mil, mais 25 do que em 2008.

A mesma nota do Porto de Lisboa faz ainda um balanço da actividade dos cruzeiros, referindo o crescimento médio anual de aproximadamente 8% desde 1970, acrescentando que em 2008 cerca de 16,24 milhões de turistas realizaram um cruzeiro em todo um mundo.(Fonte)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Núcleo Museológico no São Jorge oferece passeio ao passado lisboeta

No interior da muralha do Castelo de São Jorge, em Lisboa, está agora a descoberto e pronto a receber os visitantes o Núcleo Museológico. A proposta é uma passeio pelo passado histórico da cidade de Lisboa, desde a Idade do Ferro até ao século XVIII, por altura do terramoto de 1755. Pelo meio pode imaginar-se como seria a vida da família islâmica que habitou uma das casas, que é possível visitar.(Tsf)

domingo, 14 de março de 2010

Museu da Cidade permitirá conhecer Lisboa pré-terramoto

O Museu da Cidade vai mostrar «em breve» como era Lisboa antes de 1755, através de uma aplicação informática 3D, que permitirá passear virtualmente por ruas e entrar em alguns monumentos que o terramoto destruiu.

«Vamos mostrar às pessoas como é que essa cidade foi nas vésperas do terramoto e como é a cidade que desapareceu», disse à Lusa Cristina Leite, responsável pelo Museu.

De acordo com a responsável, o projecto multimédia, iniciado em 2005, estará disponível «em breve, durante este ano».

«Tem uma aplicação interativa e permitirá às pessoas visitar e ver em pormenor alguns monumentos e algumas praças principais da cidade», afirmou.

O projecto baseia-se numa reconstituição virtual rigorosa da maqueta física exposta no museu, feita nos anos 50, por Ticiano Violante para a exposição Reconstrução da Cidade depois do Terramoto de 1775.

«A esta maqueta juntámos dados de investigação desenvolvidos desde então», sublinhou.

A representação de Lisboa reconstitui 23 pontos, muitos deles desaparecidos ou alterados na sequência do Terramoto de 1755: Terreiro do Paço, Paço da Ribeira, Alfândega, Terreiro do Trigo, Palácio Corte Real, Rossio, Palácio dos Estáus, Hospital Real de Todos os Santos, Igreja de S.Roque, Casa dos Bicos, Chafariz del Rei, Chafariz de Dentro, Sé, Igreja de Sta Engrácia, Palácio das Necessidades e Rua Nova dos Ferros.

Também é possível visitar os conventos de S.Domingos, de S.Francisco da Cidade, de Santo Antão o Novo, do Carmo, de S.Bento da Saúde, da Graça e de S.Vicente.

Além da reconstituição 3D da totalidade da maqueta, com criação de panorâmicas, e da criação de circuitos pré-definidos por estes pontos em destaque, a animação apresentará ainda em 3D cenas históricas ou momentos do quotidiano do século XVIII.

O Museu vai ainda publicar monografias relativas a cada um dos pontos destacados neste projeto, com uma resenha histórico-artística e fases do processo de reconstituição. Lusa / SOL