domingo, 20 de novembro de 2011

PSP emboscada no bairro da Bela Vista

A PSP está a ser novamente alvo de ataques dos gangues do bairro da Bela Vista. Cocktails molotov atirados contra a esquadra e uma viatura policial incendiada.

O "Correio da Manhã" escreve que a PSP está novamente a ser alvo dos gangs do bairro da Bela Vista, em Setúbal.

Nas últimas duas semanas, as instalações da esquadra foram atacadas, primeiro com cocktails molotov, partindo alguns vidros depois por engenhos explosivos do mesmo tipo, lançados contra a camarata feminina, provocaram um princípio de incêndio que deixou marcas nas paredes.

Já esta semana, um carro furtado, sem travões, que foi atirado contra o parque de viaturas da esquadra. Anteontem à noite, o carro de um agente foi incendiado quando estava estacionado à porta da esquadra. A PSP confirma ataques, mas garante que o trabalho policial continuará. (DN)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Carro-patrulha da PSP emboscado na Cova da Moura

A emboscada aos dois agentes da PSP em serviço ocorreu na madrugada de ontem, por volta da 01h00, depois de mandarem parar o condutor de um carro. O homem, que será residente na Cova da Moura não respeitou a ordem e fugiu para dentro do bairro. Os polícias iniciaram, de imediato, a perseguição ao fugitivo, mas, na rua 8 de Dezembro, já dentro do bairro, foram emboscados.

Vinte homens e mulheres aguardavam a chegada da polícia. Cercaram o carro-patrulha e começaram a lançar azulejos, garrafas partidas, pedras e todos os objectos que tinham à mão. Os polícias ficaram feridos com os arremessos e dispararam para o ar, para tentar afastar o grupo e para se protegerem. Em vez de dispersarem, os agressores responderam com disparos de arma de fogo.

Os agentes retaliaram, no sentido de impedir mais disparos, com tiros de shotgun na direcção dos atiradores. De imediato os elementos do grupo começaram a fugir para todos os cantos do bairro.

Apesar de feridos, os polícias conseguiram apanhar dois dos agressores no local, de 25 e 28 anos. Um deles levou com uma bala de borracha e teve de ir para o hospital. Os polícias tiveram também de ser assistidos. (CM)

sábado, 12 de novembro de 2011

Milhares marcharam em Lisboa contra "orçamento de agressão"

Centenas de polícias, de militares da GNR e de guardas prisionais juntaram-se hoje às dezenas de milhares de funcionários públicos (180 mil, segundo a organização) que se manifestaram esta tarde, em Lisboa, contra o “orçamento de agressão” que vai implicar a “perda de direitos dos trabalhadores”.

Professores, médicos, bombeiros, enfermeiros, funcionários judiciais e dos Registos e Notariado, desfilaram também, entre muitos outros na manifestação contra os cortes e penalizações na função pública.

O congelamento salarial de 2010, o corte médio de 5% deste ano, os cortes dos subsídios de férias e de Natal, a colocação de trabalhadores em mobilidade especial e as regras de aposentação são os principais motivos do protesto.
Muitos jovens e muitos reformados marcaram também presença na jornada de protesto contra o Executivo de Passos Coelho, animada com música de intervenção, bandeiras de todas cores, balões e cartazes onde se liam palavras de ordem como “Juventude diz não à exploração”, “Queremos trabalho com direitos” e “Contra a ofensiva do Governo”. (Público)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Baixa de Lisboa tem metade das casas devolutas

Cerca de 50% das casas da baixa lisboeta estão vazias, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O número de casas vazias destinadas para arrendamento aumentou 37.6% entre 2001 e 2011, passando de 80.094 para 110.207 imóveis, segundo os dados provisórios do Censos 2011.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 15% das residências vazias em Portugal destinam-se ao mercado de arrendamento e a maior parte das casas para arrendar estão localizadas no Algarve.

Os alojamentos colectivos correspondem a 0,2% do parque habitacional, nos quais se incluem, por exemplo, unidades hoteleiras, instituições de apoio social, de educação, de saúde, religiosas.

Os alojamentos familiares vagos destinavam-se sobretudo para venda. No que diz respeito à distribuição regional, o maior número percentual de casas para arrendar localiza-se no Algarve (24,3%) enquanto que na região de Lisboa a percentagem é de 17,4. A região com menos alojamentos para arrendar é o Alentejo, com apenas 10,8% dos imóveis vazios destinados a esse mercado.

Nas contas globais, as residências habituais correspondem a 68,2% do total, as secundárias a 19,3% e as vagas a 12,5%. (Expresso)

domingo, 6 de novembro de 2011

Lisboa: fim da recolha de lixo ao sábado provocará "danos na saúde pública"

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Delfino Serras, afirmou hoje que a eliminação da recolha de lixo ao sábado vai provocar "graves danos na saúde pública".

A possibilidade de eliminar, fora dos bairros históricos, a recolha do lixo ao sábado foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a par de outra medida, a redução da semana de trabalho para quatro dias, para reduzir os gastos na autarquia.

Para Delfino Serras, "a medida de deixar de recolher o lixo ao sábado é um contrassenso daquilo que foi o investimento que a câmara tem feito nos últimos anos".

"Cidade cheia de lixo"

A recolha do lixo que, nalgumas zonas da cidade, era realizada dois a três dias por semana passou a ser feita diariamente, exemplificou.

Para Delfino Serras, "esta medida vai provocar graves danos na saúde pública": "Vamos ter a cidade durante o fim de semana completamente cheia com sacos de lixo, que pode ser doméstico mas também pode ser lixo muito perigoso para a população".

O sindicalista manifestou também preocupação com a redução para quatro dias de trabalho, apesar de António Costa já ter garantido que esta medida só pode ser aplicada com a concordância do trabalhador.

"Registamos com agrado que o Sr. presidente diga que as pessoas só vão se quiserem", mas há situações que poderão tornar esta medida "repressiva", sublinhou.

"Se num edifício há muitos trabalhadores a aderir a esta medida mas há três ou quatro que não aceitam, o edifício não pode fechar e continua a ter as despesas inerentes de telefone, água, eletricidade", exemplificou.

Portanto, sublinhou, "poderá haver uma coação para que os trabalhadores saiam voluntariamente ou sejam transferidos de serviço".

"Pode ser uma medida que se pode tornar repressiva, temos de perceber o que isso quer dizer", alertou, considerando esta situação "extremamente preocupante".

Semana de quatro dias

Por outro lado, rematou, esta medida também afecta a população porque fica com menos um dia para tratar dos seus assuntos, uma vez que a câmara está fechada.

António Costa emitiu um despacho a 14 de outubro dirigido a todas as Direcções Municipais para que realizem uma análise do impacte financeiro em 2012 de uma semana de quatro dias para os serviços não operacionais.

António Costa determina ainda no despacho "a proibição de autorização
da prestação do trabalho extraordinário", à excepção dos Bombeiros Sapadores e Polícia Municipal ("até à implementação das alterações nos respectivos regimes de horário") e de trabalhadores afectos à secretaria-geral "em situações pontuais e esporádicas", como reuniões e assembleias municipais ou eventos públicos.

Delfino Santos também manifestou preocupação com esta medida, lembrando que, actualmente, os bombeiros já fazem quatro turnos, cobrindo as 24 horas da cidade.

"O presidente da Câmara quer mudar para cinco turnos mas com o mesmo número de trabalhadores", afirmou o sindicalista, lembrando que os turnos têm, em média, 15 trabalhadores.

"Se esta medida avançar serão sete ou oito trabalhadores por turno. Portanto, a resposta que se possa dar à cidade em termos de segurança vai ser muito reduzida e pondo em perigo de vida algumas situações", acrescentou. (EXPRESSO)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Concessões Norte e Grande Lisboa vão custar mais de 1400 milhões ao Estado




O valor foi hoje revelado pelo secretário de Estados das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro, durante a comissão parlamentar.

A renegociação dos contratos das concessões rodoviárias da Aenor (Norte) e Grande Lisboa custaram ao Estado cerca de 1400 milhões de euros, mais do que estava previsto na primeira versão dos mesmos contratos, revelou hoje Sérgio Silva Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Sérgio Silva Monteiro revelou que "segundo as melhores estimativas que tenho, em valor actualizado, o encargo acrescido para o Estado com a concessão Norte foi de 1140 milhões de euros, e com a concessão da Grande Lisboa foi de 281 milhões de euros."

"Este é, potencialmente, por que estamos a falar de projecções, um impacto negativo para o Estado", com a renegociação dos contratos destas duas concessões rodoviárias conduzida durante o anterior governo de José Sócrates, acrescentou o secretário de Estado das Obras Públicas.

Sérgio Silva Monteiro sublinhou que o Estado, na vigência do anterior governo "entendeu aceitar este pedido de renegociação; poderia não o ter feito, com ou sem vantagens para o Estado."

"Nós não tomaremos nenhuma decisão desta natureza", assegurou Sérgio Silva Monteiro. As concessões Norte e Grande Lisboa foram incluídas no pacote de renegociação de seis concessionárias rodoviárias, incluindo quatro SCUT (sem cobrança ao utilizador).

Nas SCUT pretendia-se introduzir portagens, mas o consórcio privado Ascendi, liderado pela Mota Engil e pelo BES, exigiu ao Estado que se incluíssem estas duas concessionárias (Norte e Grande Lisboa), que tinha portagem real e na altura não representavam qualquer encargo para o Estado.(DE)



....Mais uma negociata, que os portugueses vão ter que pagar !

Tempestade de críticas à reestruturação dos transportes públicos

O Plano Estratégico de Transportes apresentado pelo governo propõe a reestruturação profunda dos transportes de Lisboa e Porto e está a ser fortemente contestado.

Os vereadores da Mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa estão mesmo a preparar uma contra-proposta para apresentar ao Governo, com medidas para aumentar a procura. Esperam poder apresenta-la na próxima semana.

Segundo o coordenador do grupo de vereadores da Mobilidade e dos Transportes da Área Metropolitana de Lisboa, Joaquim Santos, "há outras alternativas" às medidas do grupo de trabalho nomeado pelo Governo.

Grandes críticas

Segundo afirma a Plataforma das Comissões de Utentes da Carris, num comunicado hoje enviado às redações, "o Governo prepara-se para uma nova fase de aumentos de tarifários, com uma falsa unificação de bilhética, assumindo os novos bilhetes e passes os preços mais altos do actual tarifário".

A Plataforma acusa o PS, PSD e CDS de terem "promovido a degradação do serviço público" do sector e considera o Plano Estratégico dos Transportes, "um verdadeiro plano de privatizações".

A Plataforma apela ainda à defesa do transporte público de qualidade por parte de trabalhadores e utentes.

Paralisações na Transtejo e na Soflusa dia 08 Novembro

A Transtejo emitiu por seu lado esta sexta-feira um comunicado avisando os utentes que poderá haver paralisações na tarde da próxima terça-feira.

Os trabalhadores reúnem em plenário e a empresa avisa que, desde a hora do almoço até ao final da tarde, podem ficar paralisadas todas as ligações fluviais da Transtejo e da Soflusa. O terminal do Terreiro do Paço poderá também ser encerrado por questões de segurança, caso as paralisações se verifiquem.

Entre diversas medidas, o documento para a "Simplificação tarifária e reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa", elaborado por um grupo nomeado pelo Governo, sugere a supressão da ligação da Transtejo entre Lisboa e Trafaria/Porto Brandão, o encerramento do Metropolitano de Lisboa às 23h e o fim de mais de uma dezena de carreiras diurnas e da rede Madrugada da Carris.

Em Porto Brandão, Almada, uma das localidades afetadas pela possivel supressão da sua ligação fluvial com Belém, os cerca de 80 moradores dizem que a medida vai "matar a terra".

A localidade foi, durante séculos, "ponto de chegada e de passagem de tudo", mas a supressão da ligação fluvial vai transforma-la num "ponto final", deixando-a "morrer devagarinho", nas palavras de Nuno Filipe Silva, do movimento cívico "Catraio", à Lusa. (Rtp)