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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Militantes do cds e do PS terão burlado Câmara de Lisboa

Pela justificação dada à Polícia Judiciária, praticamente saiu a sorte grande a Jorge Lopes. Desempregado, com a 4ª classe, no Verão de 2006 um administrador--executivo da Gebalis lembrou-se de lhe pagar 38 mil euros. E para tal, o socialista Mário Peças só queria que ele trabalhasse uns tempos – fiscal "secreto" de muros, pinturas de exteriores ou colocação de tampas de esgoto. Tudo no máximo de dez obras, as únicas que a empresa municipal geriu em bairros sociais de Lisboa até Fevereiro de 2007.

"Uma fábula" para o pobre Jorge Lopes, concluiu a PJ no relatório final a que o CM teve acesso – não tivessem os 38 mil euros ido parar directamente à conta de Ismael Pimentel, amigo pessoal do administrador da Gebalis e ex-deputado do CDS. Foi ele quem supostamente apresentou Jorge Lopes a Mário Peças, conforme consta na investigação por falsificação de documento, burla, corrupção e gestão danosa.

A actual administração da Gebalis descobriu em Junho passado que pagou 38 mil euros a um funcionário-fantasma – no dia em que Jorge Lopes ligou para a empresa a dizer que não pagava impostos por trabalhos que nunca fez. E a contabilidade da Gebalis, que descobriu provas dos dois cheques de 19,6 mil euros e 18,8 mil euros, chamou a Judiciária.

Mário Peças, entretanto constituído arguido, diz que precisava na altura de um fiscal de obras "secreto", à revelia da Gebalis. Por isso pediu ajuda ao amigo Ismael, que até gostava de ser ele a fazer o trabalho mas, por causa da política, teve medo de que o acusassem de "clientelismo". Recomendou então Jorge, pessoa a quem já dera pequenos trabalhos e de quem tinha pena por ter dificuldades na vida.

O pior é que Jorge Lopes nunca terá visto um tostão – segundo a PJ este foi um esquema "de Mário Peças e Ismael Pimentel para retirarem mais de 38 mil euros ao erário público". Mas, "com a ganância", descuidaram-se com Jorge Lopes, que deu origem à investigação e meteu os pés pelas mãos na PJ: nem sabe explicar quantas obras o mandaram fiscalizar, nem diz onde, ou que obras eram. Não estranhou 38 mil euros por tão pouco e diz que Pimentel lhe ficou com o dinheiro todo para saldar uma dívida.

EMPRÉSTIMO SEM PROVAS
Ismael Pimentel justificou ter os 38 mil euros na sua conta, que seriam do trabalho ‘secreto’ de Jorge Lopes para o amigo Mário Peças, da Gebalis, com o facto de este lhe dever dinheiro. Mas o ex-deputado não sabe quanto, nem tem provas das dívidas: nada está escrito, não há qualquer registo. Simplesmente emprestou dezenas de milhares de euros a um homem, que conheceu quanto este deu apoio numa campanha do CDS-PP, "acompanhando a viatura de propaganda sonora". Auxilia-o, mandando-o fazer recados às finanças, aos bancos ou tarefas agrícolas. Chamado à PJ, Jorge confirma tudo e diz que nem sequer estranhou, de repente, ser pago a 38 mil euros por um trabalho para o qual não tem qualificação. Mais: não soube levar os inspectores da PJ a qualquer obra que supostamente tenha fiscalizado. E não explica porquê. O CM tentou ontem falar com Mário Peças, Ismael Pimentel e Jorge Lopes, mas até à hora de fecho desta edição não foi possível.

PORMENORES

Mário Peças tem 67 anos. Ligado ao PS, foi nomeado administrador da Gebalis em 1995 e reconduzido em 2003. Em 2004, acabou por ser nomeado administrador-executivo da empresa.

Ismael Pimentel, 48 anos, foi líder concelhio da Amadora do CDS e deputado no Parlamento.
Fonte:C.M

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gestores acusados por buraco de 6 milhões



A Gebalis, a empresa gestora dos bairros municipais de Lisboa, pediu uma indemnização de 5,9 milhões de euros por danos patrimoniais e não patrimoniais a três dos seus antigos gestores, entre Março de 2006 e Outubro de 2007.



Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa, já acusados pelos crimes de peculato e administração danosa, vêem agora a Gebalis mover-lhes uma acção cível em que a empresa municipal acusa os ex-gestores de gastos sumptuários, designadamente em refeições nos melhores restaurantes do país e estrangeiro, noticia o «Correio da Manhã».



De acordo com a empresa, que invoca os argumentos da acusação criminal, os demandados utilizaram dinheiro público «a seu bel-prazer» em benefício próprio ou de terceiros das suas relações pessoais ou profissionais, «num quadro de uma gestão desadequada, imprudente e descontrolada, ao invés de o colocarem ao serviço da actividade prosseguida».




A gestão ruinosa terá agravado ainda mais a débil situação da empresa, que todos conheciam. Além disso, acrescenta a Gebalis na acção movida, os três ex-gestores «são o exemplo da gestão ruinosa de que a «voxpopuli» fala a respeito dos dinheiros públicos, denegrindo a imagem e reputação» desta empresa municipal



Os cerca de 40 mil euros gastos em refeições bem como algumas das viagens realizadas nada tinham a ver com a actividade da empresa.(Fonte)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aprovado hotel em prédio devoluto que ardeu na Av. da Liberdade

"A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira a operação de loteamento e o projecto de arquitectura do edifício devoluto que ardeu há quatro meses na Avenida da Liberdade e que será um hotel, noticia a Lusa. O presidente da Câmara, António Costa (PS), anunciou a aprovação das propostas que vão permitir ao promotor iniciar a obra, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal. Há quatro meses um incêndio destruiu por completo o edifício nº29/41 da Avenida da Liberdade e afectou também outros prédios, entre os quais o nº 21. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), explicou na altura que o proprietário do prédio efectuou em 2005 um pedido de emparcelamento e em 2006 um projecto que a autarquia não pode licenciar devido à falta de um documento a entregar pelo promotor. As áreas apresentadas no projecto não coincidiam com as do registo predial, num processo que corre na 9ª Conservatória Predial de Lisboa. O projecto é um hotel de quatro estrelas que terá de preservar a fachada de acordo com um parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, IGESPAR." - Fonte

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Aquaparque: Sá Fernandes acusado de invasão ilegal

«Em resposta às acusações dos proprietários do terreno onde se localizava o Aquaparque, que acusam José Sá Fernandes de ter invadido ilegalmente o recinto, o vereador invoca o «interesse público» para forçar a entrada, sem decisão judicial. Está marcada para sexta-feira a audição de testemunhas no âmbito do processo judicial que Sá Fernandes interpôs contra os proprietários do terreno (Aventura em Lisboa - Parque Temático de Diversões) para obter autorização para entrar no recinto mas, segundo, o autarca a sessão não se deve concretizar. José Sá Fernandes é acusado, pelos proprietários do antigo Aquaparque, de ter invadido ilegalmente a propriedade. «Já não há necessidade», disse o vereador com o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes à Agência Lusa, admitindo que entrou no terreno sem estar resolvido judicialmente o conflito que o opõe à empresa Aventura em Lisboa.(...)» - Fonte Sapo

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A confiança política de Sá Fernandes

O Bloco de Esquerda retirou a confiança política a Sá Fernandes. É extraordinário que um partido, por mais escabroso que seja, tenha "confiança política" na autarca de Salvaterra de Magos e na pessoa que mais prejuízo deu a uma cidade por via das suas providências cautelares, nomeadamente o embargo ao túnel do Marquês. Tinham confiança quando este protestava por tudo e por nada, deixaram de ter quando este conseguiu algum poder e lhe deram responsabilidade para mudar qualquer coisa. A verdade é que o Bloco de Esquerda prefere estar no outro lado da barricada. Em vez de exercer poder prefere protestar, visto que essa sempre foi a sua forma de fazer política. É muito mais confortável e não exige responsabilidade, basta dizer mal dos outros e pronto. Do lado do PS, acusam o BE de "censura e delito de opinião", mas esqueceram-se dessa acusação quando Sá Fernandes mandou retirar o cartaz de propaganda do PNR. Com o conluio da Câmara e do seu actual presidente, António Costa. Este agradeceu o vereador de borla e como prémio deu-lhe mais pelouros. Para o ano o BE apresentará outro candidato, outro que virá fazer barulho de borla, de borla para eles mas com custos para nós. E se este conseguir algum poder, acontecerá o mesmo, será corrido. Porque o BE é um partido de irresponsáveis que não querem mudar nada, está-lhes nos genes, são um agrupamento de revoltados com a vida que apenas querem protestar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Novas suspeitas de corrupção na C.M.L

A equipa de Maria José Morgado suspeita de dois processo de loteamento na zona oriental de Lisboa e violação do Plano Director Municipal (PDM). Segundo o Diário de Notícias, os dois casos remontam aos executivos de Santana Lopes e Carmona Rodrigues e está em causa a prática de corrupção passiva e activa e de tráfico de influências.

Os terrenos em causa fazem parte do percurso que o TGV irá seguir, e a magistrada encarregue do caso investiga suspeitas de violação do PDM e a o benefício ilegítimo de entidades privadas, designadamente a Gesfimo, que lucraram com as operações de loteamento autorizadas pela autarquia. O mesmo jornal refere que, na vigência de Carmona Rodrigues, a câmara aprovou um Pedido de Informação Prévia (PIP), apresentado pela Gesfimo, pedido que se tornou possível por, três anos antes, com Santana Lopes à frente do Executivo, uma alteração ao PDM permitiu a transformação de solos industriais em terrenos onde passou a ser possível construir.(Fonte)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Conhecer melhor o Sá que não faz falta Fernandes

No último programa "Prós e Contras", da RTP, discutiu-se a questão dos contentores do Porto de Lisboa. O título escolhido foi "a batalha de Lisboa". Hoje, as "batalhas" travam-se de fato e gravata, sentados ao microfone, com acusações de "negociatas nas costas dos cidadãos". Quanto ao debate, Sá Fernandes é desmascarado por Miguel Sousa Tavares. E mais umas coisas boas que vale a pena ver.

sábado, 15 de novembro de 2008

Caso EPUL afinal vai ser julgado

Ex-vice-presidente da Câmara de Lisboa e quatro ex-administradores da EPUL vão responder em tribunal pela acusação de um crime de peculato pela alegada atribuição ilícita de 51 mil euros de prémios de gestão .

Fontão de Carvalho, ex-vice-presidente da Câmara de Lisboa, e quatro ex-administradores da EPUL vão mesmo ser julgados pela acusação de um crime de peculato. Está em causa a alegada atribuição ilícita em 2006 de 51 mil euros de prémios de gestão a quatro administradores da EPUL (Arnaldo João, Eduarda Napoleão, Maria Luísa Amada e Aníbal Cabeça). De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), Fontão de Carvalho tomou conhecimento dos prémios de gestão e não se opôs.

Os cinco arguidos foram esta semana pronunciados pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa após uma batalha jurídica em torno da acusação da 9ª Secção do DIAP de Lisboa. (ver cronologia)

Recorde-se que o TIC tinha decidido não pronunciar todos os arguidos em Julho do ano passado, discordando assim da acusação do Ministério Público (MP) conhecida cinco meses antes.

O MP recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa e ganhou, mas Eduarda Napoleão (também ex-vereadora da Câmara de Lisboa) recorreu para o Tribunal Constitucional – que manteve a decisão da Relação de obrigar o TIC a substituir a sua primeira decisão de não pronúncia por outra que «pronuncie os arguidos nos termos da acusação deduzida», lê-se no acórdão da Relação datado de 21 de Novembro de 2007.

Foi o que veio a acontecer esta semana, com a pronúncia do TIC.

Cronologia:
Fevereiro de 2007 – O Ministério Público (9ª Secção do DIAP de Lisboa) acusou Fontão de Carvalho, Eduarda Napoleão, Aníbal Cabeça, Arnaldo João e Maria Luísa Amado da prática de um crime de peculato em regime de co-autoria.
Julho de 2007 – Arguidos requerem a abertura da instrução e Tribunal de Instrução Criminal (TIC) decide-se pela não pronúncia de todos os arguidos. Ministério Público (MP) recorre para a Relação de Lisboa
Novembro de 2007 – Tribunal da Relação de Lisboa dá razão ao MP e obriga TIC a pronunciar os arguidos, mas decisão fica suspensa devido ao recurso de Eduarda Napoleão para o Tribunal Constitucional (TC).
Novembro de 2008 – Após o TC ter mantido a decisão da Relação de Lisboa, TIC emite despacho de pronúncia de todos os arguidos pela prática de um crime de peculato. (Fonte)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Procuradoria geral da republica investiga suspeitas de corrupção na Câmara de Lisboa

A Unidade Especial de Investigação (UEI), coordenada por Maria José Morgado, está a investigar dois processos de loteamento na zona oriental de Lisboa, aprovados em 2006 pelo executivo liderado por Carmona Rodrigues. Num dos casos, o promotor é a Gesfimo, empresa do Grupo Espírito Santo, e, segundo a procuradora do processo, existem suspeitas de "corrupção passiva e activa e tráfico de influências". Paralelamente existe outro inquérito sobre outra operação loteamento, impulsionada pela Obriverca, aprovada e desaprovada no espaço de um mês.

O primeiro caso remonta a 2006, quando a Câmara de Lisboa, liderada por Carmona Rodrigues, aprovou um Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado pela Gesfimo, empresa do Grupo Espírito Santo, relativa a uma operação urbanística de loteamento de uma área de terreno na zona oriental de Lisboa. O processo foi levado a reunião de câmara, tendo obtido oito votos contra e nove a favor. Este pedido da Gesfimo só foi possível porque, três anos antes, a autarquia, com Santana Lopes na presidência, aprovou uma alteração ao Plano Director Municipal que deu uma capaciade construtiva, de 50%, a terrenos que, anteriormente, eram solos industriais.

Num ofício enviado ao juiz de instrução do processo "Portucale", a procuradora da UEI pede cópias dos emails apreendidos a José Manuel de Sousa (arguido naquele processo), administrador da Gesfimo, argumentando: "Investiga-se a aprovação pela CML da proposta 510/2006 relativa a operação de loteamento promovida pela Gesfimo na zona oriental de Lisboa por existirem suspeitas de violação do PDM e por tais loteamentos se encontrarem em locais previstos para a construção do TGV, sendo que tal aprovação veio beneficiar ilegitimamente entidades privadas, designadamente a Gesfimo".

A magistrada afirma ainda que os factos em causa "poderão configurar a prática de crimes de corrupção passiva e activa e de tráfico de influências". Segundo informações recolhidas pelo DN, o processo da Gesfimo encontra-se na Polícia Judiciária, estando a ser alvo de uma análise por um arquitecto, contratado como perito. Os investigadores procuram estabelecer uma relação entre a aprovação da CML e eventuais vantagens para os promotores, sabendo-se que os terrenos já integravam a rota do TGV. Contactado pelo DN, Carmona Rodrigues garantiu que nunca foi ouvido, seja como testemunha ou arguido, em nenhum processo relacionado com o assunto. O mesmo afirmou José Manuel de Sousa, administrador do Grupo Espírito Santo: "Nem sequer sabíamos da existência de qualquer inquérito relacionado com esta operação", segundo o gabinete de imprensa do GES. A mesma fonte adiantou que a operação de loteamento ainda está em apreciação pela Câmara Municipal de Lisboa.

No segundo caso, que envolve a Lismarvila, uma sociedade do universo da Obriverca, a situação é, em tudo semelhante. Mas os terrenos estão situados na antiga fábrica nacional de sabões. Também foi aprovado um loteamento para um conjunto de terrenos que integravam a zona do TGV. A aprovação aconteceu em Novembro de 2006 mas, um mês depois, a autarquia recuou. Em Dezembro de 2006, Eduardo Rodrigues, presidente da Obriverca, em declarações ao DN, até não se mostrou muito incomodado com o chumbo: "A alteração ao PDM, em 2004, confere direitos ao promotor".(Fonte)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Advogacia ilegal na CML

Alguns funcionários do Departamento Jurídico da Câmara de Lisboa, entre os quais a sua directora, acumula, ou acumulou até há pouco tempo, as suas funções públicas com a advocacia em regime de profissão liberal, situação considerada ilegal ao abrigo da lei e dos estatutos da Ordem dos Advogados.

Os sucessivos executivos camarários estavam ao corrente desta situação irregular, mas "fecharam os olhos". A lei que estabelece o estatuto da Ordem dos Advogados não oferece dúvidas, pelo menos desde 1984. Os advogados que são funcionários públicos, incluindo os das autarquias locais, não podem exercer a advocacia privada, mesmo que seja integrada numa associação de advogados.(fonte)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Corrupção na Câmara de Lisboa

Trata-se de um dos inquéritos sobre ilegalidades nos serviços da Câmara Municipal de Lisboa, cuja investigação está a cargo da equipa especial coordenada pela procuradora-geral-adjunta Maria José Morgado.

No despacho agora proferido, o MP acusa o ex-presidente da Gebalis, Francisco Ribeiro, e dois vogais do conselho de administração de terem utilizado verbas da empresa municipal para despesas ilegais.

Os administradores da Gebalis demitiram-se em 2007, após a Comissão Nacional de Eleições ter considerado irregular o pagamento pela empresa de um concerto do cantor Toy, no âmbito da campanha de Carmona Rodrigues às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa.(Fonte)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Antigo presidente da EPUL também teve casa da câmara na Quinta do Lambert

«Um antigo director dos serviços de estudos e planeamento da Câmara de Lisboa, que depois foi presidente da EPUL e hoje é administrador de várias empresas financeiras e imobiliárias do grupo Espírito Santo, também beneficiou de uma casa da autarquia nos anos 80. José Manuel de Sousa confirmou-o ao PÚBLICO, mas sublinhou que não se tratava de uma habitação social, embora a renda, cerca de 100 euros, fosse muito inferior à que se praticava no mercado. A história do prédio em que José Manuel de Sousa residiu na Quinta do Lambert, ao Lumiar, é uma das mais significativas da discricionariedade que vigora há décadas na atribuição do chamado património disperso do município e foi contada no jornal Tal & Qual em Dezembro de 1989. O caso, que o JN ressuscitou ontem, depois de o DN ter aludido a ele na véspera, remonta a 1986, ano em que o então presidente da câmara Kruz Abecasis (CDS) decidiu entregar os 14 apartamentos daquele edifício de sete pisos a funcionários superiores do município e a outras pessoas sem particulares carências económicas.(...) Um exemplo entre muitos é o de um prédio, na Rua da Madalena, onde João Soares entregou uma loja e um andar ao pintor Inácio Matsinhe, os quais se encontram hoje em dia desocupados e sem préstimo.(...) José Manuel de Sousa diz que deixou o apartamento “três ou quatro anos depois”, à volta de 1990, numa altura em que já não era funcionário da Câmara de Lisboa. “Deixei a casa porque não me sentia com direito a ela”, explica, garantindo que quando Jorge Sampaio o convidou para presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) já não vivia nesse local.» - Notícia completa no Jornal Público.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lisboagate: Câmara de Lisboa dá 3200 casas por cunha

A Câmara de Lisboa atribuiu 3.200 casas por cunha, segundo a edição deste sábado do Expresso. Em causa estão moradias, palácios, lojas ou apartamentos dados à Câmara Municipal de Lisboa como contrapartida de benefícios atribuídos a cooperativas de habitação. Segundo o semanário, o esquema existe há mais de 30 anos e contemplou amigos, artistas, jornalistas, familiares, entre outros. O Expresso revela ainda que “tem sido o vereador da Habitação, ou os seus serviços — quando não o próprio presidente da Câmara —, a conceder aquelas habitações de forma directa”. A média das rendas cobradas é de 35,48 euros, mas desconhece-se a percentagem das que são pagas. Estas casas fazem, segundo o Expresso, parte do chamado Património Disperso e, segundo um estudo da Universidade Lusófona, “a CML não sabia, nem sabe, do que é dona”. (Fonte)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Túnel do Marquês ainda por pagar.

A Câmara de Lisboa deve mais de 21 milhões de euros ao consórcio que construiu o Túnel do Marquês, obra inaugurada por Carmona Rodrigues em 2007.

A autarquia lisboeta não paga às construtoras desde 2006, mas existem facturas de 2005 por saldar. As duas partes acordaram em solucionar o caso em tribunal arbitral, que acabou por condenar a Câmara ao pagamento de 17, 8 milhões de euros mais juros de mora. O actual executivo rejeitou esta decisão e entrou com uma acção de anulação do acórdão. Além disso, a equipa de António Costa aplicou uma multa de 3,7 milhões de euros às construtoras por atrasos na obra, que pretende fazer abater na dívida. Por seu lado, o consórcio liderado pela "Tâmega" não aceita esta multa e alega que os atrasos se deveram à providência cautelar interposta por Sá Fernandes e que fizeram parar a obra.(E.O)


quinta-feira, 19 de junho de 2008

A Câmara de Lisboa nega situação de «ruptura»

As contas das autarquias apresentadas no Anuário Financeiro de 2006, que a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas apresenta quinta-feira, apontando para a falta de dinheiro para pagamento de dívidas, é desvalorizada pelo vereador com o pelouro das Finanças, Cardoso da Silva.O vereador Cardoso da Silva (PS), negou, em declarações à Lusa, que a autarquia lisboeta esteja em situação de ruptura financeira.«Há uma situação de dificuldade financeira que estamos a resolver com os cem grandes fornecedores, através de acordos de pagamento. Não há uma situação de ruptura financeira no sentido estrito do termo», sustentou Cardoso da Silva.
Lusa/SOL

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A “ Tragédia” que se abate sobre Lisboa

Lisboa, além de capital de Portugal, é uma cidade linda, com rio.Outras grandes capitais como a esplendorosa Madrid, tudo dariam para ter um rio a seus pés.Lisboa, tem um rio extraordinário, de grande beleza, que permite passeios de barco, ser visto das margens.Mas Lisboa tem também uma APL (Administração do Porto de Lisboa), um Presidente de Câmara divorciado da cidade e um governo megalómano, no conjunto, apostados em destruir esta beleza extraordinária.

Por isso, decidiram ampliar a concessão da LISCONT (Grupo Mota - Engil) - que tem um novo Presidente - Executivo, o ex - ministro Jorge Coelho - por mais 27 anos ( até 2042 ) e dar-lhe a zona de Belém, paradisíaca para colocar os seus contentores, desviando de Alcântara - Belém o novo porto de Paquetes de turismo para Santa Apolónia onde construirão “muros” ( que tapam também a visibilidade para o rio ), hotéis, etc, etc.Além de destruir algo que deveria ser preservado, o governo gasta mais de 200 milhões, com tantas outras opções de investimento para desenvolver a cidade de todos nós.Como é possível uma decisão deste tipo?Porque não existe em Lisboa um Presidente de Câmara capaz de lutar contra decisões destas?Que podem fazer os cidadãos?
Fonte : Jornal "Povo de Portugal"

domingo, 20 de abril de 2008

CP quer manter Estação de Santa Apolónia a funcionar

A CP afirmou hoje que não pretende desactivar a estação de Santa Apolónia, inviabilizando assim a sugestão do presidente da Câmara de Lisboa de a utilizar como futuro terminal de cruzeiros.

Em comunicado enviado à Agência Lusa, o porta-voz da CP afirma que a empresa "tem em mente continuar a efectuar a ligação suburbana sobre Santa Apolónia", lembrando que há pouco tempo foi inaugurada a ligação entre o metropolitano e o comboio em Santa Apolónia.

A CP prevê que eliminar a estação de Santa Apolónia poderá provocar "congestionamento sobre a Linha de Cintura", que poderá no futuro ser agravado pelo tráfego que vem das linhas de Sintra, Cascais, da ponte sobre o Tejo, da linha do Norte e da futura terceira travessia.

Além disso, a empresa tem instalados em Santa Apolónia serviços de manutenção, logística e estacionamento, que teriam que ser mudados de sítio caso a estação deixasse de ser utilizada.

Assim, a CP prefere "encontrar uma solução de consenso que "viabilize as intenções de requalificação urbana da Câmara Municipal de Lisboa e as exigências do sistema de transportes da Área Metropolitana". ( Continuar a ler ... )

segunda-feira, 10 de março de 2008

Stª Helena Lopes da Costa

A antiga vereadora da Habitação na Câmara de Lisboa Helena Lopes da Costa , na altura vereadora de Santana Lopes resolveu no mais puro altruísmo atribuir casas novas da câmara a pessoas em dificuldades , como foi o caso do comandante da Polícia Municipal, à antiga directora de acção social da Câmara e ao seu motorista . O Ministério Público está a investigar a atribuição ilegal de fogos municipais em 2004, visto que as pessoas em causa não reuniam as condições necessárias para terem direito aos referidos fogos.
Uma das razões dadas pela ex-vereadora é que o chefe da policia como mora em Azeitão tem de ter casa em Lisboa , para estar mais perto em caso de emergência ,
O que dizer de todos os professores que estão deslocados , dos médicos , enfermeiros etc... já para não falar das famílias que realmente precisam de um tecto para viver.
Escandaloso no mínimo

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"Portugal tem de pesar com cuidado qual será o destino do Aeroporto da Portela"

A frase é de Richard Neufville, professor do MIT (alguém se lembra qual o governo que anunciou acordos com este instituto?)e consultor do consórcio português que concorre à construção do novo aeroporto, e que veio afirmar em entrevista que tanto a manutenção da Portela como o seu encerramento são opções viáveis.

Mas o que nós nos lembramos é da promessa de António Costa, durante a campanha para a Câmara de Lisboa, de que ali naquele sítio seria construído "um pulmão verde".

Já começaram a preparar a opinião pública para o descalabro, ou seja, para as negociatas habituais? Quem têm a dizer os candidatos que tanto falaram na questão do "urbanismo" durante a campanha? Ou não vão dizer nada e vão esperar pela negociata para, depois de consumada, aparecerem a dizer que até eram contra?!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Júdice honesto ou aldrabão?

"Um dos restaurantes mais finos de Lisboa, o Eleven,de que José Miguel Júdice é um dos sócios, paga mensalmente 500 euros de renda à Câmara Municipal de Lisboa (CML). José Miguel Júdice, que foi o mandatário de António Costa na campanha para a Câmara de Lisboa, é um dos onze sócios do luxuoso restaurante que fica no cimo do Parque Eduardo VII, explicou os contornos do acordo. E negou que seja um mau negócio para a autarquia. “E o dinheiro que investimos? Nós gastámos mais ou menos dois milhões de euros na construção do restaurante. Se dividirmos esse valor pelos 20 anos da concessão, estamos a pagar cerca de 10 mil euros por mês”, defendeu Júdice. “A CML,em vez de fazer o investimento e depois pedir uma renda de 10 mil euros por mês, preferiu fazer assim – e no final da concessão fica com o espaço”, defendeu o ex-bastonário dos Advogados."

Entretanto, o vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes (BE) vai lançar pelo menos oito hastas públicas para desocupar comerciantes, de bares e restaurantes em espaços verdes da cidade, que não pagavam renda à autarquia, escreve a Lusa. Ou seja, o Bloquista vai atacar os menos ricos e remendados, enquanto os 'júdices' vão continuar com benesses atribuídas aos seus negócios de luxo, lê-se no Portugal Diário. E assim vão as políticas sociais de bloquistas e socialistas. Comem todos do mesmo tacho!