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sábado, 13 de abril de 2013

Visitas gratuitas ao interior da Fonte Luminosa da Alameda

A partir deste sábado (13 de Abril) a Fonte Luminosa na Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa, terá as suas portas abertas ao público para mostrar nas galerias interiores o equipamento de bombagem e algumas peças originais, entretanto desactivadas.

As visitas são gratuitas e realizam-se todos os sábados, das 15:00 às 17:00 horas, com entrada pelo torreão sul. No exterior, podem ser contemplados, diariamente, os jogos de água (das 12:00 às 15:00 e das 18:00 às 23:00) e os jogos de luz (15 minutos após o crepúsculo solar).

A Câmara Municipal de Lisboa concluiu, em 2012, uma vasta intervenção de reabilitação do conjunto da Fonte Monumental da Alameda Afonso Henriques, tanto no interior como no exterior, com o objectivo de retomar os «jogos de água» e facultar a sua abertura ao público que, agora, se concretiza.(DD)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fundeadouro romano encontrado em escavações em Lisboa

Escavações arqueológicas na praça D. Luís, em Lisboa, revelaram um fundeadouro romano, com mais de 2000 anos, um achado raro e extraordinário, que reflecte, de forma muito rica, a história da cidade, salientou à Lusa o arqueólogo Alexandre Sarrazola.


O fundeadouro, como é designado no meio arqueológico, é um espaço à beira da costa, onde os navios ancoravam temporariamente para descargas, trânsito de passageiros e para concretizarem várias operações, como reparações. Este fundeadouro é datado pelo arqueólogo, entre o século I antes de Cristo e o século V.

"Esta zona, agora a 100 metros de distância da actual rua da Boavista, então zona de praia, constituía uma pequena baía onde os navios romanos fundeavam" e, no trânsito de cargas e passageiros, deixaram cair matérias ou até se libertaram delas.

Estes materiais que o lodo ajudou a preservar, permitem hoje determinar "uma dinâmica comercial, que dá já conta de Lisboa como uma placa giratória na economia do Império Romano, e já nos dá uma dimensão atlântica".

O arqueólogo lidera uma equipa que há dois anos escava esta área, na zona do Cais do Sodré, e que será um futuro parque de estacionamento.

Esta campanha de escavações trouxe à luz do dia outras realidades posteriores ao Império Romano, como navios do século XVII e uma grade de maré.

O fundeadouro é "um achado inusitado pela sua raridade", disse Sarrazola, que sublinhou a sua importância "do ponto de vista científico" pelos "contributos para a nossa história".

O arqueólogo referiu-se ao achado como "inestimável e de uma raridade notável".

Dados os materiais encontrados, de diferentes origens, e o contexto arqueológico encontrado, levam Sarrazola a argumentar que "a diversidade cultural, que nos enriquece e caracteriza, esse mosaico de influências, pode ser ancorado em tempos mais antigos, certamente da ocupação romana".

Entre os artefactos romanos há ânforas de várias produções, desde o interior da Hispânia ao Sul da Gália, Norte de África e até da Península Itálica, além das ânforas de fabrico na Lusitânia.

Estas ânforas eram os "contentores da época, nomeadamente, neste caso, para preparados de peixe, nomeadamente sardinha", de que se conhecem fábricas de salga na actual baixa e zona de Belém, explicou o arqueólogo Jorge Parreira, que integra a equipa de escavações.

"As ânforas tinham, em média, a capacidade 45 litros, eram produzidas na Lusitânia, nomeadamente na margem sul do rio Tejo", mas foi também encontrada uma ânfora de finais do século I antes de Cristo, "que transportaria, provavelmente, vinho de Itália", referiu Jorge Parreira, arqueólogo da equipa.

Foram também encontrados artefactos de cerâmicas sigilatas, nomeadamente da baixela de consumo dos próprios navios, ou para consumo das elites locais que "não seriam tão abastadas quanto isso", disse Sarrazola

No espaço escavado, foi encontrada "uma sucessão de estruturas arquitectónicas e portuárias que reflectem, de uma forma muito rica, a História de Lisboa".

O arqueólogo referenciou as diferentes estruturas encontradas, do século XIX para períodos mais recuados: "O famoso aterro da Boavista de 1855-1863, os alicerces da fundição do Arsenal Real, a estrutura portuária da Casa da Moeda, esta do século XVIII, a estrutura portuária do Forte de S. Paulo, do século XVII, e coevos desta época, uma outra pequena estrutura portuária e uma grade de maré ou rampa de estaleiro".

Esta grade de maré serviu de protector destes vestígios romanos, quando do maremoto que se seguiu ao terramoto de 1755, disse o arqueólogo.

Dada a importância dos achados arqueológicos encontrados, Alexandre Sarrazola alertou para a necessidade de "uma articulação entre a política de património e a de ordenamento de território, nomeadamente quando são revistos os Planos Directores Municipais ou quando se fazem planos de pormenor". Nesses casos, adiantou, "é fundamental ter-se em conta, particularmente na zona ribeirinha de Lisboa, a probabilidade da reincidência de achados desta natureza".

Para Sarrazola, "este tipo de intervenções" arqueológicas e os estudos que delas resultam só fazem sentido "se forem amplamente divulgados e se servirem para contar uma história para todos, de um passado que é de todos, e se sedimentarem aquilo que é uma memória colectiva".

"Só faz sentido fazer arqueologia quando essa arqueologia entronca na memória colectiva", rematou.(DN)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Exposição de fotografia mostra Lisboa em 1940

A exposição "Fotógrafos do Mundo Português 1940" tem inauguração marcada para amanhã, sábado, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e reúne 119 imagens em grande formato da autoria de nove fotógrafos.

"A exposição no Padrão dos Descobrimentos elege a fotografia", afirma fonte deste espaço, que inaugura, desta forma, um "novo ciclo da programação dedicado à divulgação do evento que marcou decisivamente a arte em Portugal".

Em 1940, doze arquitetos, dezanove escultores e quarenta e três pintores, com a orientação do arquiteto Cottinelli Telmo (1897-1948) criaram peças inovadoras para a Exposição do Mundo Português, em Lisboa.

As fotografias selecionadas permitem ao público revisitar a quase totalidade do espaço construído, dando a conhecer as secções e temas que determinaram o conjunto. A seleção das imagens baseou-se nos espólios existentes no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Um dos atrativos da exposição é um núcleo inédito de imagens da coleção de Casimiro Vinagre (1902-1988), cujas fotografias nunca foram mostradas até hoje.

Segundo fonte do Padrão dos Descobrimentos, este espólio é "um conjunto notável, que, graças à aquisição recente da Fundação Calouste Gulbenkian, é agora dado a conhecer."

A exposição inclui mais de uma centena de imagens, impressas em grandes formatos, da autoria de Mário e Horácio Novais, Eduardo Portugal, Paulo Guedes, Kurt Pinto, António Passaporte, Ferreira da Cunha, Abreu Nunes e Casimiro Vinagre, como principal testemunho do evento, "desde os momentos iniciais da sua construção, ao esplendor da obra acabada", acrescentou a mesma fonte.

Aberta ao público de terça-feira a domingo, a exposição pode ser visitada das 10:00 às 18:00, pelo preço de três euros, até 26 de maio.(DN)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Coliseu de Lisboa pode encerrar portas "durante grande parte" de 2012 devido ao aumento do IVA

O coliseu de Lisboa, a mais emblemática das salas de espetáculos da capital, poderá encerrar portas "durante grande parte de 2012", caso o governo aprove a proposta de aumento do IVA para 23 por cento para os espetáculos.

A hipótese foi avançada hoje pela presidente do conselho de administração do coliseu de Lisboa, Maria Ricardo Covões, num encontro com agentes do sector, que está a decorrer neste espaço para debater aquela proposta do governo.

A responsável admitiu que o coliseu de Lisboa mantém-se aberto "com grande sacrifício patrimonial" e lamentou o que possa acontecer futuramente à sala fundada em 1890.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

sábado, 30 de julho de 2011

Festival dos Oceanos 2011 – Lisboa

De 30 de Julho a 13 de Agosto, o Festival dos Oceanos está de regresso a Lisboa, para refrescar o Verão da capital com concertos, exposições, iniciativas culturais e espectáculos de rua, todos com entrada gratuita. A isto somam-se visitas a museus já a lua vai alta. A iniciativa do Turismo de Lisboa é p’ro menino e p’ra menina, para o neto e para o avô.

Fado nos Oceanos

No ano em que o fado aguarda a decisão da UNESCO para integrar as suas listas de Património Imaterial da Humanidade, o cartaz dos eventos não esqueceu esta melodia tão portuguesa e chama alguns dos mais célebres fadistas portugueses a dar a voz pela iniciativa.

Os músicos serão acompanhados em palco por artistas internacionais que vêm de propósito para as comemorações. A 1 de Agosto, é a vez de António Zambujo e da brasileira Roberta Sá. Dois dias depois, Ana Sofia Varela sobe ao palco com a angolana Yami e a cabo verdiana Ritinha Lobo. Na segunda-feira seguinte Ana Moura traz Ray Lema, da distante República Democrática do Congo para uma noite que promete ser memorável. A 10 de Agosto, Maria Ana Bobone fecha o ciclo na companhia da indiana Sónia Shirat.


Exposições e outras actividades

Paralelamente ao cartaz dos concertos, existem outras actividades dignas de nota. É o caso da exposição fotográfica da National Geographic patente nos Jardins do Império, em Belém, cujo tema versa sobre recursos hídricos, poluição, biodiversidade, escassez, desperdício e educação.

Aprender técnicas relacionadas com a navegação de um grande veleiro e ficar a conhecer alguns dos resultados de uma expedição científica, são as propostas do lugre Santa Maria Manuela, de 5 a 7 de Agosto. As acções terão lugar na Marina do Parque das Nações.

Se quiser apenas uma visita guiada ao convés do antigo bacalhoeiro (50 pessoas à vez) também o pode fazer. A entrada é livre mas a participação nas palestras está sujeita a inscrição. Saiba como no site oficial da iniciativa.www.festivaldosoceanos.com.


Praça do Comércio testemunha enchentes

O espectáculo Waterwall inspirou-se na luta do Homem contra a Natureza e apresenta, dias 5 e 6 de Agosto, a partir das 22 horas, 16 bailarinos e acrobatas que escalam uma parede de água em fúria na Praça do Comércio. São 16 mil litros de água rodeados por uma moldura com quatro metros de altura e 10 de largura. O espectáculo é gratuito. Está convencido? Sabe o que diz o ditado, água mole em pedra dura…(Lifecooler)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Feira do Livro de Lisboa abre amanhã

Já na 81.ª edição, a feira decorrerá no Parque Eduardo VII entre amanhã, dia 28 de Abril, até 15 de Maio, contando com 140 participantes que representam 450 editoras e chancelas, distribuídos por 240 pavilhões, acrescentando-se aos pavilhões indiferenciados do Grupo LeYa, os do Grupo Babel.

A feira mantém o figurino da edição anterior quer em termos de planta - quatro praças identificadas por cores, cada uma com um palco, um auditório, pavilhão de informação e o da câmara - bem como de animação e iniciativas.

O editor Francisco Espadinha, fundador da Editorial Presença há 50 anos, será homenageado no dia 11 de maio, haverá animação musical contando a APEL com a colaboração do Conservatório Nacional e da Orquestra Gerações, lançamentos de livros, conversas com autores e oficinas para os jovens.

Em cada um dos três domingos da feira haverá um debate sobre os melhores livros do ano divididos por Ficção, Não Ficção e Infanto-Juvenil.

O dia 5 de Maio será dedicado à Língua Portuguesa com um programa a anunciar da responsabilidade do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Previsto está também uma sessão com os escritores Lídia Jorge, Mário de Carvalho e Mia Couto, que falarão das suas carreiras. (DN)

sábado, 19 de março de 2011

«Terreiro do Fado» promove concertos até 10 de Abril

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai promover a partir de amanhã e até 10 de Abril o ciclo de concertos «Terreiro do Fado». A iniciativa conta amanhã com Filipa Cardoso e Liliana Silva.

As actuações vão decorrer aos sábados, sempre às 18:00 horas, e o acesso faz-se no acesso à antiga cantina do Ministério das Finanças.

A entrada é livre.

Programa Terreiro do Fado

19 de Março – Filipa Cardoso e Liliana Silva
20 de Março – Vanessa Alves e Vânia Duarte
26 de Março – Ana Sofia Varela e Vanessa Alves
27 de Março – Tânia Oleiro e Filipa Cardoso
02 de Abril – Vanessa Alves e Liliana Silva
03 de Abril – Filipa Cardoso e Vânia Duarte
09 de Abril - Filipa Cardoso e Ana Sofia Varela
10 de Abril – Vanessa Alves e Tânia Oleiro

sexta-feira, 4 de março de 2011

Feira do Livro abre em Lisboa a 28 de Abril

A Feira do Livro vai realizar-se entre 28 de Abril e 15 de Maio em Lisboa , segundo a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.

No site da APEL informa-se ainda que a 81.ª edição da Feira do Livro de Lisboa "decorrerá, tal como nos anos anteriores, no Parque Eduardo VII".

A associação refere que o processo de inscrições na Feira do Livro de Lisboa está concluído e que o evento vai contar "com aproximadamente 120 participantes" e "mais de 350 chancelas editoriais", dispostos por uma área "equivalente a cerca de 260 pavilhões do modelo normalizado".

A APEL indica ainda que a próxima edição da Feira do Livro enquadra-se "num processo de continuidade", dando, "uma vez mais, lugar de relevo ao livro, seus autores e outros intervenientes".

A associação que representa editores e livreiros diz ainda que "continua a ter como propósito fundamental organizar um evento que pressupõe a promoção e difusão do livro em língua portuguesa, fomentar os hábitos de leitura dos portugueses e melhorar o seu nível de literacia".

Já a Semana dos Livreiros ainda não tem data definida, mas, segundo adiantou à Lusa o secretário geral da APEL, Miguel Freitas da Costa, esta "espécie de prelúdio" da Feira do Livro inicia-se "normalmente" a 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, durando uma semana. (JN)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lisboa conta com três novos monumentos nacionais

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Fundação Gulbenkian, Jardim Botânico e campo de Aljubarrota são monumentos nacionais

Das quatro novas classificações como monumentos nacionais, aprovadas em Conselho de Ministros, três situam-se em Lisboa (Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian e o Jardim Botânico de Lisboa), o que, segundo a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, "vem reforçar a importância que o município de Lisboa atribui a esses locais". O Campo da Batalha de Ajubarrota e a área envolvente é o único classificado como monumento nacional que não se situa na capital.

Segundo um comunicado do Fórum Cidadania Lx, esta classificação vem evitar "sérias consequências" para o Jardim Botânico de Lisboa, "como resultado da aplicação do Plano de Pormenor do Parque Mayer". Este jardim começou a ser plantado em 1858, sendo resultado dos trabalhos dos jardineiros-paisagistas Edmond Goeze e Jules Daveau, mas também dos professores Conde de Ficalho e Andrade Corvo. Este decreto-lei que classificou estes espaços como monumentos nacionais refere ainda que o jardim constitui "uma das mais valiosas colecções botânicas em Portugal".

O Campo de Batalha de Aljubarrota e a área envolvente merece esta classificação dada a sua "importância histórica", mas também porque foi "pretexto para o desenvolvimento de uma táctica militar inédita, apurada na Guerra dos 100 anos e posta em prática por D. Nuno Álvares Pereira, de que é testemunho o complexo sistema defensivo, constituído por cerca de 800 covas de lobo e dezenas de fossos, posto a descoberto nas campanhas arqueológicas que decorrem desde 1958". Alexandre Patrício Gouveia, presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, referiu à Lusa que a fundação mantém dois objectivos para o espaço: "p enriquecimento dos conteúdos expositivos" e a "recuperação paisagística".

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Rua Camilo Castelo Branco, Lisboa) é uma obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, e é, segundo este decreto-lei, um edifício que "inova decisivamente no plano da concepção do espaço litúrgico, e que se enquadra numa estética neo-brutalista", sendo assim uma "referência no âmbito da arquitectura portuguesa do século XX".

Já o conjunto do edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian é também dedinido como uma referência "na arquitectura nacional e internacional".

Com esta classificação, estes espaços devem ser a partir de agora "objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural". (DN)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Galerias romanas da Rua da Prata

Galerias romanas da Rua da Prata- Aberto ao público a partir de 24 de Setembro
e até dia 26 as Galerias Romanas da Rua da Prata, entre as 10:00 e as 18:00 horas
, sob orientação dos técnicos do Museu da Cidade. Visitável apenas uma vez por ano, o museu acolhe grupos com acompanhamento de orientadores.

Não se efectuam marcações e perante cenário de grande adesão a fila poderá ser encerrada antes das 18:00 horas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Núcleo Museológico no São Jorge oferece passeio ao passado lisboeta

No interior da muralha do Castelo de São Jorge, em Lisboa, está agora a descoberto e pronto a receber os visitantes o Núcleo Museológico. A proposta é uma passeio pelo passado histórico da cidade de Lisboa, desde a Idade do Ferro até ao século XVIII, por altura do terramoto de 1755. Pelo meio pode imaginar-se como seria a vida da família islâmica que habitou uma das casas, que é possível visitar.(Tsf)

domingo, 14 de março de 2010

Museu da Cidade permitirá conhecer Lisboa pré-terramoto

O Museu da Cidade vai mostrar «em breve» como era Lisboa antes de 1755, através de uma aplicação informática 3D, que permitirá passear virtualmente por ruas e entrar em alguns monumentos que o terramoto destruiu.

«Vamos mostrar às pessoas como é que essa cidade foi nas vésperas do terramoto e como é a cidade que desapareceu», disse à Lusa Cristina Leite, responsável pelo Museu.

De acordo com a responsável, o projecto multimédia, iniciado em 2005, estará disponível «em breve, durante este ano».

«Tem uma aplicação interativa e permitirá às pessoas visitar e ver em pormenor alguns monumentos e algumas praças principais da cidade», afirmou.

O projecto baseia-se numa reconstituição virtual rigorosa da maqueta física exposta no museu, feita nos anos 50, por Ticiano Violante para a exposição Reconstrução da Cidade depois do Terramoto de 1775.

«A esta maqueta juntámos dados de investigação desenvolvidos desde então», sublinhou.

A representação de Lisboa reconstitui 23 pontos, muitos deles desaparecidos ou alterados na sequência do Terramoto de 1755: Terreiro do Paço, Paço da Ribeira, Alfândega, Terreiro do Trigo, Palácio Corte Real, Rossio, Palácio dos Estáus, Hospital Real de Todos os Santos, Igreja de S.Roque, Casa dos Bicos, Chafariz del Rei, Chafariz de Dentro, Sé, Igreja de Sta Engrácia, Palácio das Necessidades e Rua Nova dos Ferros.

Também é possível visitar os conventos de S.Domingos, de S.Francisco da Cidade, de Santo Antão o Novo, do Carmo, de S.Bento da Saúde, da Graça e de S.Vicente.

Além da reconstituição 3D da totalidade da maqueta, com criação de panorâmicas, e da criação de circuitos pré-definidos por estes pontos em destaque, a animação apresentará ainda em 3D cenas históricas ou momentos do quotidiano do século XVIII.

O Museu vai ainda publicar monografias relativas a cada um dos pontos destacados neste projeto, com uma resenha histórico-artística e fases do processo de reconstituição. Lusa / SOL

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Antigos cinemas de Lisboa encontram-se ao abandono

Ir ao cinema em Lisboa é, em 2009, uma experiência radicalmente diferente do que em décadas anteriores. São muitos os antigos cinemas da capital que entretanto foram desactivados, encontrando-se muitos espaços, inclusive, ao abandono.

Os antigos cinemas de Lisboa vivem actualmente três cenários distintos: uma ínfima parte continua em actividade, uns fecharam e viram o seu espaço reutilizado, e diversos outros encontram-se actualmente ao abandono, com situações urbanísticas indefinidas ou pendentes.

Londres, São Jorge, King e Monumental, com maiores ou menores alterações, são dos poucos espaços resistentes de outros tempos, sobrevivendo num tempo dominado pelos cinemas em grandes superfícies comerciais.

Para o crítico e divulgador de cinema João Lopes, o cinema enquanto «fenómeno de consumo mudou radicalmente» nos últimos anos, predominando actualmente um «público acidental», que consome a sétima arte «como uma variante do consumo dos grandes centros comerciais».

«As salas isoladas passaram a ser pouquíssimas porque cinema passou a ser concebido como uma variante do género de oferta comercial dos grandes espaços», frisou o crítico, distinguido este ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pela sua actividade como divulgador de cinema.

João Lopes partilhou com a agência Lusa uma memória vivida num dos antigos cinemas de Lisboa, que actualmente já não existe, o Alvalade: «Recordo-me de ver lá o 'Suspeita', de Hitchcock, filme do começo da década de 1940 que vi algures durante o Verão de 1972 no Alvalade. Era um cinema arquitectonicamente muito especial.

Tinha durante o Verão uma política de reposições e esta é uma memória que evoca o consumo de cinema com valores completamente diferentes dos de agora», frisa.

O antigo Condes, que fechou em 1996, foi transformado em 2003 no Hard Rock Café, que alterou radicalmente o espaço da Avenida da Liberdade.

O Cinema Império, por seu turno, foi adquirido no começo dos anos 1990 pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que fez do edifício na Avenida Almirante Reis a sua sede em Lisboa.

Já o Olympia, inaugurado em 1911, foi um espaço que viveu diferentes etapas: foi um local cultural por excelência, até que no pós-25 de Abril começou a projectar filmes pornográficos. Foi abandonado em 2001 e, em 2008, o encenador Filipe La Féria adquiriu o espaço, que será reconvertido num espaço teatral com sala de espectáculos e uma escola de artes cénicas.

No bairro de Campo de Ourique existem dois antigos cinemas que marcaram a vida cultural de Lisboa: o Cinema Europa e o Cinema Paris.

No caso do Europa, têm sido diversos os intervenientes culturais da capital a defender a reactivação do espaço como palco para um conjunto de indústrias criativas.

O caso do Quarteto, o primeiro multiplex de Portugal, é diferente: o espaço foi encerrado no final de 2007 por falta de condições de segurança, sobretudo de prevenção de incêndios. Na ocasião, o fundador do Quarteto, Pedro Bandeira Freire, tentou superar as adversidades técnicas, mas em Março de 2008 o responsável do espaço - que viria a falecer um mês depois - fechou a cadeado as portas do Quarteto.

Éden, Apolo 70, Roma, Star, Odeon, Castil, Cine-Estúdio 222, Jardim-Cinema, foram outros cinemas, entretanto desactivados, que marcaram a vida cultural de Lisboa no século XX.

Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Festival de Órgão de Lisboa nos Jerónimos

A edição deste ano do Festival Internacional de Órgão de Lisboa, o segundo maior da Europa, começa na próxima sexta-feira, e, pela primeira vez, integra o Mosteiro dos Jerónimos e alarga-se a Torres Vedras. O festival tem direcção artística de João Vaz e António Duarte.

O concerto de encerramento terá lugar no Mosteiro dos Jerónimos, a 5 de Outubro, com José Luis González Uriol, em que serão apresentadas obras de Haendel e Haydn pela Orquestra Nacional do Tejo, com direcção de Alberto Roque, contando ainda com a participação do Coro de Câmara de Lisboa.

Além do Mosteiro de Belém, estão previstos concertos na Basílica da Estrela, nas igrejas de S. Roque e S. Nicolau e na Sé Patriarcal, em Lisboa, além da Matriz de Oeiras, concelho que já o ano passado recebeu o Festival, e a da Misericórdia, em Torres Vedras. A cidade de Torres Vedras recebe pela primeira vez o Festival: na Igreja da Misericórdia tocamRoberto Fresco, Rui Paiva e Yoann Tardivel-Erchoff.(Lusa)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

5 razões para visitar o... Museu da Cidade

1. Conhecer a História de Lisboa
Como seria Lisboa há nove séculos? E há três? E…? A resposta a estas perguntas encontra-se na exposição permanente do museu. Organizada de forma cronológica, desde a pré-história até ao início do século XX, conta com 38 salas e muitas peças que retratam as épocas mais marcantes para o desenvolvimento da cidade de Lisboa. Destaque para a sepultura, urnas funerárias e lápides romanas, a tela gigante que ilustra a conquista da cidade aos mouros por D. Afonso Henriques em 1147, a maqueta do Palácio dos Estaús (onde é hoje o Teatro Nacional D. Maria II), assim como uma maqueta gigante da cidade anterior ao terramoto, em que a zona da Baixa tem uma planta perfeitamente caótica.

2. Um palácio do século XVIII
Sensivelmente a meio da exposição, recuamos no tempo e entramos em salas que recriam o ambiente de uma habitação nobre setecentista, com a reconstituição de uma cozinha, uma sala de música e um quarto, evocando a corte de D. João V.

3. O rei e a Madre
O Palácio Pimenta, onde está o museu, pertencia à família Galvão Mexia, estribeiros mores de D. João V. Mas há rumores segundo os quais a construção do palácio se deveu à iniciativa do rei para os seus encontros amorosos com a Madre do Convento de Odivelas. Uma versão muito mais picante.

4. O Jardim do Buxo e a mata
Para terminar a visita, a mata e o Jardim do Buxo são como a cereja no topo do bolo. Estes acolhedores jardins do século XVIII, onde apetece viver, mantêm quase na íntegra a arquitectura inicial. É aqui que estão localizados dois pavilhões com exposições temporárias, muitas vezes de arte contemporânea.

5. Um museu saltitante
Antes de assentar no campo Grande, o Museu da Cidade andou a saltar de sítio para sítio até se instalar, em 1979, no Palácio Pimenta. Aliás, em 1909 ainda nem existia museu, em termos físicos. Então porquê festejar os 100 anos de algo que nem existia? Cristina Leite, directora do museu, explica que “o que estamos a comemorar é a própria criação do museu pela vereação republicana ”, quando foi “apresentada a proposta em sessão de Câmara por um vereador republicano”. Logo nesse ano, o espólio começou a ser reunido. Até chegar ao Palácio Pimenta, o museu passou pelo Convento do Carmo, Palácio das Galveias e Palácio da Mitra. (Time Out)


Instalado no Palácio Pimenta (meados do século XVIII), reúne uma vasta colecção - arqueologia, pintura, desenho, gravura, lapidária - que ilustra a história e a evolução de Lisboa desde a pré - história até ao século XIX. Destacam-se, entre outras peças, a maqueta que representa a cidade antes do Terramoto de 1755, os vários planos da reconstrução da capital e a colecção de gravura e cartografia.

Horários:
Terça-Feira a Domingo: 10h-13h/14h-18h (Encerra aos feriados)

Bilhetes:
Público em geral: 2,76€
Entrada gratuita: Domingos e 18 de Maio. Até aos 18 anos e a partir dos 60 anos. Estudantes. Pessoas portadoras de deficiência. Funcionários da C.M.L.. Portadores dos cartões: APOM, ICOM, LisboaCard, Bom Dia Lisboa.
Cartão Jovem: 50% de desconto

Endereço:
Campo Grande, 2451700-091 Lisboa
Telefone: 217 513 200
Fax: 217 571 858
Internet: www.museudacidade.pt
E-Mail: museudacidade@cm-lisboa.pt

Acessos:
Autocarros: 1, 3, 7, 33, 36, 47, 50, 68, 85, 101, 108
Metro: Campo Grande

quinta-feira, 30 de abril de 2009

79ª Feira do Livro de Lisboa começa hoje

Novas data, horário e pavilhões são algumas das novidades da 79ª edição da Feira do Livro de Lisboa que começa esta quinta-feira, 30 de Abril e termina a 17 de Maio, no Parque Eduardo VII em Lisboa .

De segunda a quinta-feira a feira manter-se-á aberta entre as 12h30 e as 20h30, enquanto às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados encerrará às 23h00. Ás sextas-feiras os stands da feira podem ser visitados entre as 12h30 e as 23h00. Aos sábados, domingos e feriados a abertura é antecipada para as 11h00, enquanto aos domingos os visitantes terão apenas até às 22h00 para percorrer os vários stands do Parque.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vinte e cinco séculos de história em exposição no Castelo S. Jorge

O Castelo de São Jorge, em Lisboa, terá, a partir de sexta-feira, um núcleo museológico que dará a conhecer 25 séculos de história através de objectos descobertos em investigações arqueológicas naquele monumento.
"O acervo tem a ver com as escavações que desde 1997 temos vindo a fazer por toda a área do castelo, que inclui a zona monumental e a zona da freguesia onde se fizeram numerosas intervenções arqueológicas", disse à agência Lusa a arqueóloga Ana Gomes.
O Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, que abre ao público na sexta-feira, faz parte do projecto de "Musealização da Praça Nova" do castelo da capital, que só estará concluído no primeiro trimestre de 2009, com assinatura do arquitecto Carrilho da Graça.
O núcleo, que tem projecto arquitectónico de Victor Mestre, é o resultado de mais de dez anos de escavações arqueológicas, numa parceria entre a autarquia de Lisboa, a EGEAC (Empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa) e o IGESPAR.
A concretização do projecto custou cerca de dois milhões de euros, sessenta por cento dos quais financiados pelo Programa Operacional de Cultura, disse à Lusa a gestora do Castelo de São Jorge, Teresa Oliveira.

Em exposição permanente vai estar um espólio que "percorre praticamente o período da pré-História, que tem a ver com a Idade do Ferro, praticamente até ao século xx", subllinhou a arqueóloga, dando conta de que são perto de 25 séculos de história acessíveis ao público.
Entre os cerca de mil objectos arqueológicos contam-se azulejos, facas, alfinetes de peito e de cabelo, loiças, serviços de cozinha e até espólio associado ao Hospital dos Soldados.
Quem visitar o núcleo museológico do castelo, repartido por duas salas principais, "terá sobretudo uma ideia nova sobre o espaço da Alcáçova [zona de defesa dentro de um castelo]. É como se estivesse a fazer uma viagem que vai desde o período da Idade do Ferro, desde o povoado até à cidade do século XX", acrescentou Ana Gomes.
Teresa Oliveira referiu que um dos objectivos deste espaço museológico, que terá também um serviço educativo, é conquistar mais visitantes portugueses.
"Temos cerca de um milhão de visitantes no Castelo de São Jorge, dos quais 95 por cento são estrangeiros. Um dos objectivos é cativarmos aqui o público nacional e com a abertura destes dois núcleos isso vai ser possível", disse.(Fonte)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Exposição "A Baixa de Lisboa 1758 - 2008"

A exposição "Lisboa 1758, o Plano da Baixa hoje" está patente no Páteo da Galé, Terreiro do Paço, até dia 1 de Novembro. A mostra assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico elaborado na sequência do terramoto de 1755.

Três anos depois do terramoto que destruiu Lisboa em 1755, uma série de decretos reais, então elaborados, definiram o futuro desenho urbano e arquitectónico, as regras administrativas e a engenharia financeira subjacentes à renovação da baixa da cidade.

Este conjunto codificado de regras urbanísticas muito precisas constitui, provavelmente, o primeiro plano urbano moderno nacional, que apresenta como particularidade o facto de ter sido concretizado.

A mostra está organizada em três secções principais, a primeira referente aos contextos e antecedentes ao plano. A segunda secção é alusiva ao plano de 1758, em todas as suas perspectivas e características, com especial relevância para as questões metodológicas. Por último, a terceira fase é relativa à evolução da área-plano da baixa entre a segunda metade do século XVIII e a actualidade, incluindo a estratégia delineada pelo actual Executivo para a revitalização desta zona de Lisboa.(GuiaCidade)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Exposição "OS PIRATAS"

A história da pirataria está intimamente associada à da própria navegação. As suas origens remontam aos inícios da civilização e chega até aos nossos dias.
Trata-se de um fenómeno complexo, que tem implicações políticas, económicas, sociais e, inclusivamente, éticas.
A pirataria pode definir-se de forma muito simples: os actos que em terra de denominam de pilhagem ou roubo, recebem, no mar, o nome de pirataria. No entanto, se são cometidos por alguém que considera ter o direito de represália deve-se falar de corso. Esta actividade é uma forma de guerra, com autorização outorgada pelo poder através da patente de corso, que permitia perseguir navios inimigos e ficar riquezas que transportavam.
A pirataria e o corso foram actividades habituais em qualquer mar onde se verificasse um tráfico marítimo importante. No entanto, embora a actividade não tenha variado muito ao longo da história, verificaram-se muitas alterações nos métodos, nas armas, nas implicações socioeconómicas e, inclusivamente, na consideração moral do pirata.(Liga dos Combatentes)

domingo, 21 de setembro de 2008

Lisboa vista por baixo

A cidade de Lisboa tem, no seu subsolo, toda uma outra urbe por descobrir. Todavia, raramente está aberta à visita do público em geral. Porém, por ocasião das Jornadas Europeias do Património, as galerias romanas da Rua da Prata estarão abertas nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro.

Este monumento, raramente visitável devido às condições de acessibilidade, abre este ano apenas durante estes três dias, entre as 10 e as 18 horas. O público pode visitar gratuitamente e sob a orientação de técnicos do Museu da Cidade um monumento que faz parte do imaginário lisboeta. Paralelamente, dia 25, o Museu da Cidade apresenta uma sessão de trabalho com profissionais de várias áreas implicados no estudo das Galerias Romanas, para mostrarem os resultados dos estudos efectuados no local.(Fonte)