Mostrar mensagens com a etiqueta Habitação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Habitação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Baixa de Lisboa tem metade das casas devolutas

Cerca de 50% das casas da baixa lisboeta estão vazias, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O número de casas vazias destinadas para arrendamento aumentou 37.6% entre 2001 e 2011, passando de 80.094 para 110.207 imóveis, segundo os dados provisórios do Censos 2011.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 15% das residências vazias em Portugal destinam-se ao mercado de arrendamento e a maior parte das casas para arrendar estão localizadas no Algarve.

Os alojamentos colectivos correspondem a 0,2% do parque habitacional, nos quais se incluem, por exemplo, unidades hoteleiras, instituições de apoio social, de educação, de saúde, religiosas.

Os alojamentos familiares vagos destinavam-se sobretudo para venda. No que diz respeito à distribuição regional, o maior número percentual de casas para arrendar localiza-se no Algarve (24,3%) enquanto que na região de Lisboa a percentagem é de 17,4. A região com menos alojamentos para arrendar é o Alentejo, com apenas 10,8% dos imóveis vazios destinados a esse mercado.

Nas contas globais, as residências habituais correspondem a 68,2% do total, as secundárias a 19,3% e as vagas a 12,5%. (Expresso)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lisboa, uma cidade abandonada

A degradação dos edifícios e o elevado custo do metro quadrado expulsam os habitantes jovens e convertem a capital portuguesa numa cidade cada vez mais despovoada. Apenas os estudantes que, todos os anos, chegam à cidade ao abrigo do programa Erasmus parecem contribuir para um pouco de vida.

O coração de Lisboa está envelhecido. No centro histórico, em bairros tão conhecidos como o Chiado, a Baixa, Alfama, a Graça ou Alcântara abundam as casas desocupadas. É uma imagem que se repete até em zonas mais caras. Entre lojas de luxo, hotéis, bancos e empresas multinacionais espreitam edifícios em avançado estado de degradação. A Câmara Municipal diz que são cerca de 15 na Avenida da Liberdade, a principal artéria da cidade. Lisboa e Porto estão à cabeça da lista das cidades da UE que mais se despovoaram desde 1999 e com o maior índice (24%) de habitantes com mais de 65 anos. Fonte)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deslizamento no centro de Lisboa por pouco não faz vítimas

Um deslizamento de terras na Vila Martins – uma antiga vila operária – na Rua Damasceno Monteiro, entre os Anjos e a Graça, em Lisboa, derrubou meia dúzia de casas mas não fez nenhuma vítima mortal.

Há, no entanto, registo de três desalojados: um casal, que não se encontrava em casa no momento da derrocada, e uma senhora que conseguiu sair da habitação segundos antes.

No local realizaram-se buscas com equipas cinotécnicas para averiguar a eventualidade de haver pessoas soterradas, uma vez que os prédios, em mau estado, eram frequentemente usados por sem-abrigo e toxicodependentes.

Cerca de 16 moradores, de prédios contíguos ao que ruiu, foram impedidos de permanecer nas suas casas. Os bombeiros apenas autorizam que entrem em suas casas, acompanhados por um elemento da força, para recolher alguns objectos pessoais. O SOL falou com alguns dos moradores que disseram ir passar a noite em casa de familiares.

Helena Roseta, vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, esteve no local e afirmou que a autarquia vai iniciar amanhã de manhã a vistoria «para vermos que obras são precisas».

A vereadora salientou ainda que esta situação «vem mostrar a necessidade de um programa nacional de reabilitação urbana porque as câmaras não têm dinheiro para se substituírem aos senhorios».

As autoridades municipais vão fazer uma vistoria a toda a encosta para saber se vai ser necessário fazer obra de contenção na área.

O espaço está inacessível uma vez que as autoridades criaram uma barreira de segurança. A polícia vai permanecer no local durante toda a noite. (Sol)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Palacete desabou em Alfama

Foram 13 as pessoas que ontem ficaram sem tecto na sequência da derrocada parcial do Palácio Dona Rua, no bairro histórico de Alfama. A parede de uma casa habitada por dois homens desabou sobre outra habitação devoluta, colocando em risco mais três casas contíguas. A porta da ala que ruiu ficou interditada mas através de uma falha via-se a destruição "difícil de explicar". Não se registaram feridos, mas quatro famílias vão deixar temporariamente a Rua dos Remédios e serem realojadas na Rua da Saudade.

Ana Soares estava a dormir, quando cerca das 05.00 ouviu um estrondo. "Primeiro pensei que era um trovão. Mas não. Foi o telhado [da casa que desabou] que caiu no meu tecto. Peguei na minha filha e fui acordar os vizinhos", contou ao DN. A casa de Ana Soares não desabou mas é uma das quatro que corre esse risco, por serem contíguas à parte do palácio que ruiu.

Uma fita proibia o acesso à sala, impedindo-a de retirar de lá os seus bens . "É a minha vida". Mas o que mais preocupava Ana eram os pais, que vivem na casa ao lado. Embora a Protecção Civil tenha garantido que não correm risco, a ideia de ter de deixar a rua onde sempre morou ,e onde pode ajudar os pais, é difícil. "Vivo aqui há 38 anos e arranjei aqui a casita perto dos meus pais", disse. Durante a tarde de ontem, as famílias saíam com os seus pertences.

O acidente afectou também os vizinhos cujas habitações não foram consideradas em risco. O medo já sentido perante a "degradação" do espaço tornou-se maior. "Acha que temos condições para viver aqui?", questionava Cecília Jesus, enquanto subia as escadas de madeira de acesso a casa, alertando para a deterioração.

Também Ricardina Lobo, de 65 anos, estava assustada e chamou o Comandante dos Bombeiros e a Protecção Civil para verificarem a sua casa, onde afirma que "chove e há ratos". Depois de uma entrada estreita, um pequeno corredor faz chegar ao quarto. O tecto que fica próximo da cabeça apresentava algumas manchas, que indicavam infiltrações. A Protecção Civil disse que a casa seria avaliada, adiantando que "o prédio está todo em mau estado".

Alguns moradores indignaram-se, quando no local o senhorio da casa que colapsou afirmava desconhecer a situação. "Ele disse que não sabia que o edifício se encontrava neste estado e eu chamei-o mentiroso", contou ao DN Cecília Jesus. A construção apalaçada é privada e tem vários proprietários, que pensam vender o edifício, adiantaram os moradores.(DN)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Casas sem instalações sanitárias estão paredes-meias com hotéis de luxo

Paredes-meias com hotéis e habitações de luxo em Lisboa, existem casas em que os moradores partilham a sanita com o vizinho num vão de escada ou num pátio devido à falta de saneamento básico.

Só em Alcântara existem cerca de meio milhar de famí­lias que vivem nestas condições, mas estes casos espalham-se por outras freguesias da cidade, como Campolide, Ajuda e Beato.

A cerca de 500 metros de um dos melhores hotéis de luxo naquela freguesia lisboeta, existem dois prédios de trás andares em que os moradores vivem em condições miseráveis.

No patamar de cada andar existe uma retrete onde os moradores despejam os dejectos. O cheiro, que já não é sentido pelos inquilinos, é incómodo para quem entra nos edifícios, onde o perigo espreita em cada degrau das escadas, que estão quase em ruí­na, assim como as paredes, que já não têm estuque e de onde sobressaem os fios de electricidade.

No segundo andar de um prédio da Travessa do Giestal mora Irene Lemos, 85 anos. Ali criou quatro filhos, uma tarefa difícil para quem não tinha sanita, nem banheira.

«Dava-lhes banho em alguidares grandes. Era um trabalhão, mas andavam sempre asseados», contou à agência Lusa a idosa, muito franzina, mas com um olhar de quem não desiste de um sonho: «Ter uma casa de banho dentro de casa».

Com o passar do tempo, o facto de não ter instalações sanitárias tornou-se penoso: «Tem sido difícil viver assim, mas ultimamente tem-se agravado devido à idade», confessou Irene Lemos, enquanto mostrava a casa.

Debaixo do lava-loiça tem um balde que despeja no final do dia. Na sala tem uma máquina de lavar, cuja mangueira obrigou a fazer um buraco na porta para poder despejar a àgua na sanita do prédio.

Nas traseiras do mesmo hotel, vive Júlia, mãe de duas crianças, uma delas ainda de colo.
O pátio onde vive tem dois sanitários comuns para os moradores, mas as condições não são as melhores.

«Os meus filhos fazem as necessidade num bacio em casa, mas eu e o meu marido vamos à casa de banho na rua seja de noite ou de dia», disse Júlia à Lusa, contando ainda que toma banho em casa da mãe ou da sogra porque a casa de banho do pátio «não tem muitas condições».
«É muito triste viver assim», disse em tom de desabafo, apelando às autoridades para olharem para estas situações: «Em vez de andarem a fechar casas com casas de banho davam-nas a quem precisasse delas».

Num prédio de gaveto na Rua da Cascalheira, em Alcântara, Lucinete Galego, 87 anos, luta diariamente para fazer a higiene diária com o medo que o tecto lhe caia em cima.

Para remediar a falta de casa-de-banho, o marido da idosa, que entretanto já faleceu, instalou na cozinha, muito exí­gua, uma sanita, um lavatório e um chuveiro, que agora não pode utilizar porque o tecto está em risco de ruir.

«Agora tenho de encher um balde e lavo-me como os gatos», contou com graça, revelando que gostava de ter «tudo arranjadinho para fazer a sua vida normal», apesar de já não poder sair à rua devido à idade, mas também ao elevado estado de degradação em que as escadas de madeira do prédio se encontram.

Durante uma visita à freguesia de Alcântara, o presidente da Junta de Freguesia, José das Neves Godinho, disse à agência Lusa que as estimativas apontam que há cerca de 500 famílias a viver nestas condições.

Muitas famílias têm condições sanitárias porque foi a Junta de Freguesia que as instalou, inicialmente fazendo balneários em zonas descentralizadas da freguesia e depois instalando casas de banho nas próprias casas, referiu o autarca.

«Como se vê, há zonas ricas junto de zonas paupérrimas. Pátios miseráveis ao lado de coisas muito ricas e isso entristece-me bastante», sublinhou, considerando «inadmissível» a existência destas situações na capital do país.

Segundo o autarca, esta situação afecta principalmente idosos, mas também jovens que têm de voltar para casa das famí­lias por não terem condições para alugar ou comprar um casa na cidade.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2005, indicam que quatro por cento da população de Lisboa - que segundo o Censos 2001 é de 555.797 habitantes - não tem acesso a sistema de esgotos.

De acordo com o Censos 2001, existiam 12.767 pessoas que não tinham sanita no alojamento e 62.828 tinham-na fora de casa.
SAPO/LUSA

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lisboagate: Câmara de Lisboa dá 3200 casas por cunha

A Câmara de Lisboa atribuiu 3.200 casas por cunha, segundo a edição deste sábado do Expresso. Em causa estão moradias, palácios, lojas ou apartamentos dados à Câmara Municipal de Lisboa como contrapartida de benefícios atribuídos a cooperativas de habitação. Segundo o semanário, o esquema existe há mais de 30 anos e contemplou amigos, artistas, jornalistas, familiares, entre outros. O Expresso revela ainda que “tem sido o vereador da Habitação, ou os seus serviços — quando não o próprio presidente da Câmara —, a conceder aquelas habitações de forma directa”. A média das rendas cobradas é de 35,48 euros, mas desconhece-se a percentagem das que são pagas. Estas casas fazem, segundo o Expresso, parte do chamado Património Disperso e, segundo um estudo da Universidade Lusófona, “a CML não sabia, nem sabe, do que é dona”. (Fonte)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Stª Helena Lopes da Costa

A antiga vereadora da Habitação na Câmara de Lisboa Helena Lopes da Costa , na altura vereadora de Santana Lopes resolveu no mais puro altruísmo atribuir casas novas da câmara a pessoas em dificuldades , como foi o caso do comandante da Polícia Municipal, à antiga directora de acção social da Câmara e ao seu motorista . O Ministério Público está a investigar a atribuição ilegal de fogos municipais em 2004, visto que as pessoas em causa não reuniam as condições necessárias para terem direito aos referidos fogos.
Uma das razões dadas pela ex-vereadora é que o chefe da policia como mora em Azeitão tem de ter casa em Lisboa , para estar mais perto em caso de emergência ,
O que dizer de todos os professores que estão deslocados , dos médicos , enfermeiros etc... já para não falar das famílias que realmente precisam de um tecto para viver.
Escandaloso no mínimo