Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de julho de 2010

António Costa isenta Rock in Rio de três milhões de euros em taxas

Próxima edição do festival não vai pagar imposto, tal como não pagaram as anteriores. António Costa diz que é um incentivo e queria estender isenção até 2014.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por maioria, a isenção de taxas municipais no valor de três milhões de euros à organização do Rock in Rio pela edição de 2012.

A organização do Rock in Rio foi isentada das taxas municipais em todas as suas edições em Lisboa, no Parque da Bela Vista (2004, 2006, 2008 e 2010).

A proposta levada à assembleia pelo presidente da Câmara, António Costa (PS), abrangia também a edição de 2014, mas o líder da bancada do PSD, António Proa, sugeriu que a aprovação fosse condicionada à rectificação da proposta.

O responsável admitiu que a isenção é um incentivo para que o evento se mantenha na cidade, que «em nada prejudica», mas lembrou que em 2014 o município viverá outro mandato e defendeu a inconveniência de estabelecer um compromisso que terá de ser cumprido por outro executivo e por outra assembleia.

«Perdoem-me a expressão, mas Lisboa não se pode pôr de joelhos perante estas organizações», acrescentou António Proa.

Apesar da concordância dos restantes partidos em votar apenas a isenção de 2012, apenas o PSD e o PS votaram favoravelmente a proposta.

O CDS absteve-se e o BE, PCP, PEV, PPM, PPM e quatro independentes eleitos na lista do PS votaram contra.

Na generalidade, as dificuldades financeiras do município, por oposição às contrapartidas recebidas pela cidade, foram destacadas pela oposição para justificar a sua posição.

O vereador do Espaço Público e dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, concordou com a aprovação de isenção de taxas de cada edição em separado, mas apelou para que «rapidamente se acerte 2014, porque é bom preparar com tempo» um evento de tamanha dimensão.

«É certamente bom para o Rock in Rio, mas também é bom para a cidade, porque estamos a garantir programação futura. É bom para a preparação do terreno», afirmou, lembrando que à margem do festival são realizadas iniciativas de carácter ambiental. (TVI)

Numa altura que a C.M.L continua a ter um défice gigantesco,e que se prepara para pedir mais um empréstimo, António Costa decide perdoar três milhões de euros. Isto è uma autêntica vergonha e mais uma vez vai ser os contribuintes a pagarem esta incompetência dos partidos do sistema.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Governador Civil de Lisboa preocupado com "mato alto" no Oeste

O Governador Civil de Lisboa mostrou-se hoje, quarta-feira, preocupado com o aumento de "mato alto", decorrente das intempéries que, no Inverno, abalaram a zona Oeste, e o "menor sentido de responsabilidade" dos cidadãos.

Em declarações à Lusa, no final da primeira de 16 reuniões descentralizadas para acompanhar a fase crítica de combate aos incêndios florestais no distrito, o Governador Civil de Lisboa, António Galamba, disse que "as preocupações decorrem de um Inverno de intempéries no Oeste".

"Por ter havido uma elevada precipitação, existe muito mato alto, muito combustível, como dizem os bombeiros, susceptível de ser queimado", disse António Galamba.

Alguns corpos de bombeiros e serviços municipais de protecção civil, "mostraram a preocupação perante um menor sentido de responsabilidade da sua intervenção e acção junto das áreas florestais", contou o Governador Civil.

"Fazemos um apelo a que os cidadãos tenham um sentido de responsabilidade acrescido, dado o calor, no sentido de não provocar incidentes que possam suscitar incêndios florestais", invocou António Galamba.

"Portugal sem fogos depende de todos nós. Se os cidadãos não realizarem queimadas, lançarem foguetes ou outras atitudes de risco, não colocarão em risco a floresta, nem bens ou pessoas", acrescentou.

O Governador Civil avançou que nesta fase crítica de combate aos incêndios florestais "os esforços vão ser redobrados", sendo que "ainda se estão a apurar algumas questões".

O Governo Civil vai destinar 510 mil euros a corporações de bombeiros do distrito de Lisboa para protecção individual e investir de 60 mil euros na recuperação da vídeo vigilância, destruída durante o Inverno.

Hoje, quarta-feira, o Governador Civil de Lisboa iniciou uma ronda de 16 reuniões descentralizadas, em Arruda dos Vinhos, que vão contar com a presença do Comandante Operacional Distrital, das corporações de bombeiros e representantes da protecção civil todos os municípios do distrito, para acompanhar a fase crítica de combate aos incêndios florestais.(JN)

sábado, 12 de junho de 2010

Santo António de Lisboa




Santo António de Lisboa


Festividades

Santo António é o padroeiro da cidade de Lisboa e o seu dia, 13 de Junho, é o feriado municipal desta cidade. As festas em honra de Santo António começam logo na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade (uma das principais artéria da cidade), no qual competem os diferentes bairros.
È tradição, os rapazes comprarem um mangerico (planta aromática) num pequeno vaso, para oferecer à namorada, o qual traz uma bandeirinha com uma quadra popular. A festa dura toda a noite e, um pouco por toda a Lisboa há arraiais.
Santo António é o santo casamenteiro, pelo que a Câmara Municipal de Lisboa organiza na Sé Patriarcal de Lisboa, o casamento de dezenas de jovens noivos, todos os anos no dia 13 de Junho.

Estes jovens de origem humilde, conhecidos por 'noivos de Santo António', recebem ofertas da CML e também de diversas empresas que apoiam esta iniciativa, como forma a auxiliar a nova família.

Igreja e museu de Santo António em Lisboa

Situados no local do seu nascimento, perto da Sé Patriarcal de Lisboa, são o centro da devoção ao Santo de Lisboa, em especial no dia que lhe é dedicado, 13 de Junho. O museu contém um importante conjunto de documentos, objectos litúrgicos, gravuras, pinturas, cerâmicas e objectos de devoção que evocam a vida e o culto ao santo.

No ano de 2010 comemora-se o 815º aniversário do seu nascimento, com celebrações por toda a cidade de Lisboa.
Programa :

sábado, 22 de maio de 2010

Lisboa: cheias, derrocadas e sismos são riscos prováveis

O geógrafo Luís Zêzere, da Universidade de Lisboa, identificou as cheias, as derrocadas e um eventual sismo como os riscos naturais mais prováveis em Lisboa e defendeu limites à construção nas zonas onde as inundações são mais prováveis, noticia a Lusa.

O investigador analisou a possibilidade de acontecerem na AML (Área Metropolitana de Lisboa) riscos naturais como inundação por tsunami, sismo, erosão do litoral, movimentos de massa em vertentes, cheias e inundações, incêndios florestais e riscos tecnológicos, definindo quais os territórios onde é mais provável que ocorram estes fenómenos.

Concluiu que os riscos mais problemáticos são as cheias, as derrocadas e a possibilidade de um sismo.
Para o geógrafo, a solução para evitar tragédias em caso de cheias ou derrocadas, é simples, basta proibir a construção em zonas onde existe uma probabilidade elevada de ocorrerem.
As baixas de Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira, Alhandra e Alverca, por exemplo, são «sítios muito expostos às cheias e inundações».


«A solução é claramente não edificar mais. As cheias ocorrem em zonas muito mais delimitadas e é fácil evitá-las, porque são até áreas com outros tipos de interesses, onde podemos ter parques urbanos, ou agricultura, ou outro tipo de utilização», disse à Lusa, criticando o facto de a expansão da construção nas zonas perigosas não ter abrandado na última década.

De acordo com o geógrafo, há ainda um perigo frequente na AML, que é a instabilidade das vertentes e os deslizamentos, que se sucederam neste Inverno.

«É o caso da encosta de Campolide ou do caso da derrocada que interrompeu a CREL durante três meses», exemplificou, salientando que este risco atinge sobretudo os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Mafra e, já fora da AML, Arruda dos Vinhos.
Para o investigador, já a solução para mitigar o risco sísmico não passa por deixar de construir. Zêzere considerou que Portugal tem uma boa lei a reger a construção anti-sísmica no país, que vem já desde os anos 80.

«Partindo do princípio de que esta lei está a ser cumprida, não é suposto que tenhamos muitos problemas para a construção posterior a 1983. No entanto, não é seguro que isto aconteça, porque, em abono da verdade, a fiscalização não é muito eficaz e só saberemos se as regras anti-sísmicas estarão a ser cumpridas quando houver um sismo grande», considerou.

Em caso de sismo, «muitos dos edifícios anteriores à lei vão seguramente cair», afirmou.

«Quando um sismo afectar Lisboa, a perda de vidas humanas vai depender de o sismo ocorrer de dia ou de noite, durante a semana ou ao final de semana, porque há muita gente a trabalhar em Lisboa, mas muito pouca gente dorme em Lisboa», declarou.

Actualmente já há soluções para reforçar os edifícios contra os sismos, «mas ainda é uma coisa cara, pelo que tem de ser feita com algum critério».

«A Assembleia da República, neste momento, está perfeitamente protegida e em caso de investida sísmica não deve cair. Mas como não há dinheiro para pagar o alargamento a todos os edifícios, seria bom protegermos os quartéis de bombeiros, os hospitais e os centros de saúde, por exemplo, porque é suposto contarmos com eles em caso de emergência», concluiu. (TVI)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deslizamento no centro de Lisboa por pouco não faz vítimas

Um deslizamento de terras na Vila Martins – uma antiga vila operária – na Rua Damasceno Monteiro, entre os Anjos e a Graça, em Lisboa, derrubou meia dúzia de casas mas não fez nenhuma vítima mortal.

Há, no entanto, registo de três desalojados: um casal, que não se encontrava em casa no momento da derrocada, e uma senhora que conseguiu sair da habitação segundos antes.

No local realizaram-se buscas com equipas cinotécnicas para averiguar a eventualidade de haver pessoas soterradas, uma vez que os prédios, em mau estado, eram frequentemente usados por sem-abrigo e toxicodependentes.

Cerca de 16 moradores, de prédios contíguos ao que ruiu, foram impedidos de permanecer nas suas casas. Os bombeiros apenas autorizam que entrem em suas casas, acompanhados por um elemento da força, para recolher alguns objectos pessoais. O SOL falou com alguns dos moradores que disseram ir passar a noite em casa de familiares.

Helena Roseta, vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, esteve no local e afirmou que a autarquia vai iniciar amanhã de manhã a vistoria «para vermos que obras são precisas».

A vereadora salientou ainda que esta situação «vem mostrar a necessidade de um programa nacional de reabilitação urbana porque as câmaras não têm dinheiro para se substituírem aos senhorios».

As autoridades municipais vão fazer uma vistoria a toda a encosta para saber se vai ser necessário fazer obra de contenção na área.

O espaço está inacessível uma vez que as autoridades criaram uma barreira de segurança. A polícia vai permanecer no local durante toda a noite. (Sol)

domingo, 18 de abril de 2010

Peixe em Lisboa: Um evento para toda a família!


A terceira edição do Peixe em Lisboa está quase a terminar, mas este último fim-de-semana do evento promete seduzir ainda muitos visitantes. Aproveite e leve os mais novos até ao Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações. Este pode ser uma excelente opção, em família, permitindo aos mais pequenos um primeiro contacto com a realidade gourmet. Por essa razão, a organização do Peixe em Lisboa preparou uma zona dedicada a crianças, entre os 6 e os 10 anos, onde os mais novos são sensibilizados para a necessidade de uma alimentação saudável.

No sábado, dia 17 de Abril, entre as 18h00 e as 19h00, no espaço Crianças na Cozinha, o chefe Miguel Teixeira ensina a preparar Filetes de Pescada com Ketchup e Filetes de Pescada em Mousse de Tomate. No domingo, último dia do Peixe em Lisboa, entre as 15h00 e as 16h00, o chefe volta com novas sugestões: Medalhão de Pescada Cozido com Legumes e Spaghetti de Medalhões de Pescada em Legumes Salteados.

Para além destas actividades no espaço Crianças na Cozinha pode ainda, durante o fim-de-semana, assistir, no Auditório, a apresentações os chefes de cozinha Hans Neuner (restaurante The Ocean, uma estrela Michelin, Algarve), Leonel Pereira (restaurante Panorama, Lisboa) e Vítor Sobral (Tasca da Esquina, Lisboa). Do programa constam ainda duas aulas culinárias com o chefe de cozinha Chakall.

No domingo, nono e último dia do evento, o Peixe em Lisboa arranca com “A Grande Caldeirada”, à hora de almoço, preparada por cada um dos 12 restaurantes em funcionamento contínuo. Um momento de festa e celebração da gastronomia.

Do programa constam ainda as apresentações dos chefes Tsuyoshi Murakami (restaurante Kinoshita, São Paulo) e Luis Lavrador (Selecção Nacional de Futebol), aulas culinárias e ainda propostas de vinhos para harmonizar com pratos de peixes.(Expresso)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Visitar Lisboa em "modo" virtual

O projecto é do Turismo de Lisboa, que quer colocar a capital portuguesa na boca e nos ecrãs do mundo. Para isso, criou os Miradouros Virtuais de Lisboa, que permitem fazer uma visita virtual pela cidade, sem sair da frente do computador. O trabalho foi apresentado hoje.

No cardápido de visitas virtuais estão dez miradouros da cidade, que ficam disponíveis a partir de um site onde o utilizador pode olhar para Lisboa como se se encontrasse fisicamente no ponto seleccionado.

Para além da janela onde é apresentada a panorâmica obtida no local, é disponibilizado um mapa que indica qual o ângulo do "olhar" do internauta e para que zona da cidade este está dirigido. A oferta inclui também um álbum de fotografias do local.

Outra das funcionalidades - acessível através do botão "Saber Mais" - permite seleccionar edifícios e elementos patrimoniais de interesse, dentro do campo visual, para os quais gera, em tempo real, modelos 3D interactivos. No entanto, ao que o TeK apurou, esta possibilidade não se encontra ainda disponível para todos os miradouros.

Monte Agudo, Penha de França, Jardim do Torel, Parque Eduardo VII, Elevador de Santa Justa, São Pedro de Alcântara, Graça, Nossa Senhora do Monte, Santa Luzia e Castelo de S. Jorge são os miradouros que ficam acessíveis, com ligação a partir do site do Turismo de Lisboa.

O sistema, desenvolvido em parceria com a Versus, permite ainda que o internauta solicite a impressão de um guia sobre os elementos que lhe interessaram, um mapa e um texto de apoio, com vista a facilitar (e estimular) uma visita ao local - desta feita, usando os meios tradicionais, ao invés do computador. (Tek)

domingo, 14 de março de 2010

Museu da Cidade permitirá conhecer Lisboa pré-terramoto

O Museu da Cidade vai mostrar «em breve» como era Lisboa antes de 1755, através de uma aplicação informática 3D, que permitirá passear virtualmente por ruas e entrar em alguns monumentos que o terramoto destruiu.

«Vamos mostrar às pessoas como é que essa cidade foi nas vésperas do terramoto e como é a cidade que desapareceu», disse à Lusa Cristina Leite, responsável pelo Museu.

De acordo com a responsável, o projecto multimédia, iniciado em 2005, estará disponível «em breve, durante este ano».

«Tem uma aplicação interativa e permitirá às pessoas visitar e ver em pormenor alguns monumentos e algumas praças principais da cidade», afirmou.

O projecto baseia-se numa reconstituição virtual rigorosa da maqueta física exposta no museu, feita nos anos 50, por Ticiano Violante para a exposição Reconstrução da Cidade depois do Terramoto de 1775.

«A esta maqueta juntámos dados de investigação desenvolvidos desde então», sublinhou.

A representação de Lisboa reconstitui 23 pontos, muitos deles desaparecidos ou alterados na sequência do Terramoto de 1755: Terreiro do Paço, Paço da Ribeira, Alfândega, Terreiro do Trigo, Palácio Corte Real, Rossio, Palácio dos Estáus, Hospital Real de Todos os Santos, Igreja de S.Roque, Casa dos Bicos, Chafariz del Rei, Chafariz de Dentro, Sé, Igreja de Sta Engrácia, Palácio das Necessidades e Rua Nova dos Ferros.

Também é possível visitar os conventos de S.Domingos, de S.Francisco da Cidade, de Santo Antão o Novo, do Carmo, de S.Bento da Saúde, da Graça e de S.Vicente.

Além da reconstituição 3D da totalidade da maqueta, com criação de panorâmicas, e da criação de circuitos pré-definidos por estes pontos em destaque, a animação apresentará ainda em 3D cenas históricas ou momentos do quotidiano do século XVIII.

O Museu vai ainda publicar monografias relativas a cada um dos pontos destacados neste projeto, com uma resenha histórico-artística e fases do processo de reconstituição. Lusa / SOL

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Palacete desabou em Alfama

Foram 13 as pessoas que ontem ficaram sem tecto na sequência da derrocada parcial do Palácio Dona Rua, no bairro histórico de Alfama. A parede de uma casa habitada por dois homens desabou sobre outra habitação devoluta, colocando em risco mais três casas contíguas. A porta da ala que ruiu ficou interditada mas através de uma falha via-se a destruição "difícil de explicar". Não se registaram feridos, mas quatro famílias vão deixar temporariamente a Rua dos Remédios e serem realojadas na Rua da Saudade.

Ana Soares estava a dormir, quando cerca das 05.00 ouviu um estrondo. "Primeiro pensei que era um trovão. Mas não. Foi o telhado [da casa que desabou] que caiu no meu tecto. Peguei na minha filha e fui acordar os vizinhos", contou ao DN. A casa de Ana Soares não desabou mas é uma das quatro que corre esse risco, por serem contíguas à parte do palácio que ruiu.

Uma fita proibia o acesso à sala, impedindo-a de retirar de lá os seus bens . "É a minha vida". Mas o que mais preocupava Ana eram os pais, que vivem na casa ao lado. Embora a Protecção Civil tenha garantido que não correm risco, a ideia de ter de deixar a rua onde sempre morou ,e onde pode ajudar os pais, é difícil. "Vivo aqui há 38 anos e arranjei aqui a casita perto dos meus pais", disse. Durante a tarde de ontem, as famílias saíam com os seus pertences.

O acidente afectou também os vizinhos cujas habitações não foram consideradas em risco. O medo já sentido perante a "degradação" do espaço tornou-se maior. "Acha que temos condições para viver aqui?", questionava Cecília Jesus, enquanto subia as escadas de madeira de acesso a casa, alertando para a deterioração.

Também Ricardina Lobo, de 65 anos, estava assustada e chamou o Comandante dos Bombeiros e a Protecção Civil para verificarem a sua casa, onde afirma que "chove e há ratos". Depois de uma entrada estreita, um pequeno corredor faz chegar ao quarto. O tecto que fica próximo da cabeça apresentava algumas manchas, que indicavam infiltrações. A Protecção Civil disse que a casa seria avaliada, adiantando que "o prédio está todo em mau estado".

Alguns moradores indignaram-se, quando no local o senhorio da casa que colapsou afirmava desconhecer a situação. "Ele disse que não sabia que o edifício se encontrava neste estado e eu chamei-o mentiroso", contou ao DN Cecília Jesus. A construção apalaçada é privada e tem vários proprietários, que pensam vender o edifício, adiantaram os moradores.(DN)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ministro das Obras Públicas, António Mendonça e os seus preciosos argumentos pró-TGV.

A entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária (TGV) vai colocar Portugal num "patamar superior" em termos de competitividade e atractividade, disse hoje o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, considerando que “Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid”.

"Temos de olhar para a alta velocidade não apenas como mais um passo no desenvolvimento do transporte ferroviário mas, de facto, como o início de uma alteração qualitativa: vamos passar para um patamar superior de condições de competitividade e de atractividade do país", afirmou António Mendonça durante a apresentação de um estudo sobre o impacto da alta velocidade no sector do turismo, que decorreu hoje na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

"Não estou preocupado em justificar mais um investimento, mais uma obra pública, mas em salientar o impacto positivo que isso vai ter em termos económicos", acrescentou o ministro.

(...)

"É evidente que é sempre fácil dizer que temos dificuldades, que temos constrangimentos. Isso é um facto. O discurso mais difícil é o que aponta para aquilo que é necessário fazer para ultrapassar as nossas dificuldades. E o que estamos a fazer com estes investimentos é criar as condições para ultrapassar os constrangimentos estruturais que determinam a existência de défice, a existência de dívida", disse.

(...)

"Quando estivermos ligados a Madrid, Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid", afirmou António Mendonça.

Ler notícia completa

domingo, 22 de novembro de 2009

Vigilantes da Carris agredidos nos bairros mais problemáticos de Lisboa

São cerca de 30 seguranças que a empresa tem em serviço, fazendo também a fiscalização dos títulos de transporte, actividade que gera dúvidas de legalidade. São agredidos com frequência, em especial nas zonas mais problemáticas.
Os cerca de 30 vigilantes privados que estão a desempenhar "ilegalmente" a actividade de fiscais na Carris, segundo denuncia a Associação Nacional de Agentes de Segurança Privada (ANASP), vêm sendo alvo de constantes agressões nos bairros mais problemáticos de Lisboa. O facto de não estarem habilitados a fazerem o serviço e não poderem usar arma explica o permanente risco a que os profissionais estão sujeitos, diz o presidente da ANASP, Ricardo Vieira.

Este responsável alerta que também a Fertagus, a concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, está a recorrer a mais de 20 agentes privados para fazerem a fiscalização. As empresas de transportes dizem que estão legais, mas o Governo também tem dúvidas.
"Estes agentes estão a autuar eventuais infractores sem estarem habilitados para isso", assegura Ricardo Vieira. Para o dirigente, a lei que regulamenta a profissão é clara, não prevendo que a fiscalização possa ser feita por agentes de segurança privada, tendo as próprias empresas de transportes a responsabilidade de dotar os seus quadros com os respectivos fiscais, devidamente ajuramentados pelos governos civis. Um passo que a lei não contempla para vigilantes privados, afirma Ricardo Vieira.

"Nunca ninguém agarrou nisto a sério, porque se está a mexer com muitos interesses", sustenta, aludindo aos cerca de 600 a 700 euros mensais que estes profissionais auferem. "Se fossem os fiscais do quadro ganhavam mais de mil euros", refere, acrescentando ainda que os cerca de 60 vigilantes distribuídos pela Carris e Fertagus estão a desempenhar funções que nada têm que ver com a sua actividade.

"A categoria deles é vigilante de segurança privada e deviam usar um uniforme com cartão identificativo. Mas limitam-se a apresentar um cartão de fiscal, o que também é contra a lei, porque são obrigados a usar um cartão de segurança privada. Às vezes abordam as pessoas e depois há problemas graves de violência", revela o presidente da ANASP, garantindo que nos últimos tempos se têm avolumado as queixas de agressões por parte dos associados de Lisboa.

"Como os fiscais da Carris estavam fartos de levar porrada, deixaram de ir a alguns bairros, como Chelas, onde tem havido vários episódios complicados, eles mandam estes vigilantes, que têm de se sujeitar a tudo para manterem o emprego", insiste, recordando como em Espanha o regime jurídico contempla o uso de arma desde que um vigilante esteja ajuramentado.

Tanto a Carris como a Fertagus garantem que os fiscais estão em conformidade com a lei, tendo sido ajuramentados pelos governos civis de Lisboa e Setúbal. Contactada pelo DN, a administração da Carris assegura não ter admitido quaisquer profissionais, "mas simplesmente celebrou um contrato de prestação de serviços de fiscalização e controlo de títulos de transporte para reforço daquela actividade que era, e continua sendo, executada por pessoal da Carris". Este contrato surgiu na sequência de um concurso público internacional em 2007, dirigido a empresas do ramo da segurança privada, tendo concorrido três firmas, saindo vencedora a Strong - Segurança, S.A.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, a questão foi ainda transversal à própria CP, que terá contratado vigilantes a empresas externas com o objectivo de fiscalizar clientes nos comboios à entrada das estações da Refer. De resto, os revisores tiveram agendada uma greve para o dia 5 de Novembro para protestarem contra o que dizem ser o "trabalho precário" na empresa, mas a questão foi resolvida com a administração da empresa.(DN)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lisboa promove Orçamento Participativo

Até ao próximo dia 29 de Novembro os habitantes de Lisboa vão poder debater o Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa através da Internet.

A segunda edição do Orçamento Participativo lisboeta está a decorrer num site criado especificamente para o efeito, onde quem pretender debater ou apresentar propostas sobre investimentos, manutenções, programas ou actividades desenvolvidas pela autarquia terá de estar registado.

Depois da análise das propostas enviadas pelos cidadãos, a CM de Lisboa irá votar um projecto de orçamento entre 14 e 20 de Dezembro.

Em nota oficial a autarquia refere que com esta iniciativa pretende «contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais, e possibilitando assim ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população de Lisboa».(Fonte)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

24 de Outubro - 862º Aniversário da Conquista de Lisboa



A 24 de Outubro, celebra-se a tomada de Lisboa, em 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lisboa eleita melhor destino turístico da Europa

Portugal arrecadou quatro prémios europeus no World Travel Awards, considerados uma espécie de Óscares do turismo a nível mundial. Entre eles está o título de melhor destino europeu, atribuído à capital portuguesa.

Na 16ª edição dos World Travel Awards, cuja cerimónia de atribuição aconteceu este fim-de-semana em Óbidos, Lisboa foi ainda galardoada com os prémios de melhor destino para city breaks e melhor destino de cruzeiros.
Além dos galardões atribuídos à cidade das sete colinas, Portugal recebeu ainda mais duas distinções, entregues a duas unidades hoteleiras: o Vila Joya, no Algarve, e o Marriott Praia d El Rey.

O primeiro recebeu o prémio de melhor resort boutique da Europa, e o segundo, que acolheu a cerimónia, o prémio de melhor resort europeu de golfe e lazer.
O turismo português venceu assim cinco das 25 categorias em que estava presente.

A cerimónia serviu ainda para distinguir a melhor companhia de aviação europeia, a Lufthansa, e a melhor companhia de low-cost, categoria em que foi escolhida a easyjet.

Os World Travel Awards existem desde 1993 e distinguem os melhores destinos e infra-estruturas na área do turismo a nível mundial. A votação é feita online.

Os vencedores dos prémios europeus vão agora integrar agora à grande final, onde serão avaliados a par com os vencedores de outras zonas, a 8 de Novembro, em Londres.(Iol)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obras de restauro da Sé de Lisboa embargadas

A intervenção de suposto restauro que estava a ser efectuada junto ao portão Norte da Sé de Lisboa foi embargada, disse à Lusa fonte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

«A intervenção foi feita à revelia do IGESPAR que, prontamente, através da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT), enviou uma brigada e embargou a obra», disse a mesma fonte.

A obra foi mandada executar por um eclesiástico do cabido da Sé, acrescentou.

O embargo foi decidido um dia depois do Ministério da Cultura ter anunciado que a empresa de construção civil Somague irá financair as obras de estauro da Se de Lisboa através do cheque-obra, um sistema em que as companhias que cumprem contratos com o Estado podem aplicar uma parte dos dinheiros públicos que recebem na recuperação de património arquitectónico histórico.

O alerta para as alegadas irregularidades na recuperação foi dado esta quarta-feira pelo Fórum Cidadania que, em nota enviada à imprensa, afirma «que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos».

«Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos monumentos nacionais a adulterá-los», lê-se na mesma nota.

A Agência Lusa tentou questionar a DRCLVT sobre os possíveis danos sofridos pela pedra antiga do portal por esta intervenção casuística, não tendo recebido qualquer resposta.

A 27 de Setembro o director do IGESPAR, Elísio Summavielle, afirmou que «o estado global da Sé de Lisboa é de alerta público», mas acrescentou já estar em curso um plano de recuperação.

«A situação da Sé de Lisboa, globalmente, é de alerta público. Não só o Órgão que é importante, mas talvez mais grave é situação do claustro há quase 20 anos, e o estado de abandono a que esteve votado aquele monumento nas últimas duas décadas», disse Summavielle.

O templo de traça românica sofreu várias derrocadas com os terramotos, o mais forte de 1755, e sucessivas reconstruções ao gosto das épocas.(IOL)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amália Rodrigues : Assinalam-se hoje 10 anos sobre a sua morte




" Fui convidada para ficar em Espanha, França, Hollywood...nunca aceitei, não seria capaz de abandonar o meu país."

Amália Rodrigues
23 de Julho de 1920 (Lisboa) - 6 de Outubro de 1999 (Lisboa)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

137º Aniversário da CARRIS

Sendo a CARRIS uma empresa de transporte público de passageiros centenária - fundada em 18 de Setembro de 1872 - encontra-se intimamente ligada ao desenvolvimento da cidade de Lisboa tendo, ao longo do tempo, procurado proporcionar à população fixa e flutuante da cidade, uma adequada satisfação das suas necessidades de mobilidade.

A 17 de Novembro de 1873 é inaugurada a primeira linha de "americanos" entre a Estação da linha Férrea Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o então extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos).

Em 31 de Agosto de 1901 tem início o serviço de Carros Eléctricos.

Os anos que se seguiram ficaram assinalados pela total electrificação da rede então existente, pelo aparecimento de novas carreiras e pelo crescimento da frota com carros inicialmente adquiridos nos Estados Unidos e, a partir de 1924, construídos nas oficinas da Empresa.

Em 1940, com o fim de reforçar o transporte de visitantes para a Exposição do Mundo Português, que se realizou em Belém, a CARRIS adquire os primeiros seis autocarros.

Em 9 de Abril de 1944 é oficialmente inaugurado o serviço de autocarros.

Nas últimas décadas, mercê das condições de circulação e das dificuldades da sua rentabilização económica e social, verificaram-se grandes transformações na frota de carros eléctricos nomeadamente a gradual diminuição do número de viaturas, bem como das carreiras que serviam.

Entretanto, foi-se reforçando, renovando e diversificando a frota de autocarros, adequando-a às exigências da procura e às particularidades dos percursos.

Após as décadas de 50 e 60, as opções tomadas conduziram a cortes significativos na rede de eléctricos, surgem nos anos seguintes novas perspectivas da sua reabilitação, que passam pela adopção de novas tecnologias (resultando em velocidades comerciais mais elevadas), pelo aumento da capacidade dos veículos e por melhores condições de circulaçäo (criação de "sítios próprios" e sinalização específica).(Carris)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Obras Públicas: Edifício da PJ vai custar o dobro...

«As novas instalações da Polícia Judiciária (PJ), na Rua Gomes Freire, em Lisboa, vão custar o dobro do que o Governo tinha inicialmente previsto, ou seja, cerca de 90 milhões de euros. A 24 de Julho de 2008, o Conselho de Ministros aprovava este projecto de "ampliação, remodelação e modernização" da sede da polícia de investigação criminal, anunciando o gasto de 50 milhões de euros. E dizendo que parte desses custos seriam suportados pela alienação de cinco fracções espalhadas pela capital onde estão actualmente algumas das unidades nacionais. Ontem, o Ministério da Justiça avançou que, afinal, o projecto tem agora uma estimativa de custos na ordem dos 90 milhões de euros.(...)» - DN

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Heroína - O regresso...

Heroína de regresso às ruas de Lisboa

A polícia tem encontrado mais droga na rua e um aumento de heroína. Os números ainda não constam dos relatórios oficiais

O aumento do tráfico de heroína nas ruas de Lisboa é a nova realidade com que se têm deparado os agentes da Polícia Judiciária (PJ) e da PSP. Segundo os operacionais, muitas das investigações de roubos e criminalidade violenta terminam em apreensões de droga, e particularmente de heroína - um estupefaciente de certa forma afastado do mercado no final dos anos 80 e que parece estar a ressurgir.

No entanto, a tendência dos últimos meses é ainda demasiado recente para ter repercussões visíveis quer nos relatórios do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) quer nos mapas de apreensões, ou ainda nos estudos europeus e internacionais. Todos os organismos oficiais coligem os dados com cerca de dois anos de atraso. Mas o i apurou que no terreno, em algumas operações recentes da PJ onde se investigavam roubos, surgiram apreensões de droga que motivaram a detenção dos suspeitos. Numa dessas operações, o suspeito de ter cometido assaltos com armas de fogo acabou por ser detido à conta da quantidade de heroína que tinha em seu poder.

Em alguns bairros problemáticos da Grande Lisboa, a circulação de heroína tem aumentado, por exemplo em pleno centro da cidade, na zona da Mouraria, onde tem havido um aumento do tráfico. São visíveis, conforme o i testemunhou, os movimentos dos pequenos traficantes, sobretudo nas ruas situadas por trás do Centro Comercial da Mouraria. Segundo elementos ligados à Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) - um departamento da PJ -, a heroína tem feito parte do "menu" de bairros como a Cova da Moura, na Amadora, ou do Intendente, em Lisboa.

Os traficantes de droga e de heroína estão, segundo fontes da PJ, mais activos que em anos anteriores, o que é interpretado como resposta às inúmeras acções das forças de segurança contra a criminalidade violenta. Um investigador explicou ao i que crimes como os roubos e o tráfico de droga andam frequentemente ligados, pelo que a redução de um pode implicar o aumento de outro. Por outro lado, uma fonte da PJ lembrou que há alguns anos a face visível dos malefícios do consumo da heroína estava personificada nos arrumadores de automóveis, o que afastava muitos jovens do consumo. A situação hoje é residual, pelo menos em comparação com os anos 80 e 90, e pode explicar o aumento desta droga nas ruas.

continuar a ler...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

EMEL acusada de roubar e vender lugares no Bairro Alto

Moradores queixam-se que o cartão "Viva Viagem Bairros Históricos" vai permitir aos visitantes entrarem e retirarem-lhes estacionamento.


Moradores e comerciantes do Bairro Alto, em Lisboa, estão revoltados com a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), que acusam de se "estar a preparar para roubar lugares de estacionamento dos residentes para os vender a visitantes e turistas". Contactado pelo DN para se pronunciar sobre esta questão, um responsável daquela empresa remeteu para outra oportunidade o fornecimento de informações.

Alguns residentes afirmaram ao DN terem recebido a informação em folhetos distribuídos pela EMEL. Mas outros queixaram-se de nada terem recebido.

É o caso de José do Carmo Francisco, morador na Travessa de S. Pedro, que disse ao DN ter sido "surpreendido, no sábado, com autocolantes nos sistemas de acesso ao bairro. Em letras grandes lê-se 'Prioridade às pessoas' e depois anuncia que passa a dar acesso e estacionamento a visitantes. Até agora, só os moradores podiam estacionar aqui".

"Se os 140 lugares que existem dentro do bairro já não chegam para os cerca de 400 identificadores de acesso que foram entregues pela EMEL, como é que se vai agora passar a permitir o estacionamento de carros de pessoas que não vivem aqui? Vamos ter ainda menos lugares", alerta o morador.

O mesmo problema é levantado por Carlos Fernandes, que diz ao DN ter recebido um folheto da EMEL explicando que "qualquer pessoa pode ir buscar um cartão e carregar dinheiro para poder entrar e estacionar dentro do bairro".

"Raramente se encontra aqui um lugar para estacionar. Está sempre tudo ocupado, tanto de dia como de noite", salienta o mesmo residente, considerando que "vai ser muito pior, porque essas pessoas vão retirar lugares aos moradores. Aquilo é muito caro. Só é bom é para facturar dinheiro" .

Um vizinho denuncia que "a EMEL vai roubar os lugares dos moradores para os vender aos visitantes e turistas".

De facto, estacionar dentro do bairro não vai ser nada barato. O preçário afixado no cilindro da EMEL na entrada de acesso à Rua das Gáveas indica ao visitante o local onde deve "aproximar o seu Viva Viagem Bairros Históricos".

Acrescenta que os visitantes detentores daquele cartão podem entrar e estacionar no bairro entre as 07.00 e as 20.00. Nos primeiros 30 minutos o estacionamento é gratuito, uma hora custa 15 euros, por duas horas paga-se 30 euros e "a partir da segunda hora custa 30 euros por cada hora".

Esta "novidade" também preocupa comerciantes, como Alexandre Ferreira, da mercearia Pérola das Gáveas. "Já há poucos lugares para podermos parar e descarregar mercadorias e o mesmo problema têm os fornecedores. Com os novos visitantes, ainda vai haver menos espaço", referiu ao DN.

"Todos os dias vejo os moradores a andar às voltas, para cima e para baixo, à procura de lugar para estacionar", relatou.

O DN contactou a EMEL para saber se já entrou em vigor este novo serviço ou quando isso vai suceder, onde se adquirem os cartões e como se efectuam os pagamentos, mas um responsável da empresa remeteu para outro dia qualquer o esclarecimento.