quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Enfrentar o Condicionamento "Democrático"

Na realidade, por cá a «Liberdade de Expresssão» não é para todos - é só para alguns! Há que o dizer e saber ver a realidade tal como ela é, sem vendas nem antolhos, como parecem pretender aqueles que têm monopolizado a Representação Nacional. Nem são precisas ‘manobras ocultas’ como as que agora se desvendaram. Desde logo a Constituição que aprovaram, e têm alterado sempre que lhes parece conveniente, ainda permanece vigente e dá conta disso, ao excluir ilegitimamente algumas ideologias alegadamente «fascistas» e «totalitárias», segundo uma visão tão sectária como obtusa, contrariando sem vergonha o tão proclamado «pluralismo político.». É um convite implícito à clandestinidade, realizado conscientemente por quem ainda só por acaso não se lembrou de «derrogar» a Lei da Gravidade ou proíbir também os terramotos... Entretanto, se lhes for necessário, com algum jeito e manipulações bem ajustadas - tais disposições legais podem servir de instrumento criminal para calar quem quer que seja que não se enquadre nos «limites» políticos assim autoritariamente prescritos... Essa é a questão!

Deve questionar-se a sanidade mental e a capacidade de entendimento de quem adicionou essas restrições barrocas ao ordenamento jurídico com implicação criminal, quando não passam de formas políticas que podem e devem ser questionadas, defendidas ou atacadas como todas outras. Tal seria suposto numa Democracia Política – em nome da qual parece sermos obrigados a tolerar todas as aberrações, transformadas arbitrariamente em «direitos» e proclamadas como «valores democráticos», contra todas a tradição social e por cima da «vontade popular», como acontece com a legislação sobre o «casamento» de homosexuais. Mas não. Nem falar da autoridade moral que esta (des)classe política possa invocar em proibir o que quer que seja, no domínio da participação política e da divulgação de ideias. Não há moralidade, nem comem todos – é o que a mediocridade legisladora deste «estado-macaco» revela...

Se houvesse decência e discernimento na Assembleia da República essas exclusões ou restrições absurdas à liberdade de expressão deveriam ser rapidamente removidas. Porém, não há meio de se vislumbrar um raio de normalidade e bom-senso nessas pequenas cabeças, seleccionadas pela sua devoção ao conformismo e à disciplina de voto imposta pelas oligarquias partidárias... Nunca foi a defesa pública aberta de ideias e alegadas alternativas por quem quer que seja que provocou crimes ou revoluções «ilegais», mas as condições políticas e sociais criadas pelas crises, as contradições autofágicas entre os clãs rivais no Poder e a situações agravadas que resultam das injustiças gritantes e do mau desempenho do Poder, isso sim. Assim, só podemos reconhecer e denunciar a situação tal como ela é - e muito claramente: não existe, de facto, liberdade de expressão em Portugal, pois continua condicionada! Mas as pseudo-raposas dominantes, «espertalhufos» do género dos que estão a ser apanhados em «negócios ocultos», esses legislam impunes e não têm a noção do ridículo. Mas têm medo, muito medo, essa é que é a verdade... (Terra Portuguesa)

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