quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Bombeiros Sapadores vaiam António Costa
De acordo com a Lusa, os sapadores bombeiros vaiaram o presidente da câmara, António Costa quando o autarca entrava no Fórum Lisboa, onde decorrem as sessões da assembleia.
«Contra a degradação do socorro à cidade» e «A ANBP/SNBP [Associação Nacional de Bombeiros Profissionais/Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais] não nos representa» eram as frases que os sapadores apresentavam em cartazes à entrada do edifício.
O presidente do Sindicato de Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Delfino Serras, disse à Agência Lusa que «esta concentração já tinha sido marcada quando se soube, pelas notícias, que a câmara tinha recuado no quinto turno».
Ainda assim, Delfino Serras opôs-se ao acordo estabelecido na segunda-feira entre a câmara e a associação e o sindicato nacionais de bombeiros profissionais, no qual a câmara se comprometeu a manter o horário de trabalho durante o próximo ano, enquanto reestrutura o regimento, passando efectivos que estão em serviços - como portarias e refeitórios - para o socorro.
«Continua a não haver condições para avançar com o quinto turno, mesmo depois do estudo do grupo de trabalho. Só com 260 novos efectivos é que é possível um novo turno», disse o sindicalista.
Delfino Serras negou que a câmara tenha recuado no quinto turno devido ao acordo entre a associação e o sindicato, «mas sim devido à greve» dos sapadores bombeiros, que terminou no domingo.
«Não podemos dizer que estamos de acordo com o protocolo, porque só o conhecemos através da comunicação social. E mesmo com a reestruturação, só com mais 260 efectivos é que é possível avançar com um quinto turno», disse o representante do STML.
Questionado sobre se a associação e o sindicato nacionais de bombeiros profissionais não representam o Regimento de Sapadores Bombeiros, Delfino Serras disse que «o STML é que o defende».
Confrontado com críticas da câmara sobre a «partida para a greve enquanto ainda decorriam negociações», o líder daquele sindicato mostrou-se «disponível» para trabalhar com o município e o grupo de trabalho durante este ano de reestruturação do regimento.
«Estamos disponíveis mas no pressuposto de que são colocados mais efectivos. Os 260 são números do regimento. Se forem menos efectivos necessários, que nos demonstrem isso», afirmou Delfino Serras.
Os bombeiros entraram depois na assembleia municipal, à qual assistiam ainda pelas 16:00. (TVI)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
António Costa isenta Rock in Rio de três milhões de euros em taxas
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por maioria, a isenção de taxas municipais no valor de três milhões de euros à organização do Rock in Rio pela edição de 2012.
A organização do Rock in Rio foi isentada das taxas municipais em todas as suas edições em Lisboa, no Parque da Bela Vista (2004, 2006, 2008 e 2010).
A proposta levada à assembleia pelo presidente da Câmara, António Costa (PS), abrangia também a edição de 2014, mas o líder da bancada do PSD, António Proa, sugeriu que a aprovação fosse condicionada à rectificação da proposta.
O responsável admitiu que a isenção é um incentivo para que o evento se mantenha na cidade, que «em nada prejudica», mas lembrou que em 2014 o município viverá outro mandato e defendeu a inconveniência de estabelecer um compromisso que terá de ser cumprido por outro executivo e por outra assembleia.
«Perdoem-me a expressão, mas Lisboa não se pode pôr de joelhos perante estas organizações», acrescentou António Proa.
Apesar da concordância dos restantes partidos em votar apenas a isenção de 2012, apenas o PSD e o PS votaram favoravelmente a proposta.
O CDS absteve-se e o BE, PCP, PEV, PPM, PPM e quatro independentes eleitos na lista do PS votaram contra.
Na generalidade, as dificuldades financeiras do município, por oposição às contrapartidas recebidas pela cidade, foram destacadas pela oposição para justificar a sua posição.
O vereador do Espaço Público e dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, concordou com a aprovação de isenção de taxas de cada edição em separado, mas apelou para que «rapidamente se acerte 2014, porque é bom preparar com tempo» um evento de tamanha dimensão.
«É certamente bom para o Rock in Rio, mas também é bom para a cidade, porque estamos a garantir programação futura. É bom para a preparação do terreno», afirmou, lembrando que à margem do festival são realizadas iniciativas de carácter ambiental. (TVI)
Numa altura que a C.M.L continua a ter um défice gigantesco,e que se prepara para pedir mais um empréstimo, António Costa decide perdoar três milhões de euros. Isto è uma autêntica vergonha e mais uma vez vai ser os contribuintes a pagarem esta incompetência dos partidos do sistema.
sábado, 3 de outubro de 2009
António Costa queria honras militares,mas teve que se contentar com os bombeiros
O Regimento de Sapadores Bombeiros foi a entidade escolhida pela Câmara de Lisboa para fazer as honras oficiais nas comemorações do 05 de Outubro e não a GNR que foi dispensada pela autarquia dessa função.
"Quem irá fazer as honras será o regimento de sapadores bombeiros, como parece adequado", disse à Lusa fonte do gabinete do presidente da Câmara de Lisboa.
Até quinta-feira estava prevista a participação da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) da GNR mas a Câmara decidiu optar pelos Sapadores Bombeiros.(Lusa)
Oh António Costa,alguém que lhe explique que os presidentes de câmara,não tem direito a ter a honras militares.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
António Costa e a pré campanha: Bairro Padre Cruz, o maior bairro social da Península Ibérica vai entrar em obras.
Plano de requalificação promete dar prioridade ao realojamento dos mais idosos.A requalificação de 31 fogos, numa fase inicial, faz a população do bairro Padre Cruz, em Lisboa, acreditar na reabilitação ontem, segunda-feira, anunciada por António Costa, em vista ao local. O projecto está orçado em dez milhões de euros.
Elisete Andrade, 63 anos, mora no bairro desde os 15. Como directora da Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz, vem dar "voz pelos mais idosos que já não têm força para se queixarem". As condições de acesso e de mobilidade dentro e fora das habitações são o que mais a preocupa. "Há pessoas que querem mudar de casa porque já não conseguem subir ao andar de cima", conta.
Ruas estreitas e sujas com dejectos de animais e pessoas, casas empedradas, onde já ninguém mora, frigoríficos, almofadas e pedras soltas no meio da rua, esgotos entupidos e passeios sem pedra de calçada. Este é o cartão de visita a um dos maiores bairros da Península Ibérica.
Face a este cenário, António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, garantiu que "nesta fase inicial", será dada "prioridade às pessoas mais idosas". "Queremos criar espaços dentro do bairro e realojar aí as pessoas", diz.
Foi, ainda, anunciada a construção de oito novos fogos, de uma residência assistida com capacidade para 60 idosos e de um jardim-de-infância. Paulo Neves, da EPUL, a empresa que encabeçará o projecto anunciou que o investimento inicial rondará os dez milhões de euros, e será financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional em 3,5 milhões.
Por entre os moradores, as críticas maiores vão para a Gebalis (Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa). "Pedimos tinta para pintar as escadas do prédio e não nos deram", contou Henrique Campos, 51 anos, concessionário de um café de 22 metros quadrados, dentro do mercado que funciona a meio-gás. "As coisas são caras e não há concorrência porque pagamos quase 300 euros de renda e às vezes nem 40 fazemos por dia".
"Quero acreditar no projecto. É isso que nos tem movimentado. Mas ainda há pessoas que não querem sair das suas casas", ressalva Elisete Andrade.
Por agora, as obras deverão ter início em Setembro, num projecto com duração prevista para três ou quatro anos. (JN)
Os bairros do Castelo e de Alfama estão em obras que já se podem chamar de "obras de Santa Engrácia" devido à sua duração e a população principal que os habita, é ela também maioritariamente idosa. Será esta apenas uma medida para angariar votos para as próximas eleições autárquicas ou existe um real interesse por parte da autarquia em apoiar os idosos? A ver vamos...