Mostrar mensagens com a etiqueta Criminalidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Criminalidade. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de outubro de 2012

Alvalade e Alta de Lisboa são as zonas mais afectadas pela violência nas ruas

Lisboa é a cidade com maior registo criminal no país. Os autores de crimes têm entre 16 e 21 anos. 

A palavra "prevenção" foi a mais repetida no seminário Violência de Rua, ontem organizado pelo Efus-Fórum Europeu para Segurança Urbana, em Lisboa. Segundo dados do Pordata, registaram-se cerca de 203 mil crimes, em 2011, na área de intervenção da PSP, mais de o dobro de há 20 anos (cerca de 82 mil). Apesar do brutal aumento nas últimas duas décadas verificou-se uma diminuição dos registos criminais. Os bairros sociais continuam a ser um dos principais pólos de origem de problemas e conflitos que acabam por gerar crimes.

Dados da PSP mostram que em Portugal a concentração de crimes é tão grande que só os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal concentram 50% da criminalidade em todo o país. O distrito menos afectado é Portalegre. "No caso concreto de Lisboa temos pessoas muito frágeis, neste caso os mais velhos", aponta Guilherme Pinto, presidente do Efus. "A zona da Baixa/Chiado, que pensávamos ser perigosa hoje, já não o é. As zonas mais perigosas situam-se na zona de Alvalade", afirma a mesma fonte, também presidente da Câmara de Matosinhos.

A violência de rua acontece maioritariamente através da acção de grupos juvenis, entre os 16 e os 35 anos, com a predominância do sexo masculino (cerca de 86% em 2011). Os crimes podem acontecer contra pessoas, contra o património, contra o Estado ou contra a integridade pessoal e identidade cultural.

Luís Fiães Fernandes, director do departamento de informações da Direcção Nacional da PSP, adianta que a maioria dos crimes praticados por jovens é contra o património, seguido do crime contra as pessoas. Apesar dos indicadores mostrarem que houve um decréscimo de criminalidade não significa que, na realidade, esteja a diminuir. 

Paulo Machado, do departamento de Sociologia na Universidade Nova de Lisboa, explica que "à medida que a população vai envelhecendo o crime diminui, uma vez que aumenta a percepção de medo, tomando medidas de auto-prevenção, diminuindo a potencialidade dos alvos". Por outro lado, o refúgio dentro de casa cria fragilidades e espaços exteriores demasiado vazios, que, paradoxalmente, geram oportunidades para cometer crimes. "Se não progredirmos não é por falta de dinheiro, mas por falta de inteligência", considera o investigador.

Polícias de proximidade

Para neutralizar estas oportunidades da prática de crimes em zonas pouco habitadas , a Polícia Municipal de Lisboa apostou no policiamento comunitário, através de veículos eléctricos, que dão maior visibilidade aos agentes e facilitam a comunicação com os residentes. O programa foi lançado em 2007, na zona da Baixa, e estendido a Alvalade no ano seguinte. A próxima aposta é a zona da Alta de Lisboa. Também será feita uma nova divisão administrativa das áreas policiais em parceria com a Câmara de Lisboa.

Para o comandante da Policia Municipal do Porto, Leitão Silva, o problema remonta à deslocalização dos bairros sociais para a periferia "colocando a arquitectura e segurança ao arrepio uma da outra". Nuno Rodrigues, coordenador de um centro de reinserção social, defende que "quando um jovem age em grupo é mais difícil atribuir responsabilidades" e distingue características comuns dos autores dos crimes: provenientes de famílias disfuncionais, com sistema de crenças e valores subvertidos e inseridos em grupos problemáticos. 

Por isso, o coordenador do centro educativo Navarro de Paiva, destaca que as soluções de prevenção e de acção com o internamento de jovens por delinquência juvenil devem ser feitas tendo em vista a criação de uma oportunidade no futuro centrada no seu contexto social e familiar pessoal. (Público)

domingo, 20 de novembro de 2011

PSP emboscada no bairro da Bela Vista

A PSP está a ser novamente alvo de ataques dos gangues do bairro da Bela Vista. Cocktails molotov atirados contra a esquadra e uma viatura policial incendiada.

O "Correio da Manhã" escreve que a PSP está novamente a ser alvo dos gangs do bairro da Bela Vista, em Setúbal.

Nas últimas duas semanas, as instalações da esquadra foram atacadas, primeiro com cocktails molotov, partindo alguns vidros depois por engenhos explosivos do mesmo tipo, lançados contra a camarata feminina, provocaram um princípio de incêndio que deixou marcas nas paredes.

Já esta semana, um carro furtado, sem travões, que foi atirado contra o parque de viaturas da esquadra. Anteontem à noite, o carro de um agente foi incendiado quando estava estacionado à porta da esquadra. A PSP confirma ataques, mas garante que o trabalho policial continuará. (DN)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Carro-patrulha da PSP emboscado na Cova da Moura

A emboscada aos dois agentes da PSP em serviço ocorreu na madrugada de ontem, por volta da 01h00, depois de mandarem parar o condutor de um carro. O homem, que será residente na Cova da Moura não respeitou a ordem e fugiu para dentro do bairro. Os polícias iniciaram, de imediato, a perseguição ao fugitivo, mas, na rua 8 de Dezembro, já dentro do bairro, foram emboscados.

Vinte homens e mulheres aguardavam a chegada da polícia. Cercaram o carro-patrulha e começaram a lançar azulejos, garrafas partidas, pedras e todos os objectos que tinham à mão. Os polícias ficaram feridos com os arremessos e dispararam para o ar, para tentar afastar o grupo e para se protegerem. Em vez de dispersarem, os agressores responderam com disparos de arma de fogo.

Os agentes retaliaram, no sentido de impedir mais disparos, com tiros de shotgun na direcção dos atiradores. De imediato os elementos do grupo começaram a fugir para todos os cantos do bairro.

Apesar de feridos, os polícias conseguiram apanhar dois dos agressores no local, de 25 e 28 anos. Um deles levou com uma bala de borracha e teve de ir para o hospital. Os polícias tiveram também de ser assistidos. (CM)

domingo, 9 de outubro de 2011

Oito jovens detidos por agressão a polícia municipal - PSP

Um grupo de oito jovens foi detido hoje por agressões a um agente da Policia Municipal, que rebocava uma viatura, em Carnide, disse hoje fonte do Comando Metropolitano da Policia de Segurança Pública de Lisboa à Agência Lusa.

"Os agentes da Policia Municipal estavam a rebocar uma viatura, quando um grupo de oito jovens agrediu um dos dois agentes do reboque", contou a fonte.

"O agente da polícia sofreu apenas ferimentos ligeiros sem cuidado de maior" e a "PSP deslocou ao local seis carros patrulha em apoio dos polícias municipais", acrescentou. (SIC)

domingo, 21 de agosto de 2011

Esquadra da PSP atacada com cocktails molotov

A esquadra da PSP da Bela Vista, em Lisboa, foi atacada na madrugada de anteontem com dois cocktails molotov. Não há feridos nem estragos materiais a registar, mas foi já aberta uma investigação.

O ataque ocorreu pelas 03h00 de sexta-feira. Na altura, ao que o CM apurou, estavam a trabalhar o graduado de serviço e pelo menos um agente em funções de sentinela.

Os engenhos explosivos foram arremessados, ao que tudo indica, a partir de uma viatura em andamento. Os dois elementos policiais ainda tentaram localizar o veículo, mas sem sucesso. Recorde-se que esta esquadra fica perto da casa de ‘MC Snake’, o rapper morto pela PSP em Março de 2010. (C.M)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

PSP troca tiros com gang romeno

A PSP trocou ontem vários disparos de arma de fogo com três assaltantes romenos, que foram apanhados em flagrante a tentar roubar um cofre numa oficina de automóveis na avenida 5 de Outubro, em Lisboa. Um dos assaltantes foi preso e os outros dois escaparam, sem nada roubar.

O trio romeno estacionou um Audi A4 pelas 06h30 de ontem, junto à oficina Autocentropneu. Depois de forçarem a fechadura da porta, os ladrões partiram os vidros do escritório, tentando arrombar um cofre com uma rebarbadora.

Fonte policial disse ao CM que o grupo criminoso demonstrou facilidade em localizar o cofre. Entretanto, um polícia de folga passou a pé junto à oficina no momento em que os três assaltantes usavam a rebarbadora, apercebendo-se da acção. De imediato foram pedidos reforços, tendo os polícias esperado na rua até ver o gang a sair.

O grupo, que se terá apercebido da presença da PSP, saiu da oficina com o cofre e tentou introduzi-lo na bagageira do Audi A4. Perante a presença dos agentes, os três assaltantes fugiram a correr e dispararam na direcção da PSP, que respondeu de imediato.

Não houve feridos, tendo sido possível prender apenas um dos ladrões. O cofre que o gang pretendia roubar não tinha dinheiro. "Continha apenas alguns documentos", concluiu ao CM fonte no local. (C.M)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiroteio na zona de Alcântara, provocou vários feridos


Um tiroteio na zona de discotecas de Alcântara, Lisboa, provocou esta madrugada pelo menos quatro feridos com armas de fogo, e levou a Polícia de Segurança Pública (PSP) a deter vários suspeitos, disse à Lusa fonte policial.
Os incidentes ocorreram «cerca das 04:00 da madrugada», sem que ainda «sejam conhecidas as causas do tiroteio», o que obrigou a polícia a isolar o local.

Os «feridos foram transportados ao Hospital São Francisco Xavier», estando a decorrer peritagens e avaliações por elementos da PSP e da Polícia Judiciária, acrescentou a mesma fonte.

Diário Digital / Lusa

sábado, 28 de agosto de 2010

Gangue brasileiro ataca noite de Lisboa


Unidade Especial do DIAP de Lisboa acusou vários cidadãos brasileiros de pertencerem a uma organização criminosa

O Ministério Público concluiu, este mês, mais uma investigação relacionada com a segurança privada na noite de Lisboa: 26 pessoas, na sua maioria cidadãos brasileiros, foram acusados de montar uma associação criminosa com o objectivo de dominarem o negócio da segurança em algumas discotecas de Lisboa e na Margem Sul do Tejo.

O modus operandi descrito na acusação na Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa vai de encontro a outras investigações já realizadas: o grupo, liderado por Sandro Bala, praticante da arte marcial jiu-jitsu, começava por fazer aproximações "pacíficas" aos donos dos estabelecimentos de diversão nocturna, oferecendo os seus serviços de segurança. Caso estes recusassem, os indivíduos começavam a frequentar os estabelecimentos e a provocar distúrbios, assim como a agredir os clientes.

"Face ao clima de intimidação e terror provocado pelos arguidos na concretização do plano delineado (...), os proprietários dos diversos estabelecimentos acabavam por denunciar os contratos com outras empresas de segurança nocturna", acabando por celebrar novos contratos com uma sociedade, a Olho Vivo, criada pelo grupo da Margem Sul do Tejo.

Um dos alvos do grupo liderado por Sandro Bala foi a conhecida discoteca de Lisboa, o Budha Bar. Segundo a acusação do Ministério Público, "na madruga- da do dia 23 de Julho de 2009, os arguidos entraram no estabelecimento de diversão nocturna e destruíram todos os móveis e utensílios que encontraram, o que fizeram após troca de palavras com o responsável pelo estabelecimento, na sequência do que o agrediram a ele e, indiscriminadamente, e a se- guranças de outra empresa que ali se encontravam em serviço".

Em Setembro do ano passado, o alvo foi o Alcântara Mar. Um dos elementos do grupo, ainda de acordo com a acusação do Ministério Público, fez saber ao responsável daquele estabelecimento de diversão de nocturna que a segurança do mesmo deveria estar a cargo da empresa Olho Vivo. "Receoso e conhecedor da violência do grupo liderado pelos arguidos", o dono do Alcantara Mar "temeu pela sua vida e segurança, aceitando celebrar tal contrato, cujo valor pago supera já os € 20 mil euros", descreve o procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, José Ramos.

No decurso da investigação, dois dos principais arguidos, o próprio Sandro Bala e Wanderley Silva, fugiram para o Brasil. No despacho final, o procurador do MP deixa uma espécie de alerta para o fluxo de imigração daquele país para Portugal. Um circuito que funcionou como um veículo para o crescimento da associação criminosa.

É que era no Brasil que Sandro Bala recrutava praticantes de jiu- -jutsu para a organização. Estes entravam em Portugal como participantes de supostos torneios daquela arte marcial - que nunca existiram. Depois radicavam-se nas casas dos membros do grupo, entrando no circuito da segurança nos bares e discotecas.

Também um militar da Guarda Nacional Republicana foi identificado como fornecedor de informações a este grupo da Margem Sul. Este indivíduo, que frequentava o mesmo ginásio dos elementos da organização, terá passado informações sobre processos pendentes, assim como de patrulhas policiais. Os 26 arguidos são acusados de mais de cem crimes.(DN)

sábado, 21 de agosto de 2010

Mais um veículo da PSP apedrejado

Um carro-patrulha da PSP da Brandoa, na Amadora, foi apedrejado ao início da madrugada de ontem no bairro do Casal da Mira. O ataque ocorreu quando os agentes se deslocaram ao bairro para recuperar uma viatura furtada.

A informação que permitiu à PSP da Brandoa deslocar-se ao Casal da Mira foi recebida pelas 00h30. Um carro-patrulha com dois agentes foi mobilizado para o serviço. "O carro furtado que era preciso recuperar estava abandonado no centro do Casal da Mira", referiu ao CM fonte policial.

No entanto, mal a viatura deu entrada neste bairro, uma chuva de pedras abateu-se sobre a mesma. O ataque, cujos autores nunca chegaram a ser identificados pelos agentes, durou ainda alguns segundos, causando várias mossas na chapa do carro-patrulha.

Nenhum dos dois agentes da PSP da Brandoa ficou ferido na sequência do apedrejamento.(C.M)

BASTA DE CRIMINALIDADE !
EXIGIMOS SEGURANÇA !

domingo, 4 de julho de 2010

Ainda não está farto de tantos «casos pontuais»?

Portugal foi palco, durante a última semana, de uma série do que as autoridades comummente descrevem como «casos pontuais»

Se não vejamos, foi o caso dos desacatos provocados por adeptos brasileiros (se fossem ingleses seria hooliganismo) na sequência do jogo Portugal - Brasil a contar para o Mundial 2010, a polícia foi obrigada a intervir numa zona de bares no Parque das Nações quando adeptos brasileiros tentaram bloquear uma rua e vandalizar automóveis ali estacionados.
Os distúrbios obrigaram a polícia a disparar balas de borracha para dispersar os adeptos. Tendo os brasileiros arremessado pedras contra as forças da ordem dispostas no local a fim de prevenir este tipo de situações (porque será?).

Na noite de segunda para terça-feira da semana passada foram detidas no Bairro do Asilo, Monte de Caparica, 19 pessoas após se terem registado confrontos com militares da GNR tendo cinco agentes ficado feridos nos confrontos.

Já no passado fim-de-semana um verdadeiro «arrastão» varreu um comboio da linha Lisboa-Cascais, como consequência da razia, 15 pessoas foram identificadas, três ficaram detidas e foram presentes a um juiz de instrução criminal por suspeita de roubo, agressão e coacção física.
O grupo era composto por cerca de 40 indivíduos que provocaram o alarme, com assaltos e desacatos no comboio Os meliantes vieram da zona de Sacavém e embarcaram numa das estações próximas de praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a fazer ameaças, tendo feito vários roubos.


Nesta última madrugada o Bairro do Asilo, voltou a ser palco de incidentes. Recordemos que na situação da semana passada a GNR considerou que os incidentes foram "uma situação pontual", alegando não ter registos de ocorrências semelhantes neste bairro da margem sul.
Na situação sucedida na passada madrugada foi disparado um "very ligth" em direcção à patrulha da GNR. Foram pedidos reforços, tendo-se deslocado para o local duas equipas das forças de intervenção rápida A situação apenas ficou normalizada pelas 6h00 e os efectivos desmobilizaram gradualmente, não havendo informação de detenções ou identificação de pessoas.

Ou seja que os relatos se sucedem mas as forças policiais parecem ter recebido ordens superiores para qualificarem uma e outra vez os sucessos como «casos pontuais», não vá o português de cepa a ficar com a impressão que a autoridade parece estar a perder o pé em certas zonas do país.

Se não reparemos nas declarações do director nacional da PSP, Oliveira Pereira, quem afirmou que os desacatos e assaltos que ocorreram no sábado num comboio na Linha de Cascais foram "um pouco empolados" pela imprensa, embora reconheça que o caso é "preocupante".
Para Oliveira Pereira "aquele assunto [assaltos no comboio] foi um pouco empolado, o número de pessoas não era aquele que foi referido na comunicação social, foram menos.

Afinal assim estamos mais descansados os assaltos e distúrbios se sucedem mas não são graves apenas “um pouco empolados" pela imprensa”. (Fonte)

domingo, 27 de junho de 2010

Magrebinos assaltavam casas na Grande Lisboa

Durante um ano, grupo de magrebinos residente em França roubava casas na Grande Lisboa no valor de mais de quatro milhões de euros. PSP deteve quatro, mas há mais à solta.

"O grupo não é violento, mas muito organizado", observou a subcomissária Carla Duarte na sala onde se amontoavam LCD, máquinas de fotografar e de filmar, jóias, malas e relógios de marca, notas de euro, algumas garrafas de vinho barato, calçado caro, computadores portáteis, iPods, óculos de sol.

O material que ontem foi fotografado na Esquadra de Investigação Criminal da PSP, no Estoril, não está ainda avaliado, mas estima-se que o grupo de magrebinos, que há sete meses era investigado, tenha furtado um montante superior a quatro milhões de euros em material vendável e em dinheiro.

Quatro, dois homens e duas mulheres, foram detidos ontem de madrugada, entre a 01.00 e as 07.00, em flagrante delito quando assaltavam uma residência na Quinta da Marinha. Os polícias deslocaram-se depois ao apartamento que tinham arrendado em Moscavide e apreenderam todo o material que os jornalistas puderam observar, resultado de anteriores assaltos, e ainda duas viaturas de altas cilindrada, uma das quais um Audi que havia sido furtados há dois meses a um stand no Parque das Nações, em Lisboa, e que já foi devolvido. A outra viatura terá sido adquirida pelos próprios em França.

Os quatro detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 40 anos, corresponderão apenas a um terço do grupo que há cerca de um ano actua em Portugal de forma sazonal. Dois permanecem por cá, mas os restantes vivem a maior parte do tempo no Sul de França. As suas deslocações ao território nacional destinam-se só aos assaltos e regressam. Actualmente tinham uma casa arrendada em Moscavide. Mas antes ficavam em hotéis de cinco estrelas, em pensões ou em residenciais. "Os hotéis em que ficavam eram dos mais caros", confidenciou ao DN um dos investigadores.

Segundo a PSP, o grupo este ano terá cometido cerca de cem furtos em residências, todos no distrito de Lisboa, vários deles na Quinta da Marinha, em Cascais, um condomínio fechado de gente rica.

Carla Duarte assegurou ao DN que nenhuma arma foi encontrada com o material apreendido nem há registo de danos físicos nas vítimas dos furtos. "Usavam chaves de fendas para abrir portas e uma rebarbadora para abrir cofres", explicou a subcomissária, adiantando ainda que a entrada nas residências era sempre entre o fim da tarde e o início da noite.

Os assaltos era preparados ao pormenor. Os dois indivíduos que permaneciam no território nacional fotografam as casas , analisavam os movimentos dos residentes, e estipulavam o dia da operação. "Tudo muito organizado e sem violência", esclareceu a subcomissária. A Quinta da Marinha, por exemplo, tem segurança privada, mas nunca a presença do grupo foi notada aquando dos furtos.

Grande parte do material saía imediatamente de Portugal rumo a Espanha e a França onde era vendido. Outra parte era levada a receptadores portugueses para ser convertida em dinheiro. Segundo a PSP, as averiguações vão continuar. As investigações até agora realizadas contaram com o apoio da GNR. Os quatro detidos foram ontem presentes a tribunal e ficaram em prisão preventiva. (DN)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Adeptos brasileiros causam distúrbios no Parque das Nações


Dois adeptos brasileiros, pelo menos, foram hoje à tarde detidos pela PSP no Parque das Nações, em Lisboa, após confrontos com a Polícia que ocorreram no final do jogo entre Portugal e Brasil, disse à Lusa fonte da PSP.

A porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP, Carla Duarte, adiantou que no final do jogo adeptos «sobretudo brasileiros» começaram a danificar viaturas que estavam estacionadas junto a alguns bares e restaurantes na zona Norte do Parque das Nações.

A subcomissária adiantou que, pelo menos, dois adeptos brasileiros foram detidos, um deles por ter incentivado aos confrontos com a Polícia e o outro por arremessar pedras contra os agentes.

Diário Digital / Lusa

Basta de Abuso!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gang lança onda de medo em estações de metro na zona de Lisboa


Os três amigos regressavam a casa após uma noite de diversão, no domingo de madrugada, mas, mal saíram da estação de metro da Ameixoeira, em Lisboa, foram cercados, ameaçados de morte e brutalmente agredidos por um grupo composto por quinze pessoas, armado com facas. Os jovens, dois rapazes e uma rapariga, estudantes e com idades compreendidas entre os 18 e os 20 anos, viveram autênticos momentos de terror: espancados com vários socos e pontapés e esfaqueados nas costas.

Face à gravidade das lesões os três amigos tiveram de receber assistência médica no Hospital de Santa Maria, onde permaneceram até ontem de manhã. Dois deles ficaram ainda sem as carteiras e os telemóveis.

Os agressores, treze homens e duas mulheres – ainda jovens, de acordo com o testemunho das vítimas à polícia – fugiram logo após o ataque em direcção à estação. A PSP foi chamada ao local mas já não os localizou. As facas também ainda não foram encontradas.

Ao que o CM apurou, junto de fonte policial, o gang poderá estar associado a uma onda de roubos em carruagens do metro nos últimos dias. Os agressores conseguem sempre escapar. De resto, as vítimas são geralmente estudantes e o objectivo é sempre o mesmo: levar carteiras, telemóveis e computadores portáteis. Recorrem quase sempre à força física e a ameaças de morte. Na passada sexta-feira uma jovem ficou sem o telemóvel na estação de metro junto ao centro comercial Colombo, em Benfica, depois de ser igualmente cercada e agredida por um grupo, de cerca de seis pessoas, que também conseguiu colocar-se em fuga. No entanto, nesta situação não houve agressões com armas. A vítima ficou em choque e também teve de receber tratamento hospitalar. (C.M)

domingo, 22 de novembro de 2009

Vigilantes da Carris agredidos nos bairros mais problemáticos de Lisboa

São cerca de 30 seguranças que a empresa tem em serviço, fazendo também a fiscalização dos títulos de transporte, actividade que gera dúvidas de legalidade. São agredidos com frequência, em especial nas zonas mais problemáticas.
Os cerca de 30 vigilantes privados que estão a desempenhar "ilegalmente" a actividade de fiscais na Carris, segundo denuncia a Associação Nacional de Agentes de Segurança Privada (ANASP), vêm sendo alvo de constantes agressões nos bairros mais problemáticos de Lisboa. O facto de não estarem habilitados a fazerem o serviço e não poderem usar arma explica o permanente risco a que os profissionais estão sujeitos, diz o presidente da ANASP, Ricardo Vieira.

Este responsável alerta que também a Fertagus, a concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, está a recorrer a mais de 20 agentes privados para fazerem a fiscalização. As empresas de transportes dizem que estão legais, mas o Governo também tem dúvidas.
"Estes agentes estão a autuar eventuais infractores sem estarem habilitados para isso", assegura Ricardo Vieira. Para o dirigente, a lei que regulamenta a profissão é clara, não prevendo que a fiscalização possa ser feita por agentes de segurança privada, tendo as próprias empresas de transportes a responsabilidade de dotar os seus quadros com os respectivos fiscais, devidamente ajuramentados pelos governos civis. Um passo que a lei não contempla para vigilantes privados, afirma Ricardo Vieira.

"Nunca ninguém agarrou nisto a sério, porque se está a mexer com muitos interesses", sustenta, aludindo aos cerca de 600 a 700 euros mensais que estes profissionais auferem. "Se fossem os fiscais do quadro ganhavam mais de mil euros", refere, acrescentando ainda que os cerca de 60 vigilantes distribuídos pela Carris e Fertagus estão a desempenhar funções que nada têm que ver com a sua actividade.

"A categoria deles é vigilante de segurança privada e deviam usar um uniforme com cartão identificativo. Mas limitam-se a apresentar um cartão de fiscal, o que também é contra a lei, porque são obrigados a usar um cartão de segurança privada. Às vezes abordam as pessoas e depois há problemas graves de violência", revela o presidente da ANASP, garantindo que nos últimos tempos se têm avolumado as queixas de agressões por parte dos associados de Lisboa.

"Como os fiscais da Carris estavam fartos de levar porrada, deixaram de ir a alguns bairros, como Chelas, onde tem havido vários episódios complicados, eles mandam estes vigilantes, que têm de se sujeitar a tudo para manterem o emprego", insiste, recordando como em Espanha o regime jurídico contempla o uso de arma desde que um vigilante esteja ajuramentado.

Tanto a Carris como a Fertagus garantem que os fiscais estão em conformidade com a lei, tendo sido ajuramentados pelos governos civis de Lisboa e Setúbal. Contactada pelo DN, a administração da Carris assegura não ter admitido quaisquer profissionais, "mas simplesmente celebrou um contrato de prestação de serviços de fiscalização e controlo de títulos de transporte para reforço daquela actividade que era, e continua sendo, executada por pessoal da Carris". Este contrato surgiu na sequência de um concurso público internacional em 2007, dirigido a empresas do ramo da segurança privada, tendo concorrido três firmas, saindo vencedora a Strong - Segurança, S.A.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, a questão foi ainda transversal à própria CP, que terá contratado vigilantes a empresas externas com o objectivo de fiscalizar clientes nos comboios à entrada das estações da Refer. De resto, os revisores tiveram agendada uma greve para o dia 5 de Novembro para protestarem contra o que dizem ser o "trabalho precário" na empresa, mas a questão foi resolvida com a administração da empresa.(DN)

sábado, 17 de outubro de 2009

Lisboa - Viaturas da PSP vandalizadas

Um vidro partido, janelas chamuscadas e vestígios de fumo são as marcas deixadas em algumas casas do Bairro Alto, em Lisboa, pelo incêndio de duas viaturas policiais, um crime que, segundo os moradores, "não vai espalhar medo" na zona.

Foi esta madrugada que vários residentes da Travessa André Valente e das ruas contíguas foram acordados pelo estrondo do rebentamento dos vidros dos dois carros, estacionados em lugares reservados às viaturas da PSP, que tem uma esquadra a poucos metros do local.

Segundo a PSP, dois homens suspeitos de terem cometido o crime foram detidos "para averiguações", não havendo ainda mais informações sobre o caso que já foi entregue à Polícia Judiciária.

Esta tarde um dos carros já tinha sido retirado do local, mas vários agentes da PSP encontravam-se de vigilância ao local. (RTP)

domingo, 13 de setembro de 2009

Cova da Moura: Polícia ferido de madrugada

Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) sofreu ferimentos ligeiros esta madrugada no bairro da Cova da Moura, na Damaia, Amadora, quando se deslocou em conjunto com outros agentes ao local devido aos confrontos entre grupos rivais daquele bairro. O polícia encontra-se bem de saúde e o agressor está detido.(C.M)

sábado, 8 de agosto de 2009

Mais uma morte no Bairro Alto

Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado depois de ter sido esfaqueado por outro homem no Bairro Alto, em Lisboa.

A rixa entre os dois homens ocorreu no cruzamento da rua da Atalaia com a Travessa Água das Flores, pelas 03h30.

A vítima mortal ainda foi assistida no local pelo INEM, mas as manobras de reanimação revelaram insuficientes, tendo o jovem acabado por morrer.

O suspeito da agressão, de 26 anos, foi detido de imediato pela PSP, mas precisou de receber tratamento hospitalar.(C.M)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Autor de assalto ao BES condenado a 11 anos de prisão


Um dos protagonistas de um mediático assalto a uma agência do BES em Campolide, Lisboa, em Agosto passado, foi hoje condenado a 11 anos de prisão. Wellington Nazaré, o réu, foi um dos assaltantes que manteve fucnionários e clientes da agência bancária como reféns durante horas. O outro assaltante foi morto durante a intervenção da polícia que pôs fim ao assalto; Wellington Nazaré ficou ferido.
Na leitura do acórdão, hoje, o juiz presidente do colectivo do tribunal da Boa Hora considerou "extremamente elevada a ilicitude dos factos, bem como a intensidade do dolo e o elevado grau de culpa de Wellington Nazaré, não obstante este não ter antecedentes criminais".

O tribunal condenou Wellington pelos crimes de roubo qualificado na forma consumada, seis crimes de sequestro e posse de arma proibida. Além da prisão por 11 anos, o assaltante foi condenado à pena acessória de expulsão de Portugal por oito anos e ainda ao pagamento de 10 mil euros de indemnização a cada um dos dois funcionários da dependência bancária mantidos por mais tempo sob sequestro, e cerca de 15 mil euros ao BES.

No final, o advogado de defesa admitiu que estava à espera de uma pena mais pesada e ainda não decidiu se vai recorrer da decisão. "Era expectável que fosse pior. Poderia ir até 25 anos de cadeia. Nas alegações dissemos que a condenação deveria ir entre os cinco e os dez anos. Vamos agora examinar o acórdão e ainda é prematuro falar em recurso", disse João Martins Leitão.

Um dos objectivos do advogado é também que Wellington cumpra a pena no Brasil, numa cadeia em Minas Gerais, para poder estar perto da família.
Depois de conhecida a decisão, o advogado falou com Wellington, que ouviu a decisão do tribunal sempre cabisbaixo e disse que este estava conformado com a decisão, porque tinha plena consciência de que poderia ter sido condenado de forma mais severa.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Responsáveis por tiroteio continuam «a monte»

Os responsáveis pelos tiros de caçadeira que, este domingo, atingiram dois agentes da PSP, no concelho da Amadora, continuam a monte. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia considera que a confiança dos agentes, que patrulham as ruas, pode estar em risco.


Os dois polícias baleados, este domingo, no concelho da Amadora, não correm risco de vida. No entanto, os responsáveis pelo crime ainda não foram capturados.

De acordo com o presidente da distrital de Lisboa da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), José Mendes, os dois agentes feridos têm entre 25 e 26 anos.

Os agentes receberam, ainda ontem, a visita do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que afirmou ter confiança de que os autores dos disparos sejam capturados.

No entanto, à TSF, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, não escondeu a sua preocupação e alertou para uma desmoralização entre os agentes da PSP.

«Os próprios polícias começam a ter pouca confiança na forma como vão intervir e esta incerteza pode eventualmente condicionar a própria eficácia do polícia, o que num momento deste é extremamente negativo», frisou Paulo Rodrigues.(TSF)

domingo, 10 de maio de 2009

População da Ajuda vive em clima de medo

Os moradores da Ajuda, em Lisboa, saíram ontem à rua para exigir uma esquadra da PSP na freguesia. Dizem estar fartos de viver com medo e acusam a Câmara e o Governo de "falta de vontade política".

Nem a chuva que ontem se abateu sobre Lisboa impediu que cerca de uma centena de moradores se concentrassem na Rua das Açucenas para protestar contra a inexistência de uma esquadra policial. É uma luta já com mais de 10 anos, "uma história já longa", como disse ao JN Joaquim Granadeiro, o presidente da Junta e Freguesia.

A reivindicação começou em meados da década de 90. "Nessa altura", explicou Granadeiro, "a razão invocada era a de que não havia espaço". Na viragem do milénio, contudo, a Câmara Municipal de Lisboa construiu, no âmbito do PER (Plano especial de Realojamento), um conjunto de prédios na Rua das Açucenas. Em simultâneo, o então ministro da Administração Interna, Severiano Teixeira, reconheceu a necessidade de uma esquadra e a autarquia disponibilizou um espaço. "É uma loja com dois pisos mas que está vazia desde essa altura", explicou o presidente da Junta. Foi nesse local que a população se reuniu ontem, colando cartazes na montra a simular uma esquadra.

"A criminalidade tem aumentado e sente-se insegurança na rua", prosseguiu Joaquim Granadeiro, referindo que abundam cada vez mais os casos de "roubos por esticão na rua ou assaltos a casas e lojas".

Na freguesia da Ajuda, onde vivem cerca de 20 mil pessoas, existem, segundo o autarca, "bairros com problemas sociais muito graves, onde se assiste a situações de roubo, venda de droga e prostituição", citando os casos concretos do Bairro do Caramão, Bairro 2 de Maio ou o Bairro do Casalinho. De cada vez que sucede um problema, os moradores são obrigados a chamar a polícia de Belém ou do Calvário (freguesia de Alcântara). "Precisamos de policiamento de proximidade", alertou Joaquim Granadeiro, sublinhando que parte significativa da freguesia é bastante idosa. "São pessoas que trabalharam a vida inteira e merecem ter descanso nos anos da reforma".

"Já se vai ouvindo gente a dizer que se o governo não mete cá a Polícia, fazemos nós de Polícia", afirmou, por seu turno, Vítor Pereira, porta-voz do grupo de moradores. "Não estamos de acordo com isso mas percebemos a revolta da população", acrescentou.

Todavia, na sua óptica, o Governo "continua de costas voltadas para uma população que trabalha, que produz riqueza mas que quase todos os dias é assaltada". Vítor Pereira citou ainda casos que frequentemente ocorrem junto ao pólo universitário: "Quando anoitece, as alunas são assaltadas ou abordadas com atitudes e gestos menos correctos".

O porta-voz dos moradores ameaçou ainda convocar uma manifestação à porta do Ministério da Administração Interna e considerou que António Costa, "tem muita força de vontade mas pouca vontade de fazer força". (Fonte)