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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Lisboa concentra em dois hospitais urgências nocturnas com todas as especialidades

A partir de 1 de Julho, apenas as urgências nocturnas dos centros hospitalares de Lisboa Norte (Hospital Santa Maria) e Lisboa Central (Hospital São José) irão dispor de todas as especialidades cirúrgicas, anunciou nesta quarta-feira o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.

Luís Cunha Ribeiro fez este anúncio aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, pelos quais está a ser ouvido, a pedido do Bloco de Esquerda. Garantindo que esta reestruturação não tem motivos economicistas, Luís Cunha Ribeiro reconheceu que a decisão leva em conta a carência de profissionais, nomeadamente em determinadas especialidades, uma vez que a partir dos 50 anos os médicos não são obrigados a fazer urgências noturnas e, a partir dos 55, estão dispensados dos serviços de urgência.

Assim, e a partir de 1 de Julho, a organização deve assentar em dois centros de trauma com todas as especialidades cirúrgicas: o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria e Pulido Valente) e o Centro Hospitalar de Lisboa Central (São José, Santa Marta, Capuchos, Curry Cabral, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa). O apoio nocturno de neurocirurgia mantém-se no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz) e no Hospital Garcia de Orta.

Segundo Luís Cunha Ribeiro, a reestruturação implica que “o apoio ao trauma com cirurgia geral e ortopedia se mantenha em todos os outros hospitais com urgência médico-cirúrgica” e estão a ser avaliadas outras especialidades, nomeadamente a Neurologia, a Gastrenterologia e a Psiquiatria, nas quais “o movimento não justifica mais recursos do que os que são alocados a um ou dois hospitais, no máximo”.

A anunciada reestruturação está a ser preparada há um ano e depende da colaboração dos profissionais, uma vez que implica a deslocação de alguns para os centros que estarão a funcionar durante o período nocturno (das 20h às 8h). A título de exemplo, o presidente desta ARS disse que este modelo de urgência nocturna já se pratica na área da Otorrinolaringologia, com o atendimento a ser assegurado pelo Hospital de Santa Maria.(Público)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Urgências em Lisboa concentradas em dois hospitais

Até Julho, as urgências da zona de Lisboa e Vale do Tejo vão ser reorganizadas de forma a concentrar nos hospitais de Santa Maria e de S. José algumas valências, durante a noite. É o caso das especialidades de oftalmologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica, neurologia, gastroenterologia, psiquiatria e grandes traumatizados, segundo avança o Jornal de Negócios.

Os doentes que se dirijam a outro hospital para receberem tratamento de urgência naquelas áreas entre as 20h e as 8h “serão transferidos” para o Santa Maria ou para o S. José, com o apoio do INEM e da Linha Saúde 24, garante a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.

A reestruturação da rede já estava prevista mas será apressada devido ao chumbo do Tribunal Constitucional de quatro medidas do Orçamento do Estado para 2013, noticia o Jornal de Negócios na edição desta quinta-feira.

Fonte oficial da ARS disse àquele jornal que o objectivo é cumprir o “esforço de racionalização de recursos e em áreas que a casuística de atendimentos o permita sem perturbação da qualidade dos cuidados prestados aos doentes”.

As valências referidas estarão reorganizadas até ao final de Julho e, em relação às restantes, a ARS não se compromete com datas. Esta reestruturação no funcionamento da rede diz respeito apenas ao período nocturno, das 20h às 8h.

Actualmente, segundo o mesmo jornal, o serviço de urgência nocturno de otorrinolaringologia na zona de Lisboa e Vale do Tejo já só funciona no Hospital de Santa Maria.(Público)

terça-feira, 26 de março de 2013

Hospitais de Lisboa vão perder mil camas

As unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) vão perder mil camas dentro de três/quatro anos e alguns profissionais da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) serão encaminhados para instituições com carência de profissionais, disse o presidente da administração regional, nesta terça-feira.

Luís Cunha Ribeiro, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), foi uma das testemunhas hoje ouvidas no Tribunal Administrativo de Lisboa, no julgamento da providência cautelar contra o encerramento da MAC.

Para o responsável, as cerca de 1.700 camas afectas às seis unidades de saúde que compõem o CHLC irão dar lugar a menos de 800, que são as previstas para o futuro Hospital de Lisboa Oriental, que deverá abrir em 2016 e que receberá estes hospitais.

O objetivo, disse, é que, «pouco a pouco e de forma indolor» este número de camas vá encolhendo e também na área de partos.

Segundo Luís Cunha Ribeiro, o Hospital Dona Estefânia (HDE) tem condições para acolher os três serviços que migrarão da MAC para esta instituição: ginecologia, obstetrícia e neonatologia.

A ARSLVT estima que se realizem anualmente 3 mil partos no HDE, após a transferência dos serviços da MAC, e que será este o número que estará na base do redimensionamento das equipas.

Questionado sobre o destino das equipas, Luís Cunha Ribeiro garantiu que as mesmas não serão destruídas, mas que existirá «uma reafetação» e, a esse propósito, disse que há instituições com uma enorme carência de profissionais, dando o exemplo do Hospital São Francisco Xavier.

O presidente da ARSLVT assumiu que as medidas na área da reorganização hospitalar, afetando a área materno-fetal, visam a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também ter em conta a diminuição da natalidade em Portugal.(TVI24)

terça-feira, 20 de março de 2012

IPO desespera por obras após “anos de indecisão” da tutela

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa está há anos à espera das muito necessárias obras de requalificação. O presidente Francisco Ramos lançou o alerta na presença do ministro da Saúde, Paulo Macedo, mas admitiu que não espera entrar nas novas instalações durante a próxima década.

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa esteve para ser requalificado e para mudar de instalações, com as hipóteses de Oeiras e de Chelas a ganharem mais força, mas a realidade é que o tempo tem passado e o processo nunca avançou. Têm sido “anos de indecisão” que, no entender do presidente, contribuíram para uma contínua degradação do equipamento.

"O IPO teve, durante muitos anos, problemas com indecisões na questão das instalações e várias hipóteses em cima da mesa: novo edifício neste espaço, novo edifício em Oeiras, novo edifício em Chelas, novo edifício neste espaço. Após anos de indecisão e de nenhuma ação fomos atraiçoados pela crise", lamentou Francisco Ramos, na presença do ministro da Saúde, que se deslocou à unidade clínica para a tomada de posse do Conselho de Administração.

Perante Paulo Macedo, o presidente do IPO renovou “a ambição” de poder entrar numas “instalações modernas” que sirvam, com mais eficácia e qualidade, a população que necessita de intervenções do foro oncológico. Mas trata-se dum sonho que o próprio Francisco Ramos não acredita que se torna real durante a próxima década. A alternativa, por enquanto, é melhorar o equipamento atual “dentro do possível”.

O apelo chegou ao destinatário. Em conversa com os jornalistas, o ministro da Saúde admitiu que a inércia nos últimos anos bloqueou os investimentos deste IPO e prometeu “ver com a administração o que é necessário” para melhorar o equipamento. Contudo, Paulo Macedo recusou a comprometer-se com os apoios financeiros, preferindo destacar “os grandes centros de excelência na área de oncologia” existentes em Portugal. Uma excelência que deve ser focada, porque a oncologia “não deve existir em todos os hospitais”, faltando apenas uma referenciação mais eficaz.

O governante foi ainda confrontado com a hipótese, sugerida pelo Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, de fundir os IPO de Coimbra, Lisboa e Porto, mas desviou a resposta sublinhando a importância de reforçar a articulação das unidades oncológicas com toda a rede hospital, a qual “pode ir mais longe”.(PT.Jornal)

domingo, 6 de novembro de 2011

Lisboa: fim da recolha de lixo ao sábado provocará "danos na saúde pública"

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Delfino Serras, afirmou hoje que a eliminação da recolha de lixo ao sábado vai provocar "graves danos na saúde pública".

A possibilidade de eliminar, fora dos bairros históricos, a recolha do lixo ao sábado foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a par de outra medida, a redução da semana de trabalho para quatro dias, para reduzir os gastos na autarquia.

Para Delfino Serras, "a medida de deixar de recolher o lixo ao sábado é um contrassenso daquilo que foi o investimento que a câmara tem feito nos últimos anos".

"Cidade cheia de lixo"

A recolha do lixo que, nalgumas zonas da cidade, era realizada dois a três dias por semana passou a ser feita diariamente, exemplificou.

Para Delfino Serras, "esta medida vai provocar graves danos na saúde pública": "Vamos ter a cidade durante o fim de semana completamente cheia com sacos de lixo, que pode ser doméstico mas também pode ser lixo muito perigoso para a população".

O sindicalista manifestou também preocupação com a redução para quatro dias de trabalho, apesar de António Costa já ter garantido que esta medida só pode ser aplicada com a concordância do trabalhador.

"Registamos com agrado que o Sr. presidente diga que as pessoas só vão se quiserem", mas há situações que poderão tornar esta medida "repressiva", sublinhou.

"Se num edifício há muitos trabalhadores a aderir a esta medida mas há três ou quatro que não aceitam, o edifício não pode fechar e continua a ter as despesas inerentes de telefone, água, eletricidade", exemplificou.

Portanto, sublinhou, "poderá haver uma coação para que os trabalhadores saiam voluntariamente ou sejam transferidos de serviço".

"Pode ser uma medida que se pode tornar repressiva, temos de perceber o que isso quer dizer", alertou, considerando esta situação "extremamente preocupante".

Semana de quatro dias

Por outro lado, rematou, esta medida também afecta a população porque fica com menos um dia para tratar dos seus assuntos, uma vez que a câmara está fechada.

António Costa emitiu um despacho a 14 de outubro dirigido a todas as Direcções Municipais para que realizem uma análise do impacte financeiro em 2012 de uma semana de quatro dias para os serviços não operacionais.

António Costa determina ainda no despacho "a proibição de autorização
da prestação do trabalho extraordinário", à excepção dos Bombeiros Sapadores e Polícia Municipal ("até à implementação das alterações nos respectivos regimes de horário") e de trabalhadores afectos à secretaria-geral "em situações pontuais e esporádicas", como reuniões e assembleias municipais ou eventos públicos.

Delfino Santos também manifestou preocupação com esta medida, lembrando que, actualmente, os bombeiros já fazem quatro turnos, cobrindo as 24 horas da cidade.

"O presidente da Câmara quer mudar para cinco turnos mas com o mesmo número de trabalhadores", afirmou o sindicalista, lembrando que os turnos têm, em média, 15 trabalhadores.

"Se esta medida avançar serão sete ou oito trabalhadores por turno. Portanto, a resposta que se possa dar à cidade em termos de segurança vai ser muito reduzida e pondo em perigo de vida algumas situações", acrescentou. (EXPRESSO)

sábado, 16 de abril de 2011

A Maternidade Alfredo da Costa está a pedir donativos às utentes

A Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, está a pedir donativos às utentes no acto da marcação de consulta. A direcção da MAC justifica o pedido com a necessidade de compensar os cortes orçamentais. A iniciativa gera duras críticas dos administradores hospitalares e dos sindicatos dos médicos.

O director da maternidade, Jorge Branco, defendeu o pedido de donativos com o facto de ser prática comum em outros países. Este é mais um sinal da situação de ruptura que atinge o Serviço Nacional de Saúde.

Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), afirma que o pedido de donativos para uma conta bancária da instituição "pode ser confundido como uma forma de financiamento encapotado". O administrador sublinha que no estrangeiro e em Portugal os hospitais "pedem ajuda à sociedade civil para projectos concretos e não para financiar as instituições". Deu o exemplo do ‘Joãozinho’, que permitiu a construção de uma unidade pediátrica no Hospital de São João, no Porto.

O responsável da APAH frisa que os hospitais "quando assinam os contratos--programa estão a assumir o compromisso de funcionar com as verbas acordadas". "Se as unidades têm dificuldades orçamentais, devem resolver o problema internamente com os profissionais" e não tentar solucioná-los com a ajuda dos utentes.

Sérgio Esperança, presidente da Federação Nacional dos Médicos, também critica o pedido de dinheiro: "Não se admite que uma instituição peça donativos aos utentes, especialmente quando estão numa situação de fragilidade. É inacreditável, não me parece que seja uma medida aceitável." O dirigente salienta que os donativos da sociedade civil às instituições devem ser justificados quando existem projectos para concretizar.

O Ministério da Saúde, questionado pelo Correio da Manhã, afirma que "este tipo de iniciativas é da competência da gestão das instituições" e que por isso "não carece de autorização prévia".

FALTA DE MÉDICOS E HORAS EXTRA EM EXCESSO

No início de Abril, a Maternidade Alfredo da Costa denunciou a falta de recursos humanos, ao nível do pessoal médico, e que essa situação poderia levar a uma ruptura do serviço de Urgências, principalmente no período dos feriados da Páscoa, 22 e 24 de Abril, e do 25 de Abril. Em causa estava ainda o facto de os médicos ultrapassarem o limite imposto por lei das 200 horas extraordinárias por ano e de recusarem fazer mais horas. Jorge Branco, responsável pela MAC, garantiu que a ministra da Saúde, Ana Jorge, tinha conhecimento da situação. (C.M)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Director clínico do IPO de Lisboa reclama reforma «urgente» nas instalações

Nuno Miranda, director clínico do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa disse que a instituição precisa de uma reforma urgente nas suas instalações.

«A nossa instituição merece um investimento significativo na reforma das suas instalações», afirmou Nuno Miranda em conferência de imprensa, sublinhando que essa reforma é precisa «para ontem».

O responsável classificou como «completamente degradantes» as instalações das consultas de medicina e disse ser preciso reequipar grande parte do instituto. «Para tratarmos mais doentes precisamos de uma reforma muito significativa das nossas instalações. Aliás, mesmo para tratar os doentes que tratamos hoje em dia precisamos dessa reforma», sustentou.

O director clínico adiantou que o IPO tem mantido «conversações regulares com a tutela» e apresentou inclusive um plano de requalificação que ainda não mereceu resposta.

Já em Julho do ano passado, o Ministério da Saúde decidiu manter o IPO na zona de Palhavã e anunciou obras de 45 milhões de euros, mas Nuno Miranda disse que «esses 45 milhões são uma intenção».

Ainda assim, o responsável garante que a qualidade dos tratamentos não tem sido afectada, muito graças ao «esforço dos profissionais».(A Bola)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

IPO fica em Lisboa e vai para obras

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa, que desde 2006 esteve para ser deslocalizado para Oeiras e depois para o parque da Bela Vista, em Lisboa, vai manter-se em Palhavã. Mas vai ser melhorado e reequipado.

Aliás, dos seis aceleradores de radioterapia apenas dois funcionam, e por isso há vários meses que o IPO se vê obrigado a transferir doentes para outras unidades, incluindo privadas, para fazer os tratamentos.

As obras começam depois das férias e o investimento será de 45 milhões de euros. Trinta milhões dos quais serão para obras e 15 milhões para equipamento (há cinco milhões para radioterapia e dois milhões para medicina nuclear).

Correia de Campos, que antecedeu Ana Jorge na pasta da Saúde, diz que a decisão de manter o IPO em Lisboa serviu apenas de bandeira política.

Para manter o IPO em Palhavã terá pesado o facto de os terrenos onde está localizado terem sido doados para aquela unidade com cláusulas que inviabilizavam qualquer outro tipo de utilização. (C.M)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Taxas moderadoras vão aumentar em Fevereiro

As consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde vão ser mais caros já a partir do próximo dia um de Fevereiro, segundo a actualização das taxas moderadoras publicada no Diário da República do dia 15 de Janeiro. As cirurgias de ambulatório são as únicas que vão sofrer uma descida do preço.

Segundo a Portaria n.º 34/2009 a actualização dos preços da saúde em Portugal deve-se ao facto das taxas moderadoras estarem desactualizadas a nível do valor e da tipologia dos actos. A partir do próximo mês uma consulta num hospital central vai passar a custar quatro euros e 50 cêntimos, nos hospitais dsitritais aumenta para dois euros e 85 e nos centros de saúde os utentes vão pagar mais dez cêntimos, ficando o preço a dois euros e vinte. Nas urgências o pagamento da taxa deixa de ser feito consoante a tipologia do hospital e passa a ser cobrada consoante se trata de uma urgência polivalente (9,40€), urgência básica e médico-cirúrgica (8,40€) ou em centros de sáude (3,70€).

No internamento, o paciente passa a pagar 5,20€ nos primeiros dez dias enquanto que o serviço domiciliário sobe 20 cêntimos, para 4,70€. A cirúrgia de ambulatória é a única que não vai sofrer alterações. Neste caso a taxa moderadora vai sofrer uma ligeira descida: custa agora 5,20€ quando anteriormente custava dez euros. O governo quer que este ano mais de metade das cirúrgias sejam feitas em regime ambulatório, ou seja, sem internamento, uma forma de, segundo o ministério da saúde, reduzir as listas de espera.(Expresso do Oriente)

segunda-feira, 31 de março de 2008

Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral

O dia 31 de Março , foi estabelecido como o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral, por publicação no Diário da República, com vista a chamar a atenção da população geral para a realidade desta doença em Portugal e sensibilizar toda a sociedade para as medidas que se podem tomar para o evitar.

Mas o que é afinal um Acidente Vascular Cerebral? Castro Lopes explicou ao NM que acontece geralmente de um modo repentino, como resultado de “uma porção do cérebro que deixa de ser alimentado normalmente através do fornecimento de sangue”.

Por se manifestar de diversas formas, dependendo da zona do cérebro afectada, a SPAVC definiu três sinais que devem ser considerados um AVC: “Perda de força de um membro superior, desvio da parte inferior de uma metade da face, dificuldade em se expressar correctamente”.

Falando em factores de risco, o neurologista descortinou que a tensão arterial elevada, tabagismo sedentarismo, diabetes ou a fibrilhação auricular (perturbação do ritmo cardíaco) são favorecedores do aparecimento de AVC.

No entanto, Carlos Lopes relembrou que “o colesterol elevado e o abuso de bebidas alcoólicas têm igualmente grande expressão no seu desenvolvimento”.“Sobre estes, podemos actuar através da modificação de hábitos de vida, nomeadamente alimentação e correcção medicamentosa”, contou o presidente da SPAVC, lembrando a idade como um factor de risco sobre o qual não podemos actuar: “O AVC está fundamentalmente ligado ao envelhecimento e basta conhecer as projecções do Instituto Nacional de Saúde sobre o envelhecimento populacional para 2050 para ficarmos seriamente preocupados”.

Falando em tratamento, o neurologista adiantou que “uma vez reconhecido através dos sinais atrás referidos – sendo que o mais típico é a diminuição de força de um dos lados do corpo [a denominada hemiplegia] o agora doente deve, através do 112, e da via verde extra hospitalar, ser conduzido a um hospital dotado de unidade de tratamento de fase aguda do AVC”.Um acompanhamento que, segundo Castro Lopes, deve ser feito nas primeiras três horas do seu aparecimento de modo a que seja possível “administrar a necessária medicação e diminuir a mortalidade”.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O país da bufaria

Veio a público que a Inspecção-Geral das Actividades da Saúde abriu um inquérito ao socorro do homem que morreu em Alijó e vai averiguar como foi tornada pública uma conversa entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os bombeiros.

Recorde-se que esse episódio tem sido alvo de rábulas humorísticas devido ao caricato e ridículo da situação. Seria mesmo para rir não fosse um 'caso de polícia', neste caso de vida ou morte, pois diz respeito ao modo como temos acesso a cuidados de emergência médica. Mas o que escandaliza, ainda mais que o ridículo da situação, é o inquérito da IGAS.

O que aquilo quer dizer é que vivemos, oficialmente, num país de 'bufaria'. Em vez de se ordenarem inquéritos para saber quem são os responsáveis pela situação caótica daquele serviço procura-se saber como é que uma gravação, de um serviço público, é tornada... pública.

Este clima de terror, em que se anunciam (os muito na moda) inquéritos a torto e a direito a quem diz coisas acertadas e não a quem as faz mal - e o último caso conhecido é o de Felícia Cabrita - devia preocupar sobremaneira todos os portugueses. São já inúmeros os casos em que o governo pode ser acusado de promover a 'bufaria' - mais evidente desde o caso da DREN - mas assim oficialmente e num assunto que mexe com a vida das pessoas é um verdadeiro atentado... à saúde pública.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Na Saúde tudo na mesma

Pronto, um dos piores - senão o pior - Ministro da Saúde que alguma vez houve em Portugal já lá foi. Demitiu-se, de livre vontade, dizem as notícias. Pouco importa, ou talvez não. Importa de certeza, saber se tudo aquilo que ele fez no exercício das suas funções vai ser anulado pelo novo Ministro que há-de vir.

As maternidades, os hospitais e centros de saúde, voltam a abrir? Ou Correia de Campos veio apenas para fazer o trabalho sujo, para agora ir embora para um "job" qualquer, e ficar tudo na mesma? Se é o caso então mais valia deixá-lo ficar para que assumisse as suas responsabilidades.

Claro que não podia ser deixado ficar porque foi ele que se demitiu... pois, trata-se na verdade de uma muito conveniente "demissão". Ainda por cima pedida pela chamada oposição, o que é mais curioso. Com adversários daqueles não há-de o Sócrates andar descansado. São todos iguais, é o que é!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Há menos doentes em Portugal?

«O número de camas nos hospitais (lotação praticada) era de 37330 em 2005, o que traduz uma diminuição 2360 face a 1990, revelam estatísticas do INE sobre a capacidade de internamento no sector. O relatório do Instituto Nacional de Estatística indica que, desde o início da década de 90, a oferta de camas nos estabelecimentos de saúde recuou de 4,3 por cada 1000 habitantes, para uma taxa de 3,6 camas/1000 habitantes no final de 2006.»

A pergunta que podermos fazer: haverá menos doentes em Portugal? Será de acreditar que há menos doenças e menos gente doente? O que há é um pior Serviço Nacional de Saúde. Claro que o Governo dirá que o que há é uma melhor gestão. Poderia ser verdade se não continuasse a haver pessoas abandonadas pelos corredores dos hospitais. Continuamos a ficar horas (cada vez mais) nas salas de espera. Fecham-se hospitais, maternidades, e centros de saúde, mas as marcas dos automóveis pagos pelos contribuintes continuam a ser as mesmas, Audi e Mercedes. O Ministro da Saúde passeia-se num desses.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Breve ensaio sobre a hipócrisia

Os aráutos do politicamente correcto, andam muito versáteis, no que toca às áreas, relativamente às quais, pregam a sua doutrina hipócrita e beata.

Agora decidiram legislar sobre as substâncias dopantes: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314223&idCanal=62

Este fundamentalismo saloio - de meninos do coro que simulam «limpar» de substâncias dopantes o fenómeno desportivo - é um dos maiores descaramentos, levados a cabo pelos Legisladores, de que há memória!

O Desporto actual, é estimulado pelo poder politico-económico, na sua vertente exclusivamente competitiva. Nessa prespectiva, têm as competições desportivas, vindo a aumentar sempre mais e mais, o seu grau de dificuldade, visando indices de espectacularidade sempre crescentes, para seduzir permanentemente as massas, e em função desse interesse, gerar fenómenos hiper-mediatizados pelas TV's, que arrastam consigo os inevitáveis interesses publicitários.

É esta cadeia de interesses essencialmente económicos, que rege todo o Desporto competitivo das sociedades Ocidentais, ditas desenvolvidas.

Nesta teia, existem dois pólos essenciais: atletas e público!
Aos primeiros exige-se que «produzam» o espectáculo. Que transmitam as mensagens subjacentes de esforço, abnegação e sacrificio, que resultem nos exemplos sociais de percurso rumo à glória e ao sucesso.
Dos segundos espera-se, que sejam seduzidos ao depositarem nestes gladiadores, o estatuto de seus representantes, num palco iluminado, em que cada um se revê.
No meio, uma zona «cinzenta», composta por um numero crescente de parasitas, que vai desde empresários a dirigentes desportivos, passando por jornalistas, publicitários e politicos.

A utilização de substâncias dopantes, não é mais do que uma resposta a toda esta exigência crescente, de proporcionar sempre mais e maior espectáculo.
A Volta à França nos anos 50, tinha 10 etapas, duas contagens de montanha de categoria «especial» e vários dias de descanso. Hoje, em função da histeria de proporcionar um enorme espectáculo de sofrimento/superação dos atletas, dura 3 semanas, tem várias contagens de montanha com a tal categoria «especial» e um unico dia de descanso. Tudo devidamente imposto pelas transmissões televisivas, incontornáveis interesses de publicidade, e «lobbies» diversos.

Mas para que sejam possiveis estes niveis sobrehumanos de rendimento, por parte dos atletas, não existe outra forma, que não a da utilização de substâncias que potenciem as capacidades fisicas.
Escusam os pastores do evangelho da honestidade hipócrita, vir com legislações ao melhor estilo inquisitorial, porque não podem ter tudo.
Vão ter de escolher entre os espectáculos, em que os «super-homens» fazem as massas delirar (distraindo-as inclusive de problemas bem graves que os afectam, no seio da sociedade) - e com toda uma industria paralela que gera biliões - ou Desporto sério, honesto e sem o recurso a ajudas quimicas.

Ambas as vertentes é que não é possivel coexistirem! Por muito que legislem e se armem em virgens escandalizadas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Atira-te ao mar e diz que te empurraram!

Segundo os Governantes, viver em Portugal é bom.
A qualidade de vida impera, graças aos esforços e ao empenhamento dos politicos, e a malta vive alegre e feliz de «taxa arreganhada» e em alegres correrias de cabelo ao vento, a cantar melodias do clássico «Música no coração».

Este estudo baseado em estatisticas, e mandado certamente fazer pelos malandros do PNR, demonstra que há gente «chateada à brava» por viver neste idilio paradisíaco:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=70134

Somos o país da Europa com maior taxa de suicidio, dos 16 abrangidos por este estudo, o que revela logo à partida que os Portugueses, são essencialmente uma cambada de mal agradecidos e não sabem desfrutar devidamente do paraíso, especificamente criado em sua intenção, pela piedosa classe politica, do pós-25 de Abril.

Já tinhamos outros «honrosos» primeiros lugares a nivel da UE em outras matérias, tais como; analfabetismo, mortalidade infantil, infecção com HIV, abandono escolar precoce e obesidade infanto-juvenil.

Chego à conclusão que os Portugueses querem é morrer.

No fundo, quem reside na Linha de Sintra ou outro suburbio «agradável» desse estilo, já «está morto», só que ainda não deu por isso!

Senão vejamos:

-Demorar duas horas na via mais congestionada da Europa - o terrifico IC19 (ena, outro 1º lugar!) - para chegar ao emprego.
-Ser massacrado psicológicamente pela incerteza de amanhã ter ainda esse emprego, ou ter de ir para as obras, competir salarialmente com os Africanos, Ucranianos e Brasileiros, que ganham 70 contos mensais, por 12 horas diárias.
- Voltar para casa de comboio, porque o carro está velho e já não pegou no regresso.
- Ser assaltado por um grupo de «jovens» na estação.
-Ir a correr buscar o filho à creche, que já está a fechar, e concluir que o miudo está com cólicas porque a comida do infantário estava deteriorada.
-Ir para casa, ligar a TV para assimilar por «osmose» o noticiário e a telenovela, enquanto ingere uma lata de atum do «Minipreço» e uma carcaça da véspera, porque já não foi possivel ir ao pão.
-Finalmente dormir e ter pesadelos com este dia tão feliz, não sem antes ser «vitima» de insónia, graças aos vizinhos de cima, que decidiram fazer sexo numa cama coxa.


Dizer que viver assim, um dia após outro, é estar vivo, é um eufemismo digno dos melhores escritores do período Romantico.

Portugal definha e morre!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Mexam-se!!

Depois de algumas minhas dissertações, mais ou menos politicas, mais ou menos filosóficas, relacionadas com a prática de actividade fisica e desporto, vou hoje ser bem mais prosaico e directo, no que a este tema diz respeito.

Já que os rapazes que dirigem (deveria dizer manipulam?!?) a 3ª República, estão muito pouco preocupados com o cumprimento da Constituição, que eles próprios elaboraram, a qual preconiza que «todos têm direito à cultura fisica e ao desporto», bem como que «incumbe ao Estado, promover, apoiar, estimular e orientar, a sua prática», o melhor mesmo, é «entrarem de cabeça» na lógica neoliberal do Capitalismo globalizado, e inscreverem-se num ginásio.
É que enquanto esperam pelo cumprimento da Constituição, as vossas artérias vão criando uns coágulos perigosos e os cemitérios estão cheios de gente que «não queria saber»!

Pois é, estou-vos a recomendar a prática de exercicio fisico num ginásio! Mais ou menos janota, com oferta de «shampoo» e gel de duche, ou não, com toalha do ginásio ou tendo de levar a vossa de casa, mas comecem é a levar o assunto muito a sério, duma vez por todas.

Alguns conselhos a levar em conta na escolha do espaço:

-A proximidade da residência ou do trabalho (para não se desmotivarem e irem lá só duas ou três vezes).

-A higiene do local em geral e balneários em particular (ir treinar por uma questão de saúde e apanhar uma micose ou pior, uma hepatite, era o cúmulo!).

-E «last but not least», a qualidade dos professores e monitores (não falo do aspecto fisico, embora aconselhe a desconfiarem de um professor com caspa e nódoas de vinho na T-shirt!).


E pronto. Sustentem lá as multinacionais que «vendem saúde», porque se estão à espera do desporto gratuito, promovido pelo Estado, não vão longe, amigos!!!!


Bons treinos!!!!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Programa «Peso Comunitário»

Ainda na sequencia do tema abordado, na mais recente Conferencia promovida pelo PNR e que decorreu na sede do Partido no passado Sábado, dia 22, gostariamos aqui de divulgar o Programa «Peso Comunitário», promovido pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa.

Este programa visa básicamente, promover a actividade fisica dos participantes, bem como a adopção de hábitos alimentares saudáveis, conduzindo assim à redução do peso corporal e/ou à prevenção da obesidade.

Dirige-se a um publico entre os 18 e os 65 anos, e decorre em 15 sessões de 90 minutos em horário pós-laboral (18:30-20h) na Faculdade de Motricidade Humana, na Cruz Quebrada.
As pré-inscrições podem desde já ser feitas, mas serão formalizadas nos dias 11 e 12 de Outubro. O Programa terá inicio no dia 18 do mesmo mês e é inteiramente gratuito.

Para mais informações: http://www.pesocomunitario.net/index.php