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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nove edifícios de Lisboa classificados como monumentos de interesse público

Receberam esta classificação a igreja do Antigo Convento de Arroios, que resistiu ao terramoto de 1755 e formava padres jesuítas para irem para a Índia, a casa apalaçada de inspiração parisiense da Avenida da Liberdade, n.º 193, e respetivo jardim e o Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, no bairro da Mouraria.
O edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Alameda da Universidade, que guarda mais de dez séculos de história, e o Chafariz d'El-Rei, na freguesia da Sé, que durante anos desempenhou um papel central no fornecimento de água a Lisboa foram outros dos edifícios classificados.
Foram também classificadas como monumentos de interesse público, as escolas secundárias D. Filipa de Lencastre, Pedro Nunes e Camões e os edifícios do Jardim-Escola e Museu João de Deus. (Lusa)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jardim Botânico de Lisboa em perigo

O incêndio que atingiu, na semana passada, um edifício devoluto, contíguo ao Jardim Botânico, em Lisboa, foi um sério aviso. O alerta é da Liga dos Amigos do local, presidida por Manuela Correia.

«A Liga e a Plataforma em Defesa dos Amigos do Jardim Botânico irá fazer tudo, dentro daquilo que são as instituições democráticas nacionais, para que o Plano Pormenor do Parque Mayer (PPPM), no caso de ser aprovado, seja revisto e conceptualmente diferente. Não podem ser coisas pontuais. É um conceito, é um plano integrado e de salvaguarda do Jardim Botânico», afirmou a Presidente e porta-voz da Liga, Manuela Correia.

A escolha do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos é, na opinião de Manuela Correia, um motivo de grande orgulho e esperança para a sociedade e para o País:

«Com esta nomeação há uma nova esperança para o Jardim Botânico. A Universidade de Lisboa tem agora a oportunidade de se aliar a um conjunto de organizações que são detentoras do saber técnico científico para fazer uma candidatura para a recuperação do jardim.»

Das mais de 500 candidaturas, o Jardim Botânico de Lisboa foi um dos 67 locais escolhidos a serem preservados pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos.

Segundo incêndio da história do Jardim Botânico

O incêndio da passada quarta-feira, dia 5, foi o segundo que atingiu as instalações do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. O primeiro, de maiores proporções, ocorreu em 1978 e destruiu as bibliotecas e o Museu de História Natural. Decorria, na altura, o mandato presidencial do General Ramalho Eanes. (.)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fonte Luminosa não funciona há quatro anos

«Acho que as pessoas já nem notam, habituaram-se a ver a fonte seca», diz Janardan Kitricant, atrás do balcão do quiosque da Alameda Dom Afonso Henriques.
Ele próprio, que cresceu naquela zona de Lisboa, «raramente» se lembra, aos 32 anos, do tempo em que a Fonte Monumental, inaugurada em 1948, formava cascatas o dia inteiro. «Quando a temperatura subia, até tomávamos banho nos repuxos», conta o jovem, lamentando o «estado» em que o sítio se encontra.

Desde 2007 que a Fonte Monumental, ou Luminosa, como é mais conhecida, está desactivada. Isto apesar de, em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ter investido 1,2 milhões de euros na sua recuperação, prometendo devolver o monumento à cidade. O Executivo de António Costa promete fazer o mesmo, e já anunciou um novo investimento de mais de um milhão de euros.

Rosária Tomé, que passou 22 dos seus 59 anos naquela zona, nunca se habituou «à sujidade constante», à falta das cascatas e ao vandalismo que culminou na desactivação há quase quatro anos. E não se conforma: «Até a relva está maltratada. Vejo os turistas a aproximar-se para tirar fotografias, a olhar… Este é um monumento histórico da cidade, devia ser tratado como um ex-líbris».

Mas só agora, depois do alerta do movimento Fórum Cidadania Lisboa – que utilizou a Fonte Luminosa como «paradigma» do «esquecimento» a que a maioria dos equipamentos públicos da capital têm estado votados –, a CML aprovou, no final de Junho, uma proposta para reabilitar o monumento.

Sistema hidráulico vai ser substituido

Orçada em 1,072 milhões de euros, a recuperação da Fonte deverá avançar «dentro de um mês», prevê ao SOL José Sá Fernandes, vereador do Urbanismo da CML, adiantando que o projecto tem um prazo máximo de execução de oito meses.

«Já recebemos várias propostas para adjudicar a obra. Num mês, a fase do concurso público deverá estar concluída», explica o vereador, garantindo que a Fonte Luminosa voltará a funcionar em 2012.

A verba, financiada pelo Plano de Investimentos Prioritários em Reabilitação Urbana, soma-se assim ao montante investido naquele espaço público há apenas seis anos. A intervenção foi na altura classificada pela CML como um investimento que pretendia «contribuir para recuperar a dignidade exemplar» de «um ponto singular» da cidade.

«A Câmara só se interessa pela fonte em época de eleições», comenta Rosária Tomé, que fez parte de um grupo cívico que, em 2005, pressionou a CML para reabilitar «este espaço maravilhoso».

O investimento feito na altura contemplou – além da recuperação do sistema eléctrico, da arquitectura original e dos baixos relevos do escultor Jorge Barradas, encomendados pelo Estado Novo – a construção de um restaurante no terraço, que nunca chegou a avançar. Bastou um ano para que a fonte, cuja classificação por parte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico «está em estudo», segundo Maria Lucas, passasse a funcionar apenas em dias específicos ou, por vezes, durante a noite. «Só era ligada aos fins-de-semana, recorda outro morador., alertando: «Aí há uns cinco meses acabaram por roubar os espigões de cobre por onde a água era jorrada».

A obra, que deve finalmente avançar, tem agora como principal objectivo, diz Sá Fernandes, a «substituição de todo o sistema hidráulico», que, explica o vereador, nunca sofreu intervenções. (SOL)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Movimento alerta para abandono de fontes e lagos de Lisboa

O movimento de cidadãos Fórum Cidadania Lisboa alertou hoje para o estado de abandono de algumas fontes e lagos da capital, dando como exemplo a Fonte Luminosa da Alameda, sem funcionar desde 2007.

Aproveitando as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios de 2011, que hoje se assinala, com o tema 'Água: cultura e património', o 'Fórum Cidadania Lisboa' aponta uma lista de lagos, fontes e chafarizes de Lisboa abandonados, nalguns casos nem o facto de serem classificados como monumento nacional ajudou à preservação.

«De monumentos nacionais como os chafarizes do Aqueduto das Águas Livres (...) até aos mais simples lagos dos meados do séc. XX no bairro de Alvalade e Areeiro (...), a maioria dos equipamentos públicos estão votados ao esquecimento, vandalizados e sem água», recorda o movimento de cidadãos na carta que enviou aos presidentes da Câmara de Lisboa, do Conselho de Administração da EPAL e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Turismo de Lisboa associa-se ao dia Internacional dos Monumentos e Sítios

O Turismo de Lisboa associa-se ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) na celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala em 18 de Abril, este ano subordinado ao tema “Água: Cultura e Património”.

O programa do IGESPAR para este dia inclui, à semelhança dos anos anteriores, um conjunto de actividades atractivas para o público, decorrentes de convites dirigidos a entidades públicas e privadas, entre as quais o Turismo de Lisboa, para se associarem à iniciativa.

Belém e o Parque das Nações, bem como os rios Tejo e Sado, serão o palco de algumas das acções pensadas para assinalar a passagem deste Dia. Diversos associados do Turismo de Lisboa, com actividades no domínio turístico-marítimo, manifestaram já apoio às celebrações.

Na Marina Parque das Nações irão, assim, ter lugar, nos dias 17 e 18 de Abril, para além de passeios no rio, uma oficina de pinturas de embarcações típicas do Tejo, trabalhos de arte de marinheiro associados a estas embarcações e exposições, assim como a exibição de um filme do arquivo do realizador norte-americano Steven Spielberg, além de outras iniciativas.

Também a Vertigem Azul, uma empresa dedicada à organização de passeios para observação de golfinhos, e a Câmara Municipal de Setúbal, propõem, para dia 17, um passeio de três horas no estuário do rio Sado, que termina com uma prova de vinho Moscatel e de doces regionais.

Já a Veltagus, outra empresa associada do Turismo de Lisboa, sugere, para os dias 18 e 19, navegar no estuário do Tejo, a bordo do veleiro “Príncipe Perfeito” e/ou o passeio “Historic Promenade”, na lancha “Margem I”.

A Marlin Boat Tours, por sua vez, destaca para dia 18, um passeio de 30 minutos em lancha rápida, com passagem pela zona monumental de Belém.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) e a comemoração tem por objectivo sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço indispensável à sua protecção e conservação. (Rostos)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lisboa conta com três novos monumentos nacionais

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Fundação Gulbenkian, Jardim Botânico e campo de Aljubarrota são monumentos nacionais

Das quatro novas classificações como monumentos nacionais, aprovadas em Conselho de Ministros, três situam-se em Lisboa (Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian e o Jardim Botânico de Lisboa), o que, segundo a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, "vem reforçar a importância que o município de Lisboa atribui a esses locais". O Campo da Batalha de Ajubarrota e a área envolvente é o único classificado como monumento nacional que não se situa na capital.

Segundo um comunicado do Fórum Cidadania Lx, esta classificação vem evitar "sérias consequências" para o Jardim Botânico de Lisboa, "como resultado da aplicação do Plano de Pormenor do Parque Mayer". Este jardim começou a ser plantado em 1858, sendo resultado dos trabalhos dos jardineiros-paisagistas Edmond Goeze e Jules Daveau, mas também dos professores Conde de Ficalho e Andrade Corvo. Este decreto-lei que classificou estes espaços como monumentos nacionais refere ainda que o jardim constitui "uma das mais valiosas colecções botânicas em Portugal".

O Campo de Batalha de Aljubarrota e a área envolvente merece esta classificação dada a sua "importância histórica", mas também porque foi "pretexto para o desenvolvimento de uma táctica militar inédita, apurada na Guerra dos 100 anos e posta em prática por D. Nuno Álvares Pereira, de que é testemunho o complexo sistema defensivo, constituído por cerca de 800 covas de lobo e dezenas de fossos, posto a descoberto nas campanhas arqueológicas que decorrem desde 1958". Alexandre Patrício Gouveia, presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, referiu à Lusa que a fundação mantém dois objectivos para o espaço: "p enriquecimento dos conteúdos expositivos" e a "recuperação paisagística".

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Rua Camilo Castelo Branco, Lisboa) é uma obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, e é, segundo este decreto-lei, um edifício que "inova decisivamente no plano da concepção do espaço litúrgico, e que se enquadra numa estética neo-brutalista", sendo assim uma "referência no âmbito da arquitectura portuguesa do século XX".

Já o conjunto do edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian é também dedinido como uma referência "na arquitectura nacional e internacional".

Com esta classificação, estes espaços devem ser a partir de agora "objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural". (DN)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Castelo de São Jorge comemora 100 anos como monumento nacional

Para assinalar os 100 anos da elevação do Castelo de São Jorge a Monumento Nacional, será realizado um programa cultural que inclui um «espectáculo que é no fundo uma viagem literária, musical e visual» pelos caminhos das ameias.

O castelo de São Jorge comemora, esta quarta-feira, os cem anos de Monumento Nacional, uma dignidade que lhe foi reconhecida nos últimos dias da Monarquia portuguesa, já no tempo de D. Manuel II.

Ouvida pela TSF, a gestora deste monumento nacional chamou à atenção para as recentes aberturas de dois serviços no castelo, «o núcleo museológico, que abriu em Dezembro de 2008, e o núcleo arqueológico, que abriu em Março deste ano»

Teresa Oliveira adiantou ainda que, para assinalar a data, será realizado um «espectáculo que é no fundo uma viagem literária, musical e visual, que conta a história do castelo de São Jorge».

«É um espectáculo que tem texto inéditos de Nuno Júdice, tem música inédita e fotografia também do Bernardo Sassetti, que é uma novidade e vai ter ao vivo a Sinfoneta de Lisboa», acrescentou esta gestora.

Este programa cultural é apresentado esta quarta-feira a partir das 22:00 e repete-se na sexta-feira e no sábado a partir das 23:30.(Tsf)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Núcleo Museológico no São Jorge oferece passeio ao passado lisboeta

No interior da muralha do Castelo de São Jorge, em Lisboa, está agora a descoberto e pronto a receber os visitantes o Núcleo Museológico. A proposta é uma passeio pelo passado histórico da cidade de Lisboa, desde a Idade do Ferro até ao século XVIII, por altura do terramoto de 1755. Pelo meio pode imaginar-se como seria a vida da família islâmica que habitou uma das casas, que é possível visitar.(Tsf)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obras de restauro da Sé de Lisboa embargadas

A intervenção de suposto restauro que estava a ser efectuada junto ao portão Norte da Sé de Lisboa foi embargada, disse à Lusa fonte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

«A intervenção foi feita à revelia do IGESPAR que, prontamente, através da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT), enviou uma brigada e embargou a obra», disse a mesma fonte.

A obra foi mandada executar por um eclesiástico do cabido da Sé, acrescentou.

O embargo foi decidido um dia depois do Ministério da Cultura ter anunciado que a empresa de construção civil Somague irá financair as obras de estauro da Se de Lisboa através do cheque-obra, um sistema em que as companhias que cumprem contratos com o Estado podem aplicar uma parte dos dinheiros públicos que recebem na recuperação de património arquitectónico histórico.

O alerta para as alegadas irregularidades na recuperação foi dado esta quarta-feira pelo Fórum Cidadania que, em nota enviada à imprensa, afirma «que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos».

«Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos monumentos nacionais a adulterá-los», lê-se na mesma nota.

A Agência Lusa tentou questionar a DRCLVT sobre os possíveis danos sofridos pela pedra antiga do portal por esta intervenção casuística, não tendo recebido qualquer resposta.

A 27 de Setembro o director do IGESPAR, Elísio Summavielle, afirmou que «o estado global da Sé de Lisboa é de alerta público», mas acrescentou já estar em curso um plano de recuperação.

«A situação da Sé de Lisboa, globalmente, é de alerta público. Não só o Órgão que é importante, mas talvez mais grave é situação do claustro há quase 20 anos, e o estado de abandono a que esteve votado aquele monumento nas últimas duas décadas», disse Summavielle.

O templo de traça românica sofreu várias derrocadas com os terramotos, o mais forte de 1755, e sucessivas reconstruções ao gosto das épocas.(IOL)

sábado, 16 de maio de 2009

Celebração do Cinquentenário do Santuário de Cristo Rei

Programa de Lisboa

Sábado, 16 de Maio

11 h Visita de Nossa Senhora de Fátima aos Doentes Hospital da Estefânia.
11 h 30 Memória de Jacinta passagem Igreja Paroquial de Anjos.
12 h Chegada da Imagem de Nossa Senhora - Tempo de Oração Igreja de São Nicolau.
14 h Concentração da multidão Praça do Comércio.
15 h 30 Recepção a Nossa Senhora e recitação do Terço Praça do Comércio.
17 h Missa presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo Praça do Comércio.
19 h Cortejo de embarcações no Tejo, acompanhando a Imagem de Nossa Senhora para Almada.

Programa de Almada

Sábado, 16 de Maio

20 h Procissão de velas Cacilhas.
22 h Vigília nocturna Igreja Paroquial de Almada.

Domingo, 17 de Maio

10 h Missa presidida pelo Bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis Igreja Paroquial de Almada.
11 h Visita da Imagem de Nossa Senhora à Associação Vale de Acór Almada.
12 h Tempo de Oração Seminário de Almada.
13 h 30 Com Nossa Senhora e Relíquias de Santa Margarida a caminho de Cristo Rei Procissão nas ruas de Almada.
16 h Celebração Aniversaria do Cinquentenário presidida pelo Enviado Especial de S. S. o Papa Bento XVI,Cardeal D. José Saraiva Martins, Santuário de Cristo Rei.(Fonte)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vinte e cinco séculos de história em exposição no Castelo S. Jorge

O Castelo de São Jorge, em Lisboa, terá, a partir de sexta-feira, um núcleo museológico que dará a conhecer 25 séculos de história através de objectos descobertos em investigações arqueológicas naquele monumento.
"O acervo tem a ver com as escavações que desde 1997 temos vindo a fazer por toda a área do castelo, que inclui a zona monumental e a zona da freguesia onde se fizeram numerosas intervenções arqueológicas", disse à agência Lusa a arqueóloga Ana Gomes.
O Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, que abre ao público na sexta-feira, faz parte do projecto de "Musealização da Praça Nova" do castelo da capital, que só estará concluído no primeiro trimestre de 2009, com assinatura do arquitecto Carrilho da Graça.
O núcleo, que tem projecto arquitectónico de Victor Mestre, é o resultado de mais de dez anos de escavações arqueológicas, numa parceria entre a autarquia de Lisboa, a EGEAC (Empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa) e o IGESPAR.
A concretização do projecto custou cerca de dois milhões de euros, sessenta por cento dos quais financiados pelo Programa Operacional de Cultura, disse à Lusa a gestora do Castelo de São Jorge, Teresa Oliveira.

Em exposição permanente vai estar um espólio que "percorre praticamente o período da pré-História, que tem a ver com a Idade do Ferro, praticamente até ao século xx", subllinhou a arqueóloga, dando conta de que são perto de 25 séculos de história acessíveis ao público.
Entre os cerca de mil objectos arqueológicos contam-se azulejos, facas, alfinetes de peito e de cabelo, loiças, serviços de cozinha e até espólio associado ao Hospital dos Soldados.
Quem visitar o núcleo museológico do castelo, repartido por duas salas principais, "terá sobretudo uma ideia nova sobre o espaço da Alcáçova [zona de defesa dentro de um castelo]. É como se estivesse a fazer uma viagem que vai desde o período da Idade do Ferro, desde o povoado até à cidade do século XX", acrescentou Ana Gomes.
Teresa Oliveira referiu que um dos objectivos deste espaço museológico, que terá também um serviço educativo, é conquistar mais visitantes portugueses.
"Temos cerca de um milhão de visitantes no Castelo de São Jorge, dos quais 95 por cento são estrangeiros. Um dos objectivos é cativarmos aqui o público nacional e com a abertura destes dois núcleos isso vai ser possível", disse.(Fonte)

sábado, 25 de outubro de 2008

Canal História assinala 10º aniversário com série dedicada à cidade de Lisboa

No ano em que celebra o 10º aniversário, o Canal de História escolheu a cidade de Lisboa para produzir uma nova série de 12 programas da sua já famosa produção Cidades debaixo de terra. “Lisboa debaixo de terra”, em exibição a partir de 10 de Novembro.

“Lisboa debaixo de terra” no Canal de História


10 de Novembro, 21h00 – Pátio dos Quintalinhos
17 de Novembro, 21h00 – Reservatório da Patriarcal
24 de Novembro, 21h00 – Ruínas do Teatro Romano
1 de Dezembro, 21h00 – Moinhos do Caramão da Ajuda e Moinhos do Casalinho da Ajuda
8 de Dezembro, 21h00 – Conjunto dos Fornos de El-Rei
15 de Dezembro, 21h00 – Forte do Alto do Duque
22 de Dezembro, 21h00 – Edifício dos Banhos de São Paulo
29 de Dezembro, 21h00 – Antigo Convento de Corpus Christi
5 de Janeiro, 21h00 – Palacete Rústico de Meados do Séc. XIX
12 de Janeiro, 21h00 – Bairro Estrela D’Ouro
19 de Janeiro, 21h00 – Padrão dos Távoras
26 de Janeiro, 21h00 – Galerias Romanas

domingo, 21 de setembro de 2008

Lisboa vista por baixo

A cidade de Lisboa tem, no seu subsolo, toda uma outra urbe por descobrir. Todavia, raramente está aberta à visita do público em geral. Porém, por ocasião das Jornadas Europeias do Património, as galerias romanas da Rua da Prata estarão abertas nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro.

Este monumento, raramente visitável devido às condições de acessibilidade, abre este ano apenas durante estes três dias, entre as 10 e as 18 horas. O público pode visitar gratuitamente e sob a orientação de técnicos do Museu da Cidade um monumento que faz parte do imaginário lisboeta. Paralelamente, dia 25, o Museu da Cidade apresenta uma sessão de trabalho com profissionais de várias áreas implicados no estudo das Galerias Romanas, para mostrarem os resultados dos estudos efectuados no local.(Fonte)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Elevador de Santa Justa celebra 106 anos

O Elevador do Carmo, conhecido por todos como Elevador de Santa Justa, é um dos pontos mais conhecidos e apreciados da Baixa lisboeta. Foi no dia 10 de Julho de 1902 que este elevador, projectado por Raul Mesnier de Ponsard, foi inagurado.

Esta estrutura neogótica foi construída na viragem do século pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, que também se responsabilizou, nesta mesma cidade, pela edificação do Elevador do Lavra.
As obras do Elevador de Santa Justa ter-se-ão iniciado em 1898 e a sua inauguração deu-se em em 10 de Julho de de 1902 tendo, na altura, sido apelidado de Ascensor Ouro-Carmo. Nos dois primeiros anos do seu funcionamento era movido a vapor, passando mais tarde a ser accionado por energia elétrica. A diferença de nível entre o piso da estação inferior (Rua de Santa Justa, na Baixa) e o da superior (Rua do Carmo) é de trinta metros.

Para a época foi considerada uma obra arrojada, atendendo ao desnível vencido, materiais utilizados e viadutos construídos, que possibilitaram os acessos à estação superior do Carmo. Hoje é uma das edificações mais visitadas em Lisboa não apenas por portugueses mas, fundamentalmente, por turistas estrangeiros que procuram recordar ambientes passados (madeiras e latão) e processos mecânicos de transporte. As vistas do piso superior sobre a cidade de Lisboa são deveras impressionantes.

Em 2002, este elevador, juntamente com os Ascensores do Lavra, da Glória e da Bica, foi classificado como Monumento Nacional.



Para assinalar a data, a CARRIS vai distribuir brindes a todos os clientes. Um dos brindes será um postal do Elevador que, na compra de um bilhete para o Museu da CARRIS, pode ser trocado por dois ingressos.

No Museu da CARRIS é possível encontrar mais informação histórica sobre este Elevador. O Museu, que fica na Rua 1º de Maio, encontra-se aberto de segunda a sábado, entre as 10h e as 17h.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Dia Internacional dos Monumentos e Sitios

As comemorações já neste dia 18 de Abril, serão dedicadas ao Património Religioso e Espaços Sagrados.

O passeio, intitulado "Pelo Caminho Sagrado da Água", terá inicio pelas 9h30 na Rua das Amoreiras 101, de onde se partirá para Belas.

Segue-se uma visita às Nascentes e Galerias do Aqueduto, regressando a Lisboa para a Travessia Monumental Arcaria do Vale de Alcântara e por último uma visita ao Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras.

No final da manhã, vai ter a certeza que temos em Portugal Monumentos e Sítios unicos!

Aberto ao Público
Entrada gratuita e sujeita a marcação(As marcações terão de ser feitas através do número de telefone 218100215)
www.museudaagua.epal.pt

sábado, 20 de outubro de 2007

Castelo de São Jorge - Monumentos de Lisboa

Declarado Monumento Nacional em 1910, pouco antes da implantação da República, o Castelo de São Jorge ergue-se na mais alta colina de Lisboa e foi desde muito cedo um espaço aprazível para a ocupação humana, datando do século II a.C. a primeira fortificação conhecida.


Intervenções arqueológicas permitiram registar testemunhos de ocupação desde pelo menos o século VI a.C.. Fenícios, Gregos, Cartaginenses, Romanos e Muçulmanos por aqui passaram.


O Castelo sofreu importantes intervenções de restauro na década de 1940 e no final da década de 1990, que tiveram o mérito de reabilitar o monumento, actualmente é um dos locais mais visitados pelos turistas na cidade de Lisboa.

O castelo de São Jorge, oferece aos visitantes os jardins e miradouros de onde se pode observar a cidade em todo o seu esplendor, um espectáculo multimédia (Olisipónia), uma câmara escura (Torre de Ulisses ,viagem de 360º sobre Lisboa), espaço de exposições, sala de reuniões/recepções (Casa do Governador) e loja temática.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Aqueduto das Águas Livres de Lisboa - Monumentos de Lisboa

O Aqueduto das Águas Livres foi mandado construir pelo Rei D. João V, a fim de fornecer água a Lisboa, de acordo com o projecto de Manuel da Maia, tendo abastecido a cidade a partir de 1748.

Com 19 Km de extensão desde a nascente principal e diversos aquedutos subsidiários e de distribuição, com um total de 58 Km, abastecia uma rede de chafarizes na cidade.

O Aqueduto possui, na sua parte mais monumental, um conjunto de 35 arcos, de autoria de Custódio Vieira, sobre o Vale de Alcântara, onde se destaca o maior arco em pedra de vão do mundo, com 65 m de altura e 32 m de abertura.

As águas chegavam a Lisboa ao Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, construído entre 1746 e 1834, segundo planos de Carlos Mardel, a quem se deve, entre outras obras, também o arco triunfal que celebra a obra de D. João V. Integram actualmente o Museu da Água da EPAL.

As visitas ao Aqueduto das Águas Livres fazem-se pela Calçada da Quintinha (Portão EPAL) em Campolide , durante o período de 1 de Março a 30 de Novembro, entre as 10H00 e as 18H00 de 2ª Feira a Sábado, encerrando aos Domingos e Feriados.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Galerias Romanas da Rua da Prata

Como vem sendo hábito, de há uns anos a esta parte, voltam a estar, neste mês de Setembro abertas ao publico, as galerias Romanas de Lisboa (dias 28, 29 e 30 das 10 às 18h).

É uma iniciativa da Câmara da Capital, das poucas levadas a cabo por este organismo, que se aplaudem e agradecem, e que este ano se insere no âmbito das «Jornadas Europeias do Património».

Por estarem o resto do ano submersas, são alvo de especial curiosidade por parte dos Lisboetas e Turistas, sendo as visitas realizadas em pequenos grupos, que descem ao subsolo acompanhados por uma equipa de técnicos, disponibilizada para o efeito.

Desconhecidas até ao Terramoto de 1755, estas galerias datam provavelmente do séc. I d C e não teriam sido elas próprias um edificio, mas antes, servido de alicerce a construções de grande dimensão, que existiam á superficie. Depois da sua descoberta no séc. XVIII, foram utilizadas como cisterna até à sua desactivação perto dos finais do séc. XIX.

A não perder!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Torre de Belem - Monumentos de Lisboa

A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos e bonitos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.
Classificada como Património Mundial em 1983 pela Unesco, em 7 de Julho de 2007 foi eleita como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Breve História da Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída na era das Descobertas (quando a defesa da cidade era de extrema importância) em homenagem ao santo padroeiro da cidade, São Vicente.

Para melhorar a defesa de Lisboa, o rei João II desenhou um plano que consistia na formação de uma defesa constituída por três fortalezas junto do estuário do Tejo. Formava um triângulo, sendo que em cada ângulo se contruiría uma fortaleza: o baluarte de Cascais no lado direito da costa, a de S. Sebastião da Caparica no lado esquerdo e a Torre de Belém na água (já mandada construir por D. Manuel I).

Este monumento está repleto de decoração Manuelina que simboliza o poder do rei: calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.

Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa.
Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e até de farol.
Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política.