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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fundeadouro romano encontrado em escavações em Lisboa

Escavações arqueológicas na praça D. Luís, em Lisboa, revelaram um fundeadouro romano, com mais de 2000 anos, um achado raro e extraordinário, que reflecte, de forma muito rica, a história da cidade, salientou à Lusa o arqueólogo Alexandre Sarrazola.


O fundeadouro, como é designado no meio arqueológico, é um espaço à beira da costa, onde os navios ancoravam temporariamente para descargas, trânsito de passageiros e para concretizarem várias operações, como reparações. Este fundeadouro é datado pelo arqueólogo, entre o século I antes de Cristo e o século V.

"Esta zona, agora a 100 metros de distância da actual rua da Boavista, então zona de praia, constituía uma pequena baía onde os navios romanos fundeavam" e, no trânsito de cargas e passageiros, deixaram cair matérias ou até se libertaram delas.

Estes materiais que o lodo ajudou a preservar, permitem hoje determinar "uma dinâmica comercial, que dá já conta de Lisboa como uma placa giratória na economia do Império Romano, e já nos dá uma dimensão atlântica".

O arqueólogo lidera uma equipa que há dois anos escava esta área, na zona do Cais do Sodré, e que será um futuro parque de estacionamento.

Esta campanha de escavações trouxe à luz do dia outras realidades posteriores ao Império Romano, como navios do século XVII e uma grade de maré.

O fundeadouro é "um achado inusitado pela sua raridade", disse Sarrazola, que sublinhou a sua importância "do ponto de vista científico" pelos "contributos para a nossa história".

O arqueólogo referiu-se ao achado como "inestimável e de uma raridade notável".

Dados os materiais encontrados, de diferentes origens, e o contexto arqueológico encontrado, levam Sarrazola a argumentar que "a diversidade cultural, que nos enriquece e caracteriza, esse mosaico de influências, pode ser ancorado em tempos mais antigos, certamente da ocupação romana".

Entre os artefactos romanos há ânforas de várias produções, desde o interior da Hispânia ao Sul da Gália, Norte de África e até da Península Itálica, além das ânforas de fabrico na Lusitânia.

Estas ânforas eram os "contentores da época, nomeadamente, neste caso, para preparados de peixe, nomeadamente sardinha", de que se conhecem fábricas de salga na actual baixa e zona de Belém, explicou o arqueólogo Jorge Parreira, que integra a equipa de escavações.

"As ânforas tinham, em média, a capacidade 45 litros, eram produzidas na Lusitânia, nomeadamente na margem sul do rio Tejo", mas foi também encontrada uma ânfora de finais do século I antes de Cristo, "que transportaria, provavelmente, vinho de Itália", referiu Jorge Parreira, arqueólogo da equipa.

Foram também encontrados artefactos de cerâmicas sigilatas, nomeadamente da baixela de consumo dos próprios navios, ou para consumo das elites locais que "não seriam tão abastadas quanto isso", disse Sarrazola

No espaço escavado, foi encontrada "uma sucessão de estruturas arquitectónicas e portuárias que reflectem, de uma forma muito rica, a História de Lisboa".

O arqueólogo referenciou as diferentes estruturas encontradas, do século XIX para períodos mais recuados: "O famoso aterro da Boavista de 1855-1863, os alicerces da fundição do Arsenal Real, a estrutura portuária da Casa da Moeda, esta do século XVIII, a estrutura portuária do Forte de S. Paulo, do século XVII, e coevos desta época, uma outra pequena estrutura portuária e uma grade de maré ou rampa de estaleiro".

Esta grade de maré serviu de protector destes vestígios romanos, quando do maremoto que se seguiu ao terramoto de 1755, disse o arqueólogo.

Dada a importância dos achados arqueológicos encontrados, Alexandre Sarrazola alertou para a necessidade de "uma articulação entre a política de património e a de ordenamento de território, nomeadamente quando são revistos os Planos Directores Municipais ou quando se fazem planos de pormenor". Nesses casos, adiantou, "é fundamental ter-se em conta, particularmente na zona ribeirinha de Lisboa, a probabilidade da reincidência de achados desta natureza".

Para Sarrazola, "este tipo de intervenções" arqueológicas e os estudos que delas resultam só fazem sentido "se forem amplamente divulgados e se servirem para contar uma história para todos, de um passado que é de todos, e se sedimentarem aquilo que é uma memória colectiva".

"Só faz sentido fazer arqueologia quando essa arqueologia entronca na memória colectiva", rematou.(DN)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Exposição de fotografia mostra Lisboa em 1940

A exposição "Fotógrafos do Mundo Português 1940" tem inauguração marcada para amanhã, sábado, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e reúne 119 imagens em grande formato da autoria de nove fotógrafos.

"A exposição no Padrão dos Descobrimentos elege a fotografia", afirma fonte deste espaço, que inaugura, desta forma, um "novo ciclo da programação dedicado à divulgação do evento que marcou decisivamente a arte em Portugal".

Em 1940, doze arquitetos, dezanove escultores e quarenta e três pintores, com a orientação do arquiteto Cottinelli Telmo (1897-1948) criaram peças inovadoras para a Exposição do Mundo Português, em Lisboa.

As fotografias selecionadas permitem ao público revisitar a quase totalidade do espaço construído, dando a conhecer as secções e temas que determinaram o conjunto. A seleção das imagens baseou-se nos espólios existentes no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Um dos atrativos da exposição é um núcleo inédito de imagens da coleção de Casimiro Vinagre (1902-1988), cujas fotografias nunca foram mostradas até hoje.

Segundo fonte do Padrão dos Descobrimentos, este espólio é "um conjunto notável, que, graças à aquisição recente da Fundação Calouste Gulbenkian, é agora dado a conhecer."

A exposição inclui mais de uma centena de imagens, impressas em grandes formatos, da autoria de Mário e Horácio Novais, Eduardo Portugal, Paulo Guedes, Kurt Pinto, António Passaporte, Ferreira da Cunha, Abreu Nunes e Casimiro Vinagre, como principal testemunho do evento, "desde os momentos iniciais da sua construção, ao esplendor da obra acabada", acrescentou a mesma fonte.

Aberta ao público de terça-feira a domingo, a exposição pode ser visitada das 10:00 às 18:00, pelo preço de três euros, até 26 de maio.(DN)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nove edifícios de Lisboa classificados como monumentos de interesse público

Receberam esta classificação a igreja do Antigo Convento de Arroios, que resistiu ao terramoto de 1755 e formava padres jesuítas para irem para a Índia, a casa apalaçada de inspiração parisiense da Avenida da Liberdade, n.º 193, e respetivo jardim e o Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, no bairro da Mouraria.
O edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Alameda da Universidade, que guarda mais de dez séculos de história, e o Chafariz d'El-Rei, na freguesia da Sé, que durante anos desempenhou um papel central no fornecimento de água a Lisboa foram outros dos edifícios classificados.
Foram também classificadas como monumentos de interesse público, as escolas secundárias D. Filipa de Lencastre, Pedro Nunes e Camões e os edifícios do Jardim-Escola e Museu João de Deus. (Lusa)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Conheça Lisboa antes do terramoto de 1 de Novembro de 1755

Um projecto elaborado associado à Universidade de Évora permite passear pelas ruas da capital portuguesa antes do terramoto de 1755.


«Cidade e Espectáculo: uma visão da Lisboa Pré-Terramoto» é um projecto científico a cargo de investigadores do Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora, dos historiadores Paulo Rodrigues, Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira, com o apoio da empresa Beta Technologies, escreve o jornal Expresso na sua edição online.

O projecto, que está em desenvolvimento há dois anos, assenta na tecnologia virtual Second Life para que  Lisboa antes da catástrofe possa «voltar à vida».

Esta quinta-feira, assinala-se o 257.º aniversário do sismo que arrasou a capital portuguesa, em 1755.(Bola)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LISBOA PRÉ-POMBALINA EM 3D NO MUSEU DA CIDADE

Museu da Cidade apresenta a partir de quinta-feira reconstituição virtual da capital antes do terramoto.

Partindo de uma das suas peças mais emblemáticas - a enorme maqueta construída entre 1955 e 1958, que representa a cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755 -, o Museu da Cidade passa a contar, a partir de quinta-feira, com mais um atractivo para os visitantes: um modelo tridimensional virtual da capital, Lisboa, pouco antes do terramoto.

"Com recurso às novas tecnologias, e partindo de uma das peças do museu que mais empatia e admiração colhe junto do público, foi desenvolvido um sistema multimedia interactivo onde corre um programa que possibilita, a partir de um modelo 3D, ver a cidade anterior ao terramoto", explicou ao DN Ana Cristina Leite, directora do museu.

O sistema foi desenvolvido pela SWD Agency e recebeu elogios de Bernard Fisher, professor de História de Arte na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, e director do Virtual World Heritage Laboratory. Segundo afirmou ao DN João Sarmento, da SWD, Bernard Fisher, também responsável pelo projecto virtual Rome Reborn, classificou o modelo digital de Lisboa como "um projecto de nível mundial" e "um belo produto de uma profunda pesquisa histórica".

A reconstituição virtual permite conhecer e experienciar 21 pontos notáveis da Lisboa pré- -pombalina sobre os quais apresenta ainda uma breve nota histórica e descritiva. Paço da Ribeira, Terreiro do Paço, Rossio, Rua Nova, Convento do Carmo, Palácio das Necessidades ou a Casa da Ópera, edifício que acabou de ser construído no início de 1755 e que ruiu com o terramoto, são algumas das estruturas recriadas com um rigor e realismo só possível em modelos 3D. Pequenos quiosques com ecrãs tácteis abrem a porta a esta verdadeira viagem no tempo, resultado de um trabalho desenvolvido desde 2005 por uma equipa multidisciplinar do Museu da Cidade. Pormenores como as cores, os materiais, as texturas, os revestimentos e detalhes decorativos são revelados aos visitantes.

A modelação tridimensional, com interactividade a 360º e animações 3D por diversos percursos na cidade, interage com a maqueta física: quando o visitante escolhe um dos edifícios virtuais, acende-se uma luz sobre a maqueta dos anos 1950, que lhe indica a sua localização na malha urbana.

"O modelo digital potencia outros projectos", refere Ana Cristina Leite. "A partir da reconstituição da cidade antes de 1755 podemos reconstituir o terramoto e, a partir daí, recriar a reconstrução da cidade após o terramoto", adianta.(Ecultura)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Galerias romanas da Rua da Prata

Galerias romanas da Rua da Prata- Aberto ao público a partir de 24 de Setembro
e até dia 26 as Galerias Romanas da Rua da Prata, entre as 10:00 e as 18:00 horas
, sob orientação dos técnicos do Museu da Cidade. Visitável apenas uma vez por ano, o museu acolhe grupos com acompanhamento de orientadores.

Não se efectuam marcações e perante cenário de grande adesão a fila poderá ser encerrada antes das 18:00 horas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Núcleo Museológico no São Jorge oferece passeio ao passado lisboeta

No interior da muralha do Castelo de São Jorge, em Lisboa, está agora a descoberto e pronto a receber os visitantes o Núcleo Museológico. A proposta é uma passeio pelo passado histórico da cidade de Lisboa, desde a Idade do Ferro até ao século XVIII, por altura do terramoto de 1755. Pelo meio pode imaginar-se como seria a vida da família islâmica que habitou uma das casas, que é possível visitar.(Tsf)

domingo, 14 de março de 2010

Museu da Cidade permitirá conhecer Lisboa pré-terramoto

O Museu da Cidade vai mostrar «em breve» como era Lisboa antes de 1755, através de uma aplicação informática 3D, que permitirá passear virtualmente por ruas e entrar em alguns monumentos que o terramoto destruiu.

«Vamos mostrar às pessoas como é que essa cidade foi nas vésperas do terramoto e como é a cidade que desapareceu», disse à Lusa Cristina Leite, responsável pelo Museu.

De acordo com a responsável, o projecto multimédia, iniciado em 2005, estará disponível «em breve, durante este ano».

«Tem uma aplicação interativa e permitirá às pessoas visitar e ver em pormenor alguns monumentos e algumas praças principais da cidade», afirmou.

O projecto baseia-se numa reconstituição virtual rigorosa da maqueta física exposta no museu, feita nos anos 50, por Ticiano Violante para a exposição Reconstrução da Cidade depois do Terramoto de 1775.

«A esta maqueta juntámos dados de investigação desenvolvidos desde então», sublinhou.

A representação de Lisboa reconstitui 23 pontos, muitos deles desaparecidos ou alterados na sequência do Terramoto de 1755: Terreiro do Paço, Paço da Ribeira, Alfândega, Terreiro do Trigo, Palácio Corte Real, Rossio, Palácio dos Estáus, Hospital Real de Todos os Santos, Igreja de S.Roque, Casa dos Bicos, Chafariz del Rei, Chafariz de Dentro, Sé, Igreja de Sta Engrácia, Palácio das Necessidades e Rua Nova dos Ferros.

Também é possível visitar os conventos de S.Domingos, de S.Francisco da Cidade, de Santo Antão o Novo, do Carmo, de S.Bento da Saúde, da Graça e de S.Vicente.

Além da reconstituição 3D da totalidade da maqueta, com criação de panorâmicas, e da criação de circuitos pré-definidos por estes pontos em destaque, a animação apresentará ainda em 3D cenas históricas ou momentos do quotidiano do século XVIII.

O Museu vai ainda publicar monografias relativas a cada um dos pontos destacados neste projeto, com uma resenha histórico-artística e fases do processo de reconstituição. Lusa / SOL

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

24 de Outubro - 862º Aniversário da Conquista de Lisboa



A 24 de Outubro, celebra-se a tomada de Lisboa, em 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cais quinhentista pára obras no Terreiro do Paço

Descoberta de cais quinhentista, junto ao paredão poente, atrasa duas semanas as obras no Terreiro do Paço. A estrutura já foi desmontada, registada e que ficará, provisoriamente no Museu da Cidade.

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que apesar das descobertas arqueológicas no Terreiro do Paço, o prazo de conclusão das obras, previsto para o final de Maio, será cumprido.

«No conjunto estamos a cumprir os objectivos e não temos qualquer razão para rever prazos. Se não houver surpresas daqui para a frente, a Ribeira das Naus reabrirá na altura prevista», afirmou António Costa.
Quanto à descoberta «por enquanto ficará no Museu da Cidade, depois logo se verá. Quem sabe poderá no futuro ser aproveitada a ideia de fazer um museu pré-terramoto onde o cais pudesse ficar».

O presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que também acompanhou a visita, sublinhou a importância do cais descoberto junto ao torreão poente e considerou que aquela estrutura «deveria ser tornada pública».
«Aqui é como estar a trabalhar na Praça de São Pedro, em Roma. Era natural e previsível que se encontrassem vestígios importantes e isto veio confirmar o que supúnhamos existir no Terreiro do Paço.
Este é o mais importante vestígio descoberto nesta obra», afirmou o responsável.
Além deste cais quinhentista, de onde partiam as naus para as descobertas, foram igualmente descobertos um outro pequeno cais com muro de suporte do século XVII (perto do Arsenal da Marinha) e uma escadaria pombalina (perto da Rua do Arsenal), que serão mantidos debaixo do chão.
SAPO/ Lusa

domingo, 26 de outubro de 2008

861º aniversário da Conquista de Lisboa

A 25 de Outubro de 1147 e após várias semanas de cerco e assaltos às muralhas da cidade,D.Afonso Henriques conquista Lisboa aos Mouros.

sábado, 25 de outubro de 2008

Canal História assinala 10º aniversário com série dedicada à cidade de Lisboa

No ano em que celebra o 10º aniversário, o Canal de História escolheu a cidade de Lisboa para produzir uma nova série de 12 programas da sua já famosa produção Cidades debaixo de terra. “Lisboa debaixo de terra”, em exibição a partir de 10 de Novembro.

“Lisboa debaixo de terra” no Canal de História


10 de Novembro, 21h00 – Pátio dos Quintalinhos
17 de Novembro, 21h00 – Reservatório da Patriarcal
24 de Novembro, 21h00 – Ruínas do Teatro Romano
1 de Dezembro, 21h00 – Moinhos do Caramão da Ajuda e Moinhos do Casalinho da Ajuda
8 de Dezembro, 21h00 – Conjunto dos Fornos de El-Rei
15 de Dezembro, 21h00 – Forte do Alto do Duque
22 de Dezembro, 21h00 – Edifício dos Banhos de São Paulo
29 de Dezembro, 21h00 – Antigo Convento de Corpus Christi
5 de Janeiro, 21h00 – Palacete Rústico de Meados do Séc. XIX
12 de Janeiro, 21h00 – Bairro Estrela D’Ouro
19 de Janeiro, 21h00 – Padrão dos Távoras
26 de Janeiro, 21h00 – Galerias Romanas

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Exposição "A Baixa de Lisboa 1758 - 2008"

A exposição "Lisboa 1758, o Plano da Baixa hoje" está patente no Páteo da Galé, Terreiro do Paço, até dia 1 de Novembro. A mostra assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico elaborado na sequência do terramoto de 1755.

Três anos depois do terramoto que destruiu Lisboa em 1755, uma série de decretos reais, então elaborados, definiram o futuro desenho urbano e arquitectónico, as regras administrativas e a engenharia financeira subjacentes à renovação da baixa da cidade.

Este conjunto codificado de regras urbanísticas muito precisas constitui, provavelmente, o primeiro plano urbano moderno nacional, que apresenta como particularidade o facto de ter sido concretizado.

A mostra está organizada em três secções principais, a primeira referente aos contextos e antecedentes ao plano. A segunda secção é alusiva ao plano de 1758, em todas as suas perspectivas e características, com especial relevância para as questões metodológicas. Por último, a terceira fase é relativa à evolução da área-plano da baixa entre a segunda metade do século XVIII e a actualidade, incluindo a estratégia delineada pelo actual Executivo para a revitalização desta zona de Lisboa.(GuiaCidade)

domingo, 27 de julho de 2008

COMEMORAÇÃO DOS 160 ANOS DO GÁS EM PORTUGAL

Apresentação visual e uma conversa comemorativa desta data com a presença do investigador Dr. Carlos Furtado.

30 de Julho de 1848 Inauguração da Iluminação Pública a Gás em Lisboa
30 de Julho de 2008, apresentação em Lisboa na Fábrica de Braço Prata:

A 30 de Julho de 1848 a população da cidade de Lisboa saiu em massa à rua, para assistir à inauguração da iluminação a gás.
Nas noites seguintes continuo-o o alvoroço, a nova luz "abria a noite", para muitos tinha chegado a Portugal a inovação, para outros era uma nova desgraça que ia arruinar as indústrias do azeite, estragar e esburacar as ruas da cidade e trazer vapores nefastos à saúde pública.

Coube a um conjunto de empresários lançar este projecto em Portugal, sendo actualmente o gás o mais antigo serviço público privado existente em Portugal (Companhia Lisbonense de Gáz, Gáz de Lisboa, CRGE, EDP, Petroquímica, GDP, Galpenergia).

Lisboa foi a primeira cidade a ter gás, seguindo-se outras cidades, entre elas, Oeiras, Matosinhos, Évora, Aveiro, Setúbal, Braga, Leiria, Santarém, Porto, etc.

A indústria do gás expandiu-se até e à Primeira Grande Guerra e quase desapareceu após o segundo grande conflito mundial.

Lisboa manteve a sua rede de gás cidade até à chegada do gás natural, converteu a rede e clientes e no resto do país um gasoduto vindo do Magreb e um centro de armazenagem e recepção de GNL (em Sines) distribuem este tipo de energia que é actualmente primária.

DE 1848 a 2008, existe um mundo de histórias, progressos, inovações, lutas, transformações, a luz do gás transformou a cidade, despertou os intelectuais e as mentalidades, trouxe a água quente instantânea, a facilidade do banho diário, transformou o lar criou o quarto de banho, fez a cozinha vir do exterior para o interior, refinou a culinária, trouxe novos equipamentos e novos hábitos e mais conforto.

Os trabalhadores do gás participaram nas lutas laborais e cívicas, as indústrias portuguesas participaram na construção de equipamentos, os Gasómetros da Matinha são um desses marcos da paisagem Oriental da cidade Lisboa.

Os vaga-lumes, os piquetes e os contadores do gás, os "buracos" para colocar tubagens nas novas avenidas, na construção do metro, na expo sempre foram uma presença constante na vida da cidade.

Estas e outras histórias no dia 30 de Julho às 19 horas na Fábrica de Braço Prata.

Fábrica de Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, 11900-200 Lisboa(Frente aos Correios do Poço do Bispo)Tel.218686105
http://www.bracodeprata.org/

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Bicentenário da Guerra Peninsular e Construção das Linhas de Torres

(Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular-Lisboa)
A Guerra Peninsular, entre 1807 e 1814, teve uma sequência de acontecimentos que envolveram a península Ibérica e que remontam à Campanha do Rossilhão (1793-95), quando tropas portuguesas reforçam as castelhanas, integrando a primeira aliança liderada pela Inglaterra contra a França revolucionária.
Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder (1799), a Espanha alia-se à França para, por meio da invasão e da divisão de Portugal entre estes, atingir indirectamente os interesses comerciais do Reino Unido e Irlanda do Norte (Guerra das Laranjas, 1801).
Em Agosto de 1807, enquanto Napoleão faz concentrar tropas em Baiona para a invasão de Portugal, os representantes da França e Espanha em Lisboa entregaram ao príncipe regente de Portugal, D. João, as suas exigências: Portugal teria que se juntar no bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra, fechar os seus portos à navegação britânica, declarar guerra aos ingleses, sequestrar os seus bens em Portugal, e prender todos os ingleses residentes.
Nas Linhas de Torres, o exército anglo-português, com participação de milícias populares, sob comando do Duque de Wellington, derrotou e explusou do país as tropas napoleónicas.(Fonte)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sondagem: Quem ordenou o atentado de 1908?

Em relação aos autores materiais do crime de 1 de Fevereiro de 1908 não há dúvidas: Manuel dos Reis Buiça e Alfredo Luís da Costa foram efectivamente os assassinos que, pelas próprias mãos, mataram o rei D. Carlos I e o infante D. Luís Filipe. Já no que toca à questão de saber se houve mandante ou mandantes do ataque e, no caso afirmativo, quem foram essas pessoas ou organizações, as respostas já se dividem. Dúvidas persistem. Desde a Carbonária à Maçonaria, passando por dissidentes monárquicos, várias são as hipóteses apontadas como as responsáveis pelo sucedido no Terreiro do Paço. Segundo Maria Alice Samara, “não há um único papel ou fonte que prove o que seja” relativamente a esse mistério. É um dado adquirido que ambos os regicidas eram membros da Carbonária Portuguesa, mas pouco mais é provado. “Mesmo dentro do movimento republicano, havia várias facções diferentes: radicais, moderados, populares, burgueses”, destacou a historiadora especialista no período da I República. Conspiração? “A Carbonária era um grupo com relativa autonomia e estes homens podem ter decidido tomar a atitude pelas próprias mãos”, revelou a historiadora, não sem sublinhar que “mesmo tendo isto em conta, há ainda espaço para a hipótese de ter havido, de facto, uma conspiração política”.