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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nove edifícios de Lisboa classificados como monumentos de interesse público

Receberam esta classificação a igreja do Antigo Convento de Arroios, que resistiu ao terramoto de 1755 e formava padres jesuítas para irem para a Índia, a casa apalaçada de inspiração parisiense da Avenida da Liberdade, n.º 193, e respetivo jardim e o Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, no bairro da Mouraria.
O edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Alameda da Universidade, que guarda mais de dez séculos de história, e o Chafariz d'El-Rei, na freguesia da Sé, que durante anos desempenhou um papel central no fornecimento de água a Lisboa foram outros dos edifícios classificados.
Foram também classificadas como monumentos de interesse público, as escolas secundárias D. Filipa de Lencastre, Pedro Nunes e Camões e os edifícios do Jardim-Escola e Museu João de Deus. (Lusa)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Associação dos Bombeiros Profissionais-Incêndios como o do Chiado podem repetir-se

Incêndios com consequências semelhantes ao do Chiado, na capital, podem vir a destruir centros históricos que estão degradados e ao abandono, alertou hoje a Associação dos Bombeiros Profissionais, depois do fogo de domingo na avenida Elias Garcia, em Lisboa.

"Pode acontecer um incêndio igual ao do Chiado ou pior ainda, porque as ruas históricas têm muitas vezes bibliotecas e outros imóveis de interesse patrimonial", afirmou Fernando Curto, presidente da Associação dos Bombeiros Profissionais.

O responsável deu como exemplos um incêndio na Câmara Municipal de Lisboa e outros dois nos teatros de Coimbra e do Porto. Além disso, alertou, "o risco de incêndio é de um baralho de cartas, porque os prédios são todos contíguos".

Lembrando o programa de regeneração urbana, ao qual se candidataram muitos municípios, o presidente da Associação dos Municípios Portugueses com Centros Históricos, Francisco Lopes, considerou que é "necessário mostrar às pessoas as vantagens de viver nos centros históricos e promover um retorno voluntário a estes locais".

Por outro lado, sublinhou que é necessário "reabilitar e não deixar ficar o património ao abandono, comprometendo o imóvel e outros envolventes, criando medidas que os municípios possam aplicar em colaboração com o Governo".

O também autarca de Lamego chamou a atenção que, no contexto de restrições orçamentais, "as câmaras deixam de ter condições para continuar a investir na reabilitação" e protecção de imóveis degradados.

A existência de prédios privados, impedindo a demolição ou a sua recuperação pelas câmaras, é o principal problema do abandono e degradação dos centros históricos.

A Associação dos Bombeiros Profissionais e a Associação dos Municípios Portugueses com Centros Históricos defendem, por isso, a alteração às regras de expropriação de imóveis privados pelos municípios e o alargamento das restrições de trânsito e de estacionamento nestas zonas para facilitar o acesso dos bombeiros.

A criação de legislação que responsabilize os proprietários pela recuperação ou demolição dos prédios degradados, com base nos relatórios da Protecção Civil, é outra das medidas defendidas. (DN)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jardim Botânico de Lisboa em perigo

O incêndio que atingiu, na semana passada, um edifício devoluto, contíguo ao Jardim Botânico, em Lisboa, foi um sério aviso. O alerta é da Liga dos Amigos do local, presidida por Manuela Correia.

«A Liga e a Plataforma em Defesa dos Amigos do Jardim Botânico irá fazer tudo, dentro daquilo que são as instituições democráticas nacionais, para que o Plano Pormenor do Parque Mayer (PPPM), no caso de ser aprovado, seja revisto e conceptualmente diferente. Não podem ser coisas pontuais. É um conceito, é um plano integrado e de salvaguarda do Jardim Botânico», afirmou a Presidente e porta-voz da Liga, Manuela Correia.

A escolha do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos é, na opinião de Manuela Correia, um motivo de grande orgulho e esperança para a sociedade e para o País:

«Com esta nomeação há uma nova esperança para o Jardim Botânico. A Universidade de Lisboa tem agora a oportunidade de se aliar a um conjunto de organizações que são detentoras do saber técnico científico para fazer uma candidatura para a recuperação do jardim.»

Das mais de 500 candidaturas, o Jardim Botânico de Lisboa foi um dos 67 locais escolhidos a serem preservados pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos.

Segundo incêndio da história do Jardim Botânico

O incêndio da passada quarta-feira, dia 5, foi o segundo que atingiu as instalações do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. O primeiro, de maiores proporções, ocorreu em 1978 e destruiu as bibliotecas e o Museu de História Natural. Decorria, na altura, o mandato presidencial do General Ramalho Eanes. (.)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fonte Luminosa não funciona há quatro anos

«Acho que as pessoas já nem notam, habituaram-se a ver a fonte seca», diz Janardan Kitricant, atrás do balcão do quiosque da Alameda Dom Afonso Henriques.
Ele próprio, que cresceu naquela zona de Lisboa, «raramente» se lembra, aos 32 anos, do tempo em que a Fonte Monumental, inaugurada em 1948, formava cascatas o dia inteiro. «Quando a temperatura subia, até tomávamos banho nos repuxos», conta o jovem, lamentando o «estado» em que o sítio se encontra.

Desde 2007 que a Fonte Monumental, ou Luminosa, como é mais conhecida, está desactivada. Isto apesar de, em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ter investido 1,2 milhões de euros na sua recuperação, prometendo devolver o monumento à cidade. O Executivo de António Costa promete fazer o mesmo, e já anunciou um novo investimento de mais de um milhão de euros.

Rosária Tomé, que passou 22 dos seus 59 anos naquela zona, nunca se habituou «à sujidade constante», à falta das cascatas e ao vandalismo que culminou na desactivação há quase quatro anos. E não se conforma: «Até a relva está maltratada. Vejo os turistas a aproximar-se para tirar fotografias, a olhar… Este é um monumento histórico da cidade, devia ser tratado como um ex-líbris».

Mas só agora, depois do alerta do movimento Fórum Cidadania Lisboa – que utilizou a Fonte Luminosa como «paradigma» do «esquecimento» a que a maioria dos equipamentos públicos da capital têm estado votados –, a CML aprovou, no final de Junho, uma proposta para reabilitar o monumento.

Sistema hidráulico vai ser substituido

Orçada em 1,072 milhões de euros, a recuperação da Fonte deverá avançar «dentro de um mês», prevê ao SOL José Sá Fernandes, vereador do Urbanismo da CML, adiantando que o projecto tem um prazo máximo de execução de oito meses.

«Já recebemos várias propostas para adjudicar a obra. Num mês, a fase do concurso público deverá estar concluída», explica o vereador, garantindo que a Fonte Luminosa voltará a funcionar em 2012.

A verba, financiada pelo Plano de Investimentos Prioritários em Reabilitação Urbana, soma-se assim ao montante investido naquele espaço público há apenas seis anos. A intervenção foi na altura classificada pela CML como um investimento que pretendia «contribuir para recuperar a dignidade exemplar» de «um ponto singular» da cidade.

«A Câmara só se interessa pela fonte em época de eleições», comenta Rosária Tomé, que fez parte de um grupo cívico que, em 2005, pressionou a CML para reabilitar «este espaço maravilhoso».

O investimento feito na altura contemplou – além da recuperação do sistema eléctrico, da arquitectura original e dos baixos relevos do escultor Jorge Barradas, encomendados pelo Estado Novo – a construção de um restaurante no terraço, que nunca chegou a avançar. Bastou um ano para que a fonte, cuja classificação por parte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico «está em estudo», segundo Maria Lucas, passasse a funcionar apenas em dias específicos ou, por vezes, durante a noite. «Só era ligada aos fins-de-semana, recorda outro morador., alertando: «Aí há uns cinco meses acabaram por roubar os espigões de cobre por onde a água era jorrada».

A obra, que deve finalmente avançar, tem agora como principal objectivo, diz Sá Fernandes, a «substituição de todo o sistema hidráulico», que, explica o vereador, nunca sofreu intervenções. (SOL)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Castelo de São Jorge comemora 100 anos como monumento nacional

Para assinalar os 100 anos da elevação do Castelo de São Jorge a Monumento Nacional, será realizado um programa cultural que inclui um «espectáculo que é no fundo uma viagem literária, musical e visual» pelos caminhos das ameias.

O castelo de São Jorge comemora, esta quarta-feira, os cem anos de Monumento Nacional, uma dignidade que lhe foi reconhecida nos últimos dias da Monarquia portuguesa, já no tempo de D. Manuel II.

Ouvida pela TSF, a gestora deste monumento nacional chamou à atenção para as recentes aberturas de dois serviços no castelo, «o núcleo museológico, que abriu em Dezembro de 2008, e o núcleo arqueológico, que abriu em Março deste ano»

Teresa Oliveira adiantou ainda que, para assinalar a data, será realizado um «espectáculo que é no fundo uma viagem literária, musical e visual, que conta a história do castelo de São Jorge».

«É um espectáculo que tem texto inéditos de Nuno Júdice, tem música inédita e fotografia também do Bernardo Sassetti, que é uma novidade e vai ter ao vivo a Sinfoneta de Lisboa», acrescentou esta gestora.

Este programa cultural é apresentado esta quarta-feira a partir das 22:00 e repete-se na sexta-feira e no sábado a partir das 23:30.(Tsf)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Visitar Lisboa em "modo" virtual

O projecto é do Turismo de Lisboa, que quer colocar a capital portuguesa na boca e nos ecrãs do mundo. Para isso, criou os Miradouros Virtuais de Lisboa, que permitem fazer uma visita virtual pela cidade, sem sair da frente do computador. O trabalho foi apresentado hoje.

No cardápido de visitas virtuais estão dez miradouros da cidade, que ficam disponíveis a partir de um site onde o utilizador pode olhar para Lisboa como se se encontrasse fisicamente no ponto seleccionado.

Para além da janela onde é apresentada a panorâmica obtida no local, é disponibilizado um mapa que indica qual o ângulo do "olhar" do internauta e para que zona da cidade este está dirigido. A oferta inclui também um álbum de fotografias do local.

Outra das funcionalidades - acessível através do botão "Saber Mais" - permite seleccionar edifícios e elementos patrimoniais de interesse, dentro do campo visual, para os quais gera, em tempo real, modelos 3D interactivos. No entanto, ao que o TeK apurou, esta possibilidade não se encontra ainda disponível para todos os miradouros.

Monte Agudo, Penha de França, Jardim do Torel, Parque Eduardo VII, Elevador de Santa Justa, São Pedro de Alcântara, Graça, Nossa Senhora do Monte, Santa Luzia e Castelo de S. Jorge são os miradouros que ficam acessíveis, com ligação a partir do site do Turismo de Lisboa.

O sistema, desenvolvido em parceria com a Versus, permite ainda que o internauta solicite a impressão de um guia sobre os elementos que lhe interessaram, um mapa e um texto de apoio, com vista a facilitar (e estimular) uma visita ao local - desta feita, usando os meios tradicionais, ao invés do computador. (Tek)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obras de restauro da Sé de Lisboa embargadas

A intervenção de suposto restauro que estava a ser efectuada junto ao portão Norte da Sé de Lisboa foi embargada, disse à Lusa fonte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

«A intervenção foi feita à revelia do IGESPAR que, prontamente, através da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT), enviou uma brigada e embargou a obra», disse a mesma fonte.

A obra foi mandada executar por um eclesiástico do cabido da Sé, acrescentou.

O embargo foi decidido um dia depois do Ministério da Cultura ter anunciado que a empresa de construção civil Somague irá financair as obras de estauro da Se de Lisboa através do cheque-obra, um sistema em que as companhias que cumprem contratos com o Estado podem aplicar uma parte dos dinheiros públicos que recebem na recuperação de património arquitectónico histórico.

O alerta para as alegadas irregularidades na recuperação foi dado esta quarta-feira pelo Fórum Cidadania que, em nota enviada à imprensa, afirma «que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos».

«Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos monumentos nacionais a adulterá-los», lê-se na mesma nota.

A Agência Lusa tentou questionar a DRCLVT sobre os possíveis danos sofridos pela pedra antiga do portal por esta intervenção casuística, não tendo recebido qualquer resposta.

A 27 de Setembro o director do IGESPAR, Elísio Summavielle, afirmou que «o estado global da Sé de Lisboa é de alerta público», mas acrescentou já estar em curso um plano de recuperação.

«A situação da Sé de Lisboa, globalmente, é de alerta público. Não só o Órgão que é importante, mas talvez mais grave é situação do claustro há quase 20 anos, e o estado de abandono a que esteve votado aquele monumento nas últimas duas décadas», disse Summavielle.

O templo de traça românica sofreu várias derrocadas com os terramotos, o mais forte de 1755, e sucessivas reconstruções ao gosto das épocas.(IOL)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vinte e cinco séculos de história em exposição no Castelo S. Jorge

O Castelo de São Jorge, em Lisboa, terá, a partir de sexta-feira, um núcleo museológico que dará a conhecer 25 séculos de história através de objectos descobertos em investigações arqueológicas naquele monumento.
"O acervo tem a ver com as escavações que desde 1997 temos vindo a fazer por toda a área do castelo, que inclui a zona monumental e a zona da freguesia onde se fizeram numerosas intervenções arqueológicas", disse à agência Lusa a arqueóloga Ana Gomes.
O Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, que abre ao público na sexta-feira, faz parte do projecto de "Musealização da Praça Nova" do castelo da capital, que só estará concluído no primeiro trimestre de 2009, com assinatura do arquitecto Carrilho da Graça.
O núcleo, que tem projecto arquitectónico de Victor Mestre, é o resultado de mais de dez anos de escavações arqueológicas, numa parceria entre a autarquia de Lisboa, a EGEAC (Empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa) e o IGESPAR.
A concretização do projecto custou cerca de dois milhões de euros, sessenta por cento dos quais financiados pelo Programa Operacional de Cultura, disse à Lusa a gestora do Castelo de São Jorge, Teresa Oliveira.

Em exposição permanente vai estar um espólio que "percorre praticamente o período da pré-História, que tem a ver com a Idade do Ferro, praticamente até ao século xx", subllinhou a arqueóloga, dando conta de que são perto de 25 séculos de história acessíveis ao público.
Entre os cerca de mil objectos arqueológicos contam-se azulejos, facas, alfinetes de peito e de cabelo, loiças, serviços de cozinha e até espólio associado ao Hospital dos Soldados.
Quem visitar o núcleo museológico do castelo, repartido por duas salas principais, "terá sobretudo uma ideia nova sobre o espaço da Alcáçova [zona de defesa dentro de um castelo]. É como se estivesse a fazer uma viagem que vai desde o período da Idade do Ferro, desde o povoado até à cidade do século XX", acrescentou Ana Gomes.
Teresa Oliveira referiu que um dos objectivos deste espaço museológico, que terá também um serviço educativo, é conquistar mais visitantes portugueses.
"Temos cerca de um milhão de visitantes no Castelo de São Jorge, dos quais 95 por cento são estrangeiros. Um dos objectivos é cativarmos aqui o público nacional e com a abertura destes dois núcleos isso vai ser possível", disse.(Fonte)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Futura ponte sobre o Tejo coloca em risco património edificado

Está desde esta segunda-feira em consulta pública o Estudo de Impacte Ambiental (EIA), referente à construção da Terceira Travessia sobre o Tejo. Nele estão enumerados 56 edifícios com valor patrimonial em Lisboa, incluindo dois monumentos classificados como património nacional, que serão afectados por esta construção.

O Estudo de Impacte Ambiental,identifica 56 valores patrimoniais em risco na área envolvente ao projecto, sem especificar quais são: 31 estão contemplados no Plano Director Municipal de Lisboa, sendo que dois estão classificados como Monumento Nacional e quatro são Imóveis de Interesse Público, e 25 não têm classificação patrimonial.(Fonte)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Estação do Rossio

Situada entre a Praça do Rossio e a Praça dos Restauradores, esta estação é uma emblemática obra do estilo Neo-Manuelino, construída entre 1886 e 1887.Foi a Real Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses,que encomendou ao arquitecto José Luís Monteiro,a construção da Estação Central de Lisboa, destinada a ligar Lisboa à Linha de Sintra.

A Estação do Rossio, surpreende pela sua fachada de oito portas que combinam com as nove janelas e com o relógio situado no topo central, profusamente decorado,tem ainda a curiosidade que as plataformas de embarque se encontram a cerca de 30 metros acima da entrada principal.


Recetemente renovada,salta hoje à vista a sua cor original branca no exterior, coberta durante longos anos pelo cinzento da poluição que já a caracterizava.Obra arquitectónica arrojada para altura, uma vez que se optou incluir numa pública estação de caminho-de-ferro um estilo arquitectónico e uma corrente estética normalmente até aí utilizadas a edifícios Reais, nobres ou de algum modo conotados com o poder.


A Estação do Rossio está classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) como património industrial.