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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Exposição de fotografia mostra Lisboa em 1940

A exposição "Fotógrafos do Mundo Português 1940" tem inauguração marcada para amanhã, sábado, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e reúne 119 imagens em grande formato da autoria de nove fotógrafos.

"A exposição no Padrão dos Descobrimentos elege a fotografia", afirma fonte deste espaço, que inaugura, desta forma, um "novo ciclo da programação dedicado à divulgação do evento que marcou decisivamente a arte em Portugal".

Em 1940, doze arquitetos, dezanove escultores e quarenta e três pintores, com a orientação do arquiteto Cottinelli Telmo (1897-1948) criaram peças inovadoras para a Exposição do Mundo Português, em Lisboa.

As fotografias selecionadas permitem ao público revisitar a quase totalidade do espaço construído, dando a conhecer as secções e temas que determinaram o conjunto. A seleção das imagens baseou-se nos espólios existentes no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Um dos atrativos da exposição é um núcleo inédito de imagens da coleção de Casimiro Vinagre (1902-1988), cujas fotografias nunca foram mostradas até hoje.

Segundo fonte do Padrão dos Descobrimentos, este espólio é "um conjunto notável, que, graças à aquisição recente da Fundação Calouste Gulbenkian, é agora dado a conhecer."

A exposição inclui mais de uma centena de imagens, impressas em grandes formatos, da autoria de Mário e Horácio Novais, Eduardo Portugal, Paulo Guedes, Kurt Pinto, António Passaporte, Ferreira da Cunha, Abreu Nunes e Casimiro Vinagre, como principal testemunho do evento, "desde os momentos iniciais da sua construção, ao esplendor da obra acabada", acrescentou a mesma fonte.

Aberta ao público de terça-feira a domingo, a exposição pode ser visitada das 10:00 às 18:00, pelo preço de três euros, até 26 de maio.(DN)

sábado, 17 de abril de 2010

João Garcia conquista o cume do Annapurna !


João Silva Abranches Garcia ,nasceu em Lisboa, a 11 de Junho de 1967. Tornou-se o 10º alpinista do mundo a ascender às 14 montanhas com mais de 8000 metros existentes no planeta, todas sem recurso a oxigénio artificial e sem carregadores de altitude, quando em 17 de Abril de 2010 atingiu o cume do Annapurna (8091 m), a última dessas 14 montanhas que lhe faltava.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Bicentenário da Guerra Peninsular e Construção das Linhas de Torres

(Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular-Lisboa)
A Guerra Peninsular, entre 1807 e 1814, teve uma sequência de acontecimentos que envolveram a península Ibérica e que remontam à Campanha do Rossilhão (1793-95), quando tropas portuguesas reforçam as castelhanas, integrando a primeira aliança liderada pela Inglaterra contra a França revolucionária.
Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder (1799), a Espanha alia-se à França para, por meio da invasão e da divisão de Portugal entre estes, atingir indirectamente os interesses comerciais do Reino Unido e Irlanda do Norte (Guerra das Laranjas, 1801).
Em Agosto de 1807, enquanto Napoleão faz concentrar tropas em Baiona para a invasão de Portugal, os representantes da França e Espanha em Lisboa entregaram ao príncipe regente de Portugal, D. João, as suas exigências: Portugal teria que se juntar no bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra, fechar os seus portos à navegação britânica, declarar guerra aos ingleses, sequestrar os seus bens em Portugal, e prender todos os ingleses residentes.
Nas Linhas de Torres, o exército anglo-português, com participação de milícias populares, sob comando do Duque de Wellington, derrotou e explusou do país as tropas napoleónicas.(Fonte)

terça-feira, 25 de março de 2008

Causa e consequência


Tem sido mostrado, debatido e escalpelizado até à náusea, nos ultimos dias, um video que esteve no «Youtube» durante algum tempo, e que mostra um conflito numa sala de aula, resultante da hipotética utilização durante essa aula, de um telemóvel, por parte de uma aluna!

Gosto particularmente do ar de vitima com que os professores comentam a ocorrência, como se não fossem eles, parte fundamental da culpa destas atitudes dos alunos.
No fundo, pais e professores, são todos eles culpados deste sistema de desculpabilização permanente das criancinhas, defendido por psicólogos da geração «flower power», drogados com alucinogéneos, e que germinaram em Portugal com o PREC.

Mais de 30 anos depois, aqui temos o resultado da tolerante educação de inspiração Marxista, entretanto integrada no sistema neo-liberal Capitalista, o que gerou uma miscelânea de decadência e ausência de valores, que tinha de acabar inevitávelmente nesta subversão de um dos pilares fundamentais de uma sociedade: a escola.

Mas quem quiser ver para além do óbvio, verifica que o moralismo hipócrita, que se apressa a cruxificar a rapariga que quer obcessivamente o telemóvel de volta, desculpabiliza automáticamente o delator porco e cobarde que filmou toda a cena e a publicou na internet.

Partindo do principio óbvio, que a professora estava a subtraír o telemóvel à aluna pelo facto de esta o ter ultilizado durante a a aula, o «chibo» que capta as imagens, está a incorrer precisamente na mesma infracção, ou seja está a utilizá-lo também, e com a agravante de isso estar documentado pelo seu próprio acto.

Os tolerantes demagogos da 3ª República, vão ter de defenir algumas coisas para que não se repitam melodramas nacionais deste tipo! Uma delas, é se permitem ou não a posse de telemóveis nas salas de aula. Se permitem, não podem depois subtraír ao aluno o aparelho, uma vez que este é um objecto de uso pessoal, que pode conter informação de carácter absolutamente privado, logo não pode ser passado para a mão de terceiros de ânimo leve.
Quem é que me diz que aquela aluna não tinha fotos intimas dela com o namorado no telemóvel?!?! Ou não os permitem durante o período de aulas ou a legitimidade para os tirar aos alunos, não existe.

As tecnologias digitais, são estimuladas e acarinhadas sistemáticamente no discurso hipócrita dos governantes da Nação, o que retira autoridade moral a um professor que pretenda agir da forma como agiu esta professora. Para mais, estava-se numa aula de substituição, a falar de «nada», que é outra das habilidades do Governo de Sócrates, para estatisticamente se fingir que os alunos não têm «furos» de horário, mas que na prática só potencia situações deste tipo, porque está tudo na sala com a atitude descontraída de um verdadeiro «furo». Professor incluido!

Choque tecnológico+Governar por estatisticas+Professores Marxistas/Liberdades de Abril=País de aberrações de circo!!!!!!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Não é por gritar mais que se tem razão!

Temos vindo a assistir nos ultimos dias, a sucessivas manifestações de professores, os quais se sentem penalizados, pelo facto de, ter o Ministério da Educação decretado, a sua avaliação de desempenho profissional.

Independentemente do facto de a Lei ser confusa e pouco funcional em termos da sua aplicação prática, faz para mim todo o sentido, que os professores sejam regularmente apreciados, na sua actividade.

O que perturba esta classe, é a fiscalização a que passa a estar sujeita, sendo a actual reacção em cadeia, um reflexo da insegurança que sentem, quer relativamente às suas capacidades de docentes, quer em relação à exposição, a que passam a estar sujeitos.

A classe dos professores, criou a partir do 25 de Abril, vicios pouco saudáveis - que radicam essencialmente na politica que se implementou no sector do ensino - através de uma Marxização deste numa primeira fase, que evoluiu para patamares de manipulação programada e estratégica, das novas gerações de alunos.

Nesta fase de contestação, assiste-se simplesmente à reacção contra o Governo, de um dos sectores profissionais, que tem tido maior autonomia e poder reivindicativo, da história da 3ª Republica. Ao recusarem este modelo de avaliação que lhes é imposto, estão os professores a deixar vir ao de cima a sua arrogância e prepotência de «lobi», que se julgava impune a ser examinado.

Se o que contestam é o modelo de avaliação, têm o dever de negociar com o Governo, no sentido de, propondo outro, chegarem progressivamente a uma plataforma de entendimento com o Ministério da Educação.

No PNR, não contestamos o poder, só porque é poder! Neste caso do alarido histérico dos professores, quer-me parecer que apesar da Lei ser demasiado complexa e pouco prática em termos da sua aplicação, não tenho duvidas, que faz sentido, os professores - tal como qualquer sector profissional - serem avaliados no seu desempenho! E só teme, quem deve!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mataram o Rei!!!

Ainda corria o ano de 1907 e Portugal "entra" na ditadura franquista. D. Carlos empenhou-se e apostou no êxito - que esperava - João Franco viria a ter. Mas este iria governar com a oposição dos dois partidos monárquicos e do partido republicano. A 6 de Junho João Franco fez dissolver a Câmara de Lisboa. A medida só veio aumentar na população da capital o ódio contra o franquismo. D. Carlos era acusado de cobrir com o poder moderador, a ditadura. O director do jornal "A Beira" escrevia então: " Que Deus guarde a cabeça de El-Rei, que os homens não podem já salvar-lha".

No Outono de 1907, a cruzada da rainha D. Amélia contra Franco já não era segredo para ninguém. Por seu lado D. Carlos dava uma entrevista ao jornal francês Temps, em que afirmava não só, que não ia demitir o governo, como apoiava João Franco. Por esses dias, poder-se-ia descrever Portugal como " uma monarquia de antimonárquicos". Na corte o antifranquismo imperava: essa frente incluía a rainha, os palacianos, os altos funcionários "rotativos" para além do Partido Republicano.

Um acidente com explosivos a 17 de Novembro de 1907, deu-se na casa de uma amante do secretário de Alpoim. Francisco Grandela, amigo de Afonso Costa, financiava a compra de explosivos e armas.

A maçonaria, anarquistas, operários e oficiais do exército, todos conspiravam contra o regime. Neste crescendo revolucionário, e após contactado Afonso Costa, ficou acordado o levantamento para o dia 28 de Janeiro de 1908. Conspiravam carbonários, republicanos e dissidentes progressistas. A ideia seria o rapto (ou assassinato) de João Franco. Mas nessa tarde, Franco encontrava-se em casa da sogra e os revolucionários não o encontraram em sua casa. O movimento inusitado à porta do elevador da casa acabou por intrigar a polícia. Afonso Costa foi capturado pela polícia, num total de 120 detidos.

No Governo Civil a opinião geral era que ao invés de prenderem Afonso Costa, "deviam tê-lo deixado fugir".Mas o pânico na guarda municipal ainda era maior. "Só rebentam bombas em Lisboa quando Franco está no poder", era a palavra que corria na classe média. A 31 de Janeiro, em Vila Viçosa o Governo assinava um decreto para poder expulsar do reino os implicados na conspiração.
Correntes há que atribuem a morte de D. Carlos à assinatura do diploma. Mas é duvidoso que se pudesse evitar a tragédia.

O Regicídio já tinha sido previsto no romance " Marquês da Bacalhoa" , de Setembro de 1907.
Em 1903 aquando do assassinato da família real da Sérvia, nos jornais em Lisboa perguntava-se? "Quando se faz por cá o mesmo?"

O rei era o alvo, não João Franco.Os assassinos pertenciam a lojas maçónicas republicanas. Alfredo Costa era um activista, amigo de Aquilino Ribeiro que por sua vez era padrinho de um dos filhos de Manuel Buíça. Dia 1 de Fevereiro de 1908: a família real regressava de Vila Viçosa, de comboio. No Terreiro do Paço passaram para carruagens , em direcção à Praça do Município. O caixeiro Alfredo Costa saltou para o estribo da carruagem e disparou contra o rei.

Debaixo de uma arcada, Manuel Buíça, professor do ensino secundário, disparou contra o príncipe herdeiro D. Luís Filipe. D. Manuel também ficara ferido. O relógio marcava as cinco horas da tarde. O rei estava morto e o príncipe agonizava. A carruagem à desfilada, partia para o Arsenal.

Tivesse D. Carlos sobrevivido ao drama e será que teria havido o 5 de Outubro?

Bibliografia citada:
História de Portugal, vol. X, Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, sexto vol., direcção de José Mattoso, coordenação de Rui Ramos


Créditos: Águas Límpidas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

E começou a campanha eleitoral!

Começou ontem, ainda que não oficialmente, a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2009. Ao anunciar na Assembleia da República aumentos aos abonos de família atribuídos a famílias monoparentais, e um ajuste das pensões de reforma - depois de substituir dois Ministros - veio o 1º Ministro, dar o «pontapé de saída», na estratégia que adoptou com vista a obter nova maioria absoluta.

Ao afastar os Ministros, pretendeu desculpabilizar-se das politicas pouco populares por eles levadas a cabo, afastando-se assim do rótulo de reformador sem escrúpulos. Todos nós sabemos porém, que as medidas de fundo, que quer o Ministro da Saúde quer a Ministra da Cultura agora afastados tomaram, tiveram origem no próprio 1º Ministro.

Na Cultura, a generalidade das medidas nem foram descabidas: substituíram-se poderes instalados, resultantes dos «lóbis» que dominam o sector e que conduziram à saída do director do Teatro Nacional Dª Maria, do director do Teatro Nacional de S. Carlos (que auferia de vencimento mais do que o próprio 1º Ministro!) e da directora do Museu de Arte Antiga.
Cortes à «subsidiodependência» do «lóbi gay», que domina o sector do teatro, da dança e do cinema, também foram importantes, embora tenham enfurecido os parasitas do costume, nestas áreas.

Na Saúde foi mais abrangente o Ministro!
Embora tenha tocado ao de leve os «intocáveis» Médicos e Enfermeiros, as medidas dirigiram-se mais à população em geral, com o aumento das taxas moderadoras e o terrorista encerramento de Maternidades, Urgências Hospitalares e Centros de Saúde, sem alternativas consistentes.
O conceito de Estado Social foi totalmente subvertido, e a Constituição desrespeitada, porque é bom lembrar, que esta determina que a Saúde deverá ser tendencialmente gratuita. Assistimos precisamente ao contrário, com Correia de Campos/Sócrates.

Ao substituir estes dois Ministros, o chefe do Governo agiu cirurgicamente em duas áreas determinantes: Os «lóbis» - sendo o da Cultura um dos mais influentes da sociedade Portuguesa - e o «populacho», que depois de ser encurralado por esta política de Saúde, vai considerar óptimo tudo o que venha a seguir. Um bocado como a história do tipo que dava marteladas na cabeça, e doía muito, mas quando a dor passava, a sensação de alivio, proporcionava um grande prazer.

Ficamos expectantes a aguardar por mais medidas eleitoralistas, feitas a pensar na falta de agilidade mental, que caracteriza a generalidade da carneirada.
Anseio por saber se este cavalheiro que foi para a Cultura, vai dar a mão aos intelectualóides chulos de esquerda que grassam nessa área, ou os vai entreter com promessas até às eleições.
Curiosidade também em redor da Médica Pediatra que vai para a pasta da Saúde! Levará ela a cabo - por exemplo - um dos projectos de Correia de Campos, que é o de encerrar o Hospital Pediátrico de Dª Estefânia? Constituiria uma das maiores ironias da longa história de disparates da 3ª República, mas desta gente espera-se tudo!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alerta terrorista

Não sei em que planeta estes gajos vivem, mas parece que acreditam mesmo, quando dizem isto:

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9dd5b1f62fbdc041dd50bb.html

Existe actualmente em Portugal, um problema sério com alertas!

A Protecção Civil - que é um organismo quase tão omnipresente neste País, quanto a ASAE - bombardeia-nos com alertas de grande diversidade cromática, por tudo e por nada!

Vão à janela, vêem umas nuvens mais escuras - «espetam-nos» com o alerta vermelho; vão ao Supermercado às compras e está mais um bocado de vento no parque de estacionamento (que até é num descampado) - afinfam-nos com o alerta amarelo; não limpam as lentes dos óculos antes de sair de casa, e acham que está nevoeiro - aplicam-nos com o alerta laranja. Porra, já não tenho mais paciência para andar tão alerta, por tudo e por nada, e isto é coisa para me vir a fazer mal aos nervos.

Agora meteram naquelas cabeças de alcachofra, que os terroristas - essa entidade virtual sem contornos defenidos - tinham planos para atacar Portugal... e «toma lá» mais um alerta!
Presunçosos e cagões, já nós sabíamos que a matilha do poder era, agora que isso já lhes tinha afectado a mioleira a este ponto, é surpreendente, apesar de tudo.

A infância destes gajos do Governo, merecia uma análise cuidada do ponto de vista psicológico, porque quer-me parecer que a explicação para estas e outras imbecilidades, estará aí.
Provávelmente passaram-na a brincar sózinhos com bonecos tipo os «GI Joe's», e interiorizaram aquele conceito de «Liberdade», vendido pelos Americanos, enquanto comiam o pão com «Tulicreme».

Acredito também que alguns tenham brincado com «Nenucos», «Pequenos Póneis» e «Barbies», o que não lhes pode ter feito nada bem, também.
De um ponto de vista hetero, a «Barbie» até pode ser um brinquedo interessante para rapazes, porque proporciona aos miudos, a primeira visão de uma gaja nua,e até com um minimo de verdade anatómica. O mesmo já não se pode dizer de mudar as fraldas ao «Nenuco», ou pentear os «Pequenos Póneis». Isso é mesmo uma cena «muita gay».

Eu quando era puto, brincava com outras coisas! Quando era com carrinhos, arranjava sempre um boneco com cara de otário para fazer de policia sinaleiro e atropelava-o furiosamente até o desmembrar. Era o meu carácter «subversivo» a germinar. Deve ser por isso que não sou convidado para o Governo e acabei no PNR, mas pelo menos não tenho alucinações com terroristas que não existem, ou que na remota possibilidade de existirem mesmo, nem sabem onde é Portugal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

«Politicamente Incorrecto - Futebol»

João Viera Pinto, ex: jogador do Benfica e Sporting actualmente a representar o Braga, jogador envolvido em polémica desde a agressão a um arbitro e agora envolvido na burla com a sua transferência para Alvalade.

João Viera Pinto, lúcido e sem papas na língua dá uma entrevista ao jornal público em que responde a algumas perguntas:

Como vê a naturalização de estrangeiros para jogar na selecção?

Sou contra os estrangeiros na selecção, porque uma selecção deve ser genuína e deve haver um fio de identificação entre os jogadores e entre o grupo e a equipa técnica. Não sou daqueles que gostam de ganhar a qualquer preço.

Eusébio nasceu em Moçambique e é um símbolo da selecção. É um caso comparável?

Estamos a falar de Moçambique, Angola e Guiné, ex-colónias portuguesas até há pouco tempo e com ligação forte à cultura do nosso país. Quem não tem familiares ligados a essas terras? O Brasil é diferente, porque os brasileiros não se identificam com a pátria portuguesa. Sinceramente, não acredito que o povo português seja a favor de tantos brasileiros - já lá estão dois, mais o treinador e ainda se fala na possibilidade de mais naturalizados. Lá porque uma selecção se dá bem, não somos obrigados a imitá-la. O tempo vai mostrar que não é a melhor política.

Porquê?

Portugal tem produzido atletas fora de série e é pena não os aproveitar na selecção. Temo pelo futuro do sector da formação porque estão a chamar estrangeiros para posições onde o talento português abunda.

João Vieira Pinto talvez seja mais uma vitima dos críticos que irão enxovalhar-lhe de rótulos racistas e xenófobos assim como Figo e Rui Costa foram quando entrou o «português» Deco para a selecção nacional.

Entretanto o que conta afinal de tudo é que temos um presidente da federação «nacionalista», nunca mais os nacionalistas vão-se esquecer das palavras do actual dirigente da FPF.

«Eu como nacionalista nunca me naturalizaria» - Palavras acerca da naturalização de Deco.

João Pinto veio só a dar mais ênfase a algo que muita gente sabe e que uns enfrentam-na sem medos e outros fazem questão de olhar para o lado.

Estamos a maltratar o que de bom tem esta nação. Relegamos os nossos para segundo plano quando esta em cima disso o interesse do capital.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Cigarrinhos para rir!

Ontem o País deitou-se muito mais tranquilo e dormiu ao som das celestiais harpas, que ao final do dia, um informal Ministro das Finanças «tocou», em Conferencia de Imprensa.
De camisa desabotoada, cabelo revolto e cara de quem acabara de regressar de uma «rave party», informou-nos que, quer as Finanças Públicas, quer a Economia Nacional, vão entrar a partir de agora em exponencial crescimento e que os sacrificios, resultarão doravante, em folguedos:

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=272671&idselect=9&idCanal=9&p=200

Tenho sérias dúvidas quanto às substâncias que se andam a fumar nos Conselhos de Ministros, de modo a produzir semelhantes declarações no final!
Tabaco não é concerteza, até porque os membros do Governo são pessoas cumpridoras da Lei e tementes ao longo braço da ASAE.

Não sei como fará o Governo para fazer escapar Portugal aos inevitáveis reflexos disto:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075217.html

Ou disto:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075213.html

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1075108.html

Se até a mais saúdavel economia da UE - a Grã-Bretanha - está perante prespectivas pouco animadoras, não percebo donde vem o optimismo do Governo, personalizado pelo titular da pasta das Finanças, naquela surreal Conferência.

Por sua vez os Estados Unidos, modelo e referência da lógica económica na qual Portugal se insere, prepara-se para uma recessão, que só encontra paralelo no inicio do século passado. A queda anunciada, tem sido adiada pelo Banco Central, com sistemáticas injecções de capital no mercado financeiro, e que têm funcionado como a morfina num doente com cancro: alivia momentâneamente a dor, mas não evita o avanço da doença.

Perante esta realidade, as quiméricas declarações de ontem do alucinado Ministro, tomam laivos de demência e imbecilidade, ao tentar fazer crer aos Portugueses, que vão caminhar ao arrepio dos países que funcionam como barómetros, das ecónomias do ocidente.

Roosevelt, Presidente dos Estados Unidos em 1929, aquando da Grande Depressão, afirmou : «Quando a América espirra, a Europa apanha uma gripe!»
Confirmou-se! A recessão Europeia de então, conseguiu ultrapassar a Americana.

Desta feita o que nos vale é termos o Teixeira dos Santos!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ainda as estatisticas

Gostava bastante de ver injectado pela comunicação social - ao mesmo ritmo que foi feito ontem com os numeros dos acidentes de Natal - esta estatistica:

http://jn.sapo.pt/2007/12/27/primeiro_plano/roubos_caixas_multibanco_subiram_qua.html

Aqui a coisa já não interessa por aí além aos pastores Democratas, pelo que, a noticia anda esquecida pelas páginas mais obscuras dos papagaios do sistema.

Mas não vale a pena estarmos preocupados, porque o Ministro da Administração Interna, possui certamente estatisticas, que contrapõem estas, e tal como aconteceu em relação ao Porto, virá a público em breve, tranquilizar os carneiros, com aquela lenga-lenga assente em palavreado, que a generalidade do pagode nem percebe.

Começa a ser dificil acreditar numa única declaração, destes fantoches engomadinhos e cinicos, e o seu discurso já só atinge os elementos do rebanho, contaminados com brucelose.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Estatisticas de Natal

O estrogénio, hormona sexual essencial feminina, define o conjunto de caractéres fisicos e psiquicos que caracterizam a mulher.


Desde a textura da pele, à distribuição da gordura, da fixação do cálcio nos ossos à produção de secreções vaginais - e até segundo estudos recentes - no que concerne aos actos reflexos, quase tudo nas mulheres, depende directamente desta hormona!


Segundo um estudo de uma Universidade Britânica, esta hormona é tambem responsável, por uma condução automóvel mais responsável por parte das mulheres, bem como -em função de reacções a estimulos, mais rápidas - uma superior capacidade de evitar perigos nessa condução:


http://www.tecnodatacfc.com.br/noticias/index.asp?PageNumber=297



Não sei se isto teve alguma influência directa, na tão enfatizada descida dos números de sinistros registados nas estradas Portuguesas, durante o período de Natal. No entanto, veio o maçónico Ministro das policias, agitar bandeiras de sucesso, e reclamar louros, resultantes de uma estatistica, que apresenta menos 3 óbitos que em igual período do ano anterior.


Tudo serve a estes néscios - impotentes em relação a matérias básicas - para embandeirar em arco.
Números relativos ao desemprego, à pobreza ou ao abandono escolar precoce, não são alvo desta fúria mediática, sendo pelo contrário relegados ao esquecimento.


Seria interessante que paralelamente a esta comparação, se fizesse um estudo, relacionado com o numero de Portugueses que viajaram para longe da sua residência, nesta quadra, confrontando-os com o Natal transacto, e aí sim, teríamos numeros sérios, em matéria de acidentes de viação.


Mas para os propagandistas do Regime, que tanto se dedicam a contabilidades, quando estas lhes servem para se auto-promoverem, gostaria de lhes recordar, que a triste fatalidade de nos andarem aqui a esfrangalhar a paciência, é o resultado quase ocasional, de ter sido aquele espermatozóide - dos 500 a 1000 milhões, emitidos pelo respectivo progenitor - que fecundou o óvulo materno, e gerou semelhante criatura.


Qualquer outro dos vários milhões que não atingiram o objectivo, produziria um ser humano diferente, e assim em vez de um Ministro a dizer baboseiras «estatistico-politicas», teríamos talvez uma pacata mãe de familia, perita na confecção de azevias de grão e boa condutora.


«Jogar» com números e manipular interpretações deles resultantes , é relativamente fácil e um exercicio de propaganda muito utilizado por este Governo.
De tal modo, que se transformou em método de Governação quase exclusivo, a par com pompas cerimoniais provincianas.


À volta do fogo de artificio das festarolas e da luz artificial dos «power points» estatisticos, o deserto!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Acordem Portugueses!

No passado dia 13 Dezembro,o Srº José Sócrates assinou o "Tratado de Lisboa",tratado esse que limita e muito a nossa soberania nacional e com isso o futuro da nossa Nação.Não contente com isso,e num acto de vassalagem de nossos governantes no dia 19 dezembro,autorizaram que a nossa bandeira nacional que estava colocada no Parque Eduardo VII,tivesse sido substituída pela ultrajante bandeira da UE.

Portugueses é tempo de acordar !!!

Vamos todos exigir a CML que volte a hastear de imediato a bandeira nacional e que apure responsabilidades.


Divisão de Comunicação e Imagem da CML.
dci@cm-lisboa.pt
Telefone: 218 824 710 Fax: 218 876 315

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Azar!

Hoje no noticiário da TVI, surgiu a certa altura esta noticia:

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=893780

Parece que um grupo de Marroquinos, tentava entrar na Europa por Espanha, o que nos tempos actuais é um lugar comum.

Vieram num pequeno barco, e desorientaram-se. Em vez de rumarem ao sul de Espanha, vieram acostar ao Algarve, onde foram detidos pelas autoridades Portuguesas.

Mas o que realmente me chamou a atenção, foi a conversa entre o jornalista da TVI e um dos Marroquinos:



-jornalista: «Então vocês queriam ir para onde?»

-Marroquino: «Para o sul de Espanha!»

-jornalista: «Mas isto aqui é Portugal... »

-Marroquino: «Eu sei! Nunca tive sorte nenhuma na vida!!!!!!!!!!!!!!! »

Mau sinal! Já nem os Magrebinos, que são apesar de tudo, os mais «desenvolvidos» a nível do Continente Africano, querem vir para cá. Quando assim é, isso significa, que os padrões de desenvolvimento de ambos os Países, já diferem pouco.

Ficamos restritos aos Sub-saharianos, o que acaba por reflectir a decadência económico-social do «paraíso Socrático».

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A...pito na boca!

A pouca vergonha e a desfaçatez andam a atingir niveis impensáveis no seio da classe politica Nacional.

Disseminadas nas escutas telefónicas do processo «Apito Dourado», por entre tentativas de suborno a árbitros, tráficos de influências de toda a ordem e corrupção à escala Africana, surgiam conversas de um ex-1º Ministro de Portugal - actualmente a exercer funções de Presidente da Comissão Europeia - em amena cavaqueira com um dos principais arguidos do processo.

E digo «surgiam» e não «surgem», porque de forma deveras misteriosa, desapareceram as páginas que transcreviam o teor das escutas, que directamente envolviam o entretanto internacionalizado, «Cherne».

Claro que o «mais Europeu» de todos os Portugueses, nem tinha nada a ver com aquilo tudo. Ele nem é nada dado a manipulações de bastidores, e excluindo as reuniões de «Bilderberg» e as actividades da Comissão Europeia, nem se mistura com escumalha dessa índole.

Certamente o teor das conversas desaparecidas, tinham a ver com posaicos e banais assuntos do seu dia a dia, de 1º Ministro: Os almoços, as recepções, as viagens, os despachos, o sexo oral e o lumbago causado por tantas canseiras.

Daí que, nem tenha sido descabido, que algum zeloso funcionário público, tenha extraído cirurgicamente estas páginas da acusação, na melhor das intenções.
Para eventualmente, não estafar os juízes de modo inútil, para suavizar eventuais e apopléticas berrarias do Major, e para não se descer ao ponto de confrontar o Tribunal, com eventuais pelos púbicos, entalados na Europeia garganta do Comissário-mor.

Já que a papelada sumiu, e o conteúdo é uma incógnita - que pelos vistos interessa ser mantido como tal - somos livres de divagar! Pelo menos até que apareça! Ou não?

Link da noticia: http://jn.sapo.pt/2007/12/12/ultima/escutas_durao_valentim_desapareceram.html

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O Circo

O Presidente em exercicio da UE, veio esfusiante afirmar, que «Lisboa, foi durante o passado fim de semana, a mais Africana, das cidades Europeias».
Não me parece que aquelas dezenas de líderes Africanos, tenham vindo acrescentar algo, aos vários milhares de oriundos desse Continente, que já povoam a Capital Portuguesa, mas cá para mim, ele queria mesmo referir-se era a isto:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=70247

Pois é! Paralelamente ao fausto que rodeou a folcolórica Cimeira Europa/África, a organização da dita, fez questão de recriar um cenário, que em tudo se assemelhasse a um campo de refugiados, do Ruanda, da Somália ou do - tão em voga -Darfur.

Assim, escusam os elementos da PSP vir reclamar, porque toda aquela degradação, não foi mais do que uma encenação fabricada, para ajudar o 1º Ministro de Portugal, a consubstanciar, a tal afirmação em que considerava ter sido Lisboa, a mais Africana das cidades, neste inenarrável fim de semana.

Querem algo mais genuinamente Africano, que estas condições que foram facultadas aos batedores da PSP?!
Falta de condições higio-sanitárias, concentração caótica de gente e fome. Tudo devidamente enxameado por moscas, numa recreação perfeita de cenários que tão bem conhecemos - divulgados pelas TV's - da África dirigida por alguns dos carniceiros presentes na Cimeira.

Mas o enquadramento de cenários de inspiração Africana não ficou por aqui!
Certamente motivados pela presença desse incontornável símbolo da Democracia - de seu nome Robert Mugabe - foi imposto a um conjunto de comerciantes da «cidade mais Africana da Europa», o encerramento das portas ao publico. Sem contrapartidas e sem alaridos, para não perturbar as comitivas.

A propósito de comitivas, a Angolana ocupou modestamente, 80 quartos do Hotel Ritz. Lá se desenrascaram coitados, em tão exiguo espaço. Afinal foram só 3 dias!!

sábado, 8 de dezembro de 2007

«Imagem Choque»


Imagem satélite do derramamento de oleo do navio prestige.